segunda-feira, 8 de junho de 2015

Galleria dell'Accademia de Florença


A origem dessa coleção é datade de 1784, quando o Grão-Duque Pietro Leopoldo di Lorena funda uma Academia de Belas Artes para expor grandes obras do passado para que os alunos copiem e aprendam a arte do desenho e da pintura.

Os edifícios utilizados para compor a nova Academia de Belas Artes foram dois: o hospital de São Mateus e o convento de São Niccolò di Cafaggio.

As obras eram provenientes em parte da coleção particular da família Medici, incrementada com as obras das igrejas que foram desconsagradas durante o ano de 1786 e no período entre os anos de 1808-1810.

No final do século IX, foi decidido que parte da Academia de Belas Artes deveria ser transformado em museu para abrigar o famoso David de Michelangelo, que se encontrava desde 1504 na Piazza della Signoria, em frente ao palácio de governo, o Palazzo Vecchio. A colossal obra de Michelangelo foi transferida para Accademia no ano de 1873, e hoje o David é o símbolo absoluto do museu.

A Galleria dell'Accademia, ao contrário do que muitos pensam, não é somente o David. De fato o museu abriga uma vasta e importante coleção de quadros, uma preciosa coleção de instrumentos musicais e ainda obras importantes do maior escultor de todos os tempos: Michelangelo Buonarroti.

A coleção:

O ideal seria admirar todas as obras, mas como isso é praticamente impossível em uma única visita, selecionei os obras que você não pode deixar de ver.

No andar térreo merecem atenção as seguintes obras: 


O centro da primeira sala é dominado pelo modelo original feito em gesso que Giambologna preparou para a famosa estátua que representa o Rapto das Sabinas. A obra final feita em mármore se encontra na Loggia dei Lanzi na Piaza della Signoria. 

Já falamos do Rapto das Sabinas neste post: O Rapto das Sabinas. Clique no titulo para saber mais.
O Rapto das Sabinas
O Rapto das Sabinas


São João Batista e Maria Madalena, obra de Filippino Lippi: Observem a representação da arquitetura onde o pintor brinca com a luz e sombra, além do forte aspecto psicológico dos personagens. 


Deposição da Cruz: Feita a quatro mãos, iniciada por Fippino Lippi e após a sua morte, terminada por Perugino, mestre de Raffaelo Sanzio. A difrença de estilo dos dois pintores é muito evidente. Você conseguirá perceber as mãos de Lippi e de Perugino. O conteúdo tramádico de Lippi é filtrado pela pureza formal de Perugino. Observem também as cores utilizadas por Lippi.



Cassone Adimari: Obra de um pintor florentino do século XV chamado Giovanni di ser Giovanni, vulgo “Lo Scheggia”, irmão do celebre pintor Massacio. A obra na verdade é a parte frontal de um cassone (uma espécie de baú matrimonial que substituia em Florença no século X os armários). A obra representa um cortejo nupcial de Boccacio Adimari com Lisa Ricasoli. Na cena podemos observar a moda em Florença no século X. Observem atentamente as roupas e os penteados dos personagens.

Coleção dos instrumentos musicais


A Galleria dell'Accademia abriga também uma importantíssima coleção de instrumentos musicais que pertencem ao Conservatório de Musica Luigi Cherubini.

A coleção é formada pelos instrumentos que pertenciam a Família Medici e aos Lorenas. O grande colecionador de instrumentos musicais dos Medicis é o Gran Principe Ferdinando, que deveria ter sido o último Grão-Duque Medici, mas que morreu antes de assumir o trono.


Da coleção do Gran Principe Ferdinando chegou até nós alguns instrumentos feitos por Stradivari, entre ele uma viola tenor que é o único instrumento de Stradivarius no mundo inteiro que é 100% original.

Ainda na Corte do Gran Principe Ferdinando, encontraremos modelos do primeiro piano inventado em Florença por Bartolomeo Cristofori.

Na coleção dos instrumentos que pertenciam aos Lorenas, merecem uma atenção especial os timpanos mais antigos do mundo, a Ghironda, a tromba marina e o serpentone.


