segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Marrakech: Primeiras impressões



Finalmente depois de anos de espera e de um voo de 3,30hs, partindo do aeroporto de Pisa, chegamos em Marrakesh, a primeira cidade do Marrocos que vamos visitar. 

Geralmente, quando viajo, pesquiso e estudo todo o itinerário. Já sei de cor o que tenho que visitar e o que não posso deixar de ver. Mas dessa foi tudo tão corrido, e confesso que não sei quase nada e estamos sem itinerario. Não decidimos nada ainda e tudo que irá acontecer de hoje até o final do mês será uma grande surpresa para a gente também.

As pessoas me perguntam sempre: Por que o Marrocos? Com tantas cidades belissimas na Europa, em tempo de crise nos paises norte africanos, você escolheu o Marrocos? Eu não sei responder essa pergunta, mas há muito tempo que sonho em conhecer o Marrocos, sonho com o deserto, com os passeios de camelos e com a cultura arabe (apesar de já ter conhecido o deserto quando fui ao Egito).

Talvez eu tenha lido muitos romances de banca de jornais quando era adolescente, onde os mocinhos eram sempre principes arabes e as mocinhas sempre fugiam para o deserto com o rosto coberto ou indo mais a fundo, praticamente viajando na maionese, eu já fiz parte dessa cultura em uma outra vida. Quando estive no Egito tive a mesma sensação, a  quase certeza de já ter feito parte da cultura árabe.

O voo foi tranquilo, apesar de ter sido cansativo, achei um pouco longe. Pensei que o Marrocos fosse mais próximo da Italia ou talvez tenha sido a minha ansiedade em chegar que tenha feito o voo ser muito mais demorado do que realmente era. 

A primeira impressão foi ainda quando começamos a sobrevoar Marrakesh, antes do desembarque. Eu estava preparada para ver uma cidade perdida no meio do deserto, onde a poeira (ou poluição) cobria a cidade como uma nuvem emplacável (essa foi a minha primeira visão do Egito), mas para a minha surpresa não fui isso que eu vi. Vi enormes plantações que de longe pareciam uvas, mas não tenho certeza, realmente estavamos alto demais para ter certeza do que via.  Mas posso afirmar que o que vi foi uma enorme área verde (ou será que foi uma visão?).
O aerorpoto de Marrakesh é bem bonitinho e não estava lotado, provavelmente porque ainda era muito cedo. Os policiais marroquinos não me deram uma boa impressão, aliás, me pareceram muito hostil  com a presença de tantos estrangeiros. O controle de passaporte foi um pouco lento, pra não dizer que perdemos 40 minutos em uma fila, tendo em vista que só tinha o pessoal do nosso vôo, achei o atendimento realmente muito lento.

A moeda do Marrocos è o Dirham marroquino e um euro vale mais ou menos quase 11 dirham. A preferência aqui no Marrocos è receberem tudo em euro, mas minha amiga