sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A Primavera de Botticelli


A Primavera é uma pintura a tempera sobre madeira do pintor florentino Sandro Botticelli.

A obra descreve um grupo de divindades clássicas em um prado florido tipicamente primaveril. Os personagens são ordenados em uma simetria equilibrada, que gira em torno da figura da deusa Vênus.

Foi pintado entre 1478 e 1482 por Sandro Botticelli, pintor do Renascimento florentino. Neste período artístico as encomendas de obras artisticas deixaram de ser uma prerrogativa exclusiva da Igreja e, graças aos senhores da nova nobreza, começaram a florescer ideais estéticos de equilíbrio e harmonia típico das culturas clássicas. Também foram reafirmados os temas da mitologia grega e latina, quase completamente ausente na arte medieval.

A Primavera representa muito bem o renascimento da arte clássica, tanto pelo equilíbrio da composição, quanto pelos personagens da mitologoia. Em particular, a Primavera de Botticelli é a primeira obra  renascentista que representa os deuses pagãos em tamanho natural.

A identidade do comprador é duvidosa. Os nomes mais aceitos pelos pesquisadores pertencem a dois membros da família mais poderosa de Florença, os Medici: Lorenzo de' Medici, Giuliano e Lorenzo di Pierfrancesco de' Medici. Para os estudiosos, este último seria o mais provável e teria encomendado a obra  por ocasião do seu casamento.

Detalhe: o vento Zéfiro que rapta a ninfa Cloris
Na Primavera  são representados nove personagens dispostos quase todos em primeiro plano. À direita uma figura azul que em vôo  rapta uma jovem de cuja boca saem flores. A jovem toca uma outra figura feminina (coroada de flores num vestido de estampa floral espalhando flores), que geralmente é interpretada como Flora, deusa das flores e da primavera.

Detalhe: Flora, deusa da primavera
No centro, um pouco atrás dos outros personagens, vemos uma outra jovem, provavelmente a deusa do amor, Vênus. Acima dela, o cupido, jovem deus do amor, é retratado com arco e flecha.

Venus, deusa do amor e dona do jardim com seu filho Cupido
À esquerda, finalmente, existem 4 personagens: 3 mulheres que dançam, provavelmente as Graças, personificação da beleza; e um jovem, provavelmente o deus Mercúrio. 

Cada personagem do quandro é repleto de significados alegóricos e há várias teorias sobre a interpretação e o sentido geral da obra. Uma teoria diz respeito a obra se refere ao mito de Flora, narrada pelo poeta latino Ovídio. A jovem de cuja boca saem flores seria a ninfa Clóris. Esta, após a união com Zéfiro,  o vento do oeste, representado pela figura azul em vôo, seria transformada em Flora, a personagem feminina que está ao seu lado.

Detalhe: as Graças
De acordo com uma outra leitura, a obra  contém uma lição de moral nas figuras de Mercúrio e Vênus. Mercurio, esquerda é o símbolo da razão, porque com seu caduceu (bastão em torno do qual se entrelaçam duas serpentes e cuja parte superior é adornada com asas) afasta as nuvens, símbolo da ignorância.


Detalhe: Mercurio, o guardião do jardim que espanta as nuvens da ignorancia com o caduceu
Venus, vestida e imóvel seria a representação do amor puro e casto, em oposição à perturbação dos sentidos evocados pelo movimento das figuras do grupo. Existem várias outras interpretações, mas nenhuma é definitiva.

A primavera é uma obra profundamente enigmática. Inicialmente, a obra era conservada no palácio de Lorenzo di Pierfrancesco. Mais tarde, antes de 1550,  foi transferida para a casa de campo da familia Medici de Castello, perto de Florença, onde permaneceu até 1815. A Primavera atualmente faz parte  do acervo do  Museu Galleria degli Uffizi, em Florença.

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