A Tribuna e o Corredor dos Prisioneiros

Essas duas salas são dedicadas as obras do mestre Michelangelo Buonarroti. Na tribuna ao fundo, vemos o David, mas tente resistir a visão deste deus de mármore e obseve antes as outras obras de Michelangelo expostas no corredor.


No corredor são expostos quatro dos seis prisioneiros feitos por Michelangelo (dois deles estão no Louvre). Os prisioneiros foram concebidos para decorar o monumento funebre do Papa Julio II na Igreja de San Pietro in Vincoli em Roma. As quatro obras foram feitas provavelmente entre os anos de 1530-1534.

As estátuas não foram terminadas, provavelmente porque o prejeto da tumba de Julio II foi modificado ou talvez porque Michelangelo decidiu utlizar o famoso estilo “non finito”, onde o expectador tinha a oportunidade de terminar a obra de acordo com a perfeição de cada um. Quem sabe o que Michelangelo queria nos dizer com as obras não terminadas de propósito? Isso é um assunto que ainda é estudado por diversos historiadores. 

O que nos chama atenção nos prisioneiros é a linguagem expressiva escolhida pelo escultor que da matéria incompleta de mármore emerge uma sugestão de vitalidade, uma nervosa libertação com a explosão da força. Observem a agitação tramática dos corpos, o tormento interior, as expressões fechadas e sofridas que tentam se libertarem sem possibilidade de sucesso, das ligações espirituais, representadas pelo mármore.


O São Mateus foi o único dos doze apóstolos encomendados pelo Duomo de Florença que Michealngelo começou a esculpir. A obra representa o Santo que parece querer liberar-se com grande esforço da matéria do qual é refém, sugerindo o tramático duelo entre corpo e matéria.


A Piedade Palestrina é a única obra de Michelangelo na Accademia que não é documentada, por isso dizemos que é uma atribuição a Michelangelo. A critíca diz que ela foi esculpida aproximadamente no ano de 1550, mas nem todos são de acordo que se trata de uma obra de Michelangelo. A obra é fortemente dramática: o peso do corpo de Cristo, brilhante e vibrante de luz e segurado de uma massa “non finita”, mas extremamente plástica de Maria e Maria Madalena. 

Finalmente, chegamos ao David, (1501-1503) a mais célebre escultura italiana de todos os tempos que ocupa com toda a sua grandiosidade o espaço circular da Tribuna. 

Quem é o David?

É o personagem biblíco, o jovem pastor que venceu o terrivel e gigante general Golias. Michelangelo não representa a ação biblíca de David, mas a sua tensão psicológica antes do combate com Golias, focalizada não na ação, mas na intuição. La escultura nasce de um bloco de mármore estreito e longo que outro escultor, Agostino de Duccio havia começado a esculpir entre 1462 e 1463, mas que depois ele abandonou dizendo que daquele bloco de pedra, não era possível esculpir uma obra assim majestosa.

Ao lado direito de David, podemos observar diversas obras de pintores contemporaneos a Michelangelo. Entre elas, a Deposição da Cruz de Bronzino, um dos grande pintores manierista da época.

A Gipsoteca


Nessa sala são expostas modelos originais de gessos de Lorenzo Bartolini e Luigi Pampaloni, grande escultores do século IX. Entre as obras de grande valor artístico e histórico temos os monumentos a Maquiavel, Leon Batista Alberti, Brunelleschi, Arnolfo di Cambio e o monumento funebre do Principe Russo Anatolio Demidoff.

Depois seguem salas com obras datadas dos séculos XI e XII, entre elas Madalena com histórias da sua vida (1280 -Maestro della Madallena), a Arvore da Vida (1310 – Pacino di Bonaguida).

No primeiro andar, quase sempre esquecido pela grande massa de visitantes, a sala é dedicata a última fase do gótico, chamado de Gótico Internacional com obras de Lorenzo Monaco e Gherardo Starnina, entre outros.

Interessado em fazer uma visita guiada em língua portuguesa na Galleria dell'Accademia? Fale com a gente!

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