segunda-feira, 22 de abril de 2013

Bate-papo com o leitor: Estudar na Italia

Depois de vários pedidos, esse será o primeiro de muitos posts no qual abordaremos o tema: Estudar na Itália.

Eu montei uma pequena entrevista com as perguntas mais frequentes e alguns dos nossos leitores aceitaram responder e nos ajudar nessa empreitada. Agradeço a todos que responderam e quem quiser participar dos próximos posts, será muito bem vindo, pois o Noticias da Bota nasceu com esse intuíto: ajudar com as nossas experiências, quem pensa em fazer os mesmos passos que a gente fez.

O nosso primeiro entrevistado, por motivos de privacidade preferiu não se identificar, é um carioca que veio estudar em Florença. As dicas dele foram fantástica, vale a pena compartilhar.

01) Duas palavrinhas sobre você, caso prefiras não se identificar, respeitaremos a sua privacidade.
Pode me manter anônimo, por favor. Sou um designer gráfico carioca de 37 anos, apaixonado por design, artes, viagens, futebol, cerveja, boa comida e que sempre sonhou em viver fora do Brasil

02) Qual a Universidade que você frequentou? Em qual cidade? Como funciona o processo de inscrição? Precisa fazer algum tipo de prova? 
Vim para Florença fazer um Master em Design Gráfico na escola IED – Istituto Europeo di Design. O processo foi super simples: apresentação pessoal através de currículp, análise de portfolio – uma banca de professores examina e avalia o nível do candidato – e, por fim, uma carta explicando o interesse. Além disso, houve uma prova de língua, no caso, a inglesa por ser a língua utilizada no curso – uma simples entrevista pelo Skype foi o bastante.

03) Qual o curso? Qual o período de duração?
Master em Design Gráfico na escola IED – Istituto Europeo di Design por 1 ano full time.

04) Qual a língua que foi utilizada durante o curso (italiano, inglês, etc)? Você já falava a língua italiana quando se matriculou ou aprendeu mais tarde? É fundamental conhecer o idioma italiano? V
ocê sentiu alguma dificuldade com a língua? 
A língua do curso é o inglês. Não falava nada de italiano – embora tenha estudado 2 anos antes de vir de forma solta, isto é, 6 meses com uma professora e depois sozinho 2 meses antes de chegar. É fundamental saber a língua do país em que se viverá pois a vida cotidiana assim exige – aluguel, comida, contas, locomoção, internet, vistos, etc, tudo demandando conversação. É difícil como toda língua que não seja a materna mas, com o tempo e com o estudo, se assimila. Além disso, o italiano é uma língua vizinha, aliás, é a mãe do português, então, não apenas a estrutura gramatical e vocabulário são bem parecidos como a forma de pensar em si – excluindo considerações morais, claro – são muito similares.

05) Existe alguma diferença entre os métodos didáticos das universidades italianas e as brasileiras? Se sim, qual foi a maior dificuldade?
Sempre há. Mas a abordagem do curso em comparação com a que estudei no Brasil é bem parecida: teoria e prática. Muita teoria e muita prática juntas. Mesmo esquema de aulas faladas, vídeos, laboratório de computadores, saídas para visitas, etc.

06) Foi complicado tirar o visto de estudos?
Foi simples. Mas é preciso organização. O consulado exige uma série de documentos como comprovante de pagamento do curso, período que se estudará, local de moradia, comprovante de passagens áreas de ida e volta, comprovante de renda para garantir a permanência durante o período, seguro-saúde – que o governo brasileiro fornece para aqueles que trabalharam no Brasil, etc.

07)
Você conseguiu alguma bolsa de estudos? Se sim, onde e como.
Não consegui bolsa mas outro brasileiro do curso conseguiu bolsa de 50%. Participamos de um concurso anual promovido pela escola, onde ele conseguiu o segundo lugar.
08) Qual o gasto médio anual para fazer um curso de especialização na Italia.
O curso em si custa 13 mil euros. Mais um aluguel médio anual de 8 mil euros. Mais as passagens, mais custo de material e de comida e de contas. Algo em torno de 25 mil euros. Em comparação com o custo no Brasil, se não for menor, é bem parecido. Surrealmente, o Brasill está mais caro, em alguns pontos, bem mais caro que na Itália.

09) Como você resolveu o problema de acomodação durante o período que estudou na Italia?
Como levei minha mulher e meu cachorro, aluguei um apartamento de turista por um mês, tempo suficiente para procurar um apartamento definitivo. Nesse meio tempo, procurei pela internet, fiz visitas e fechei um apartamento por um preço razoável. Me exigiram garantias como de renda. Como meu comprovante de renda se limita ao Brasil, mostrei o comprovante de pagamento do curso e efetuei um pagamento antecipado de 1 mês. Foi o bastante. Outro lugares, entretanto, pediram 2, 6 e até um ano de aluguel pago antecipadamente.

10) Depois do curso,
você retornou ao Brasil? Se sim, foi fácil reconhecê-lo no Brasil?
Ainda estou aqui até o fim de 2013.
11) Indicarias o curso que você fez para outros estudantes brasileiros?
Claro. Primeiro pela experiência de sair do Brasil e estudar com os europeus. Viver na Europa, em outro grau de civilização. De vivenciar tudo aquilo que se aprendeu na escola e na universidade. E de conviver com gente do mundo inteiro em um momento em que todos estão conectados. Não tem preço.

12) Qual é o primeiro passo que um estudante deve dar para fazer um curso de especialização na Italia?
Se informar sobre os cursos disponíveis, planos de estudo, prestígio, lugares atraentes, se concedem bolsa ou não, proximidade com mercado de trabalho, intercâmbios e experiências diferentes. É um mix de alternativas que compõem a escolha.

13) Durante o período de estudos, foi possivel encontrar um trabalho na Italia?
Ainda não procurei por causa do volume de estudo.

14) Alguma dica ou conselho para quem está pensando em estudar na Italia.
Aproveitem a oportunidade de vir para a Itália. O país em crise está acessível para nós, brasileiros. A experiência de viver aqui não tem preço, marcando para o resto da vida.

Deixo aqui os meus sinceros agradecimentos ao nosso leitor que gentilmente participou desse post. Grazie mille ;)

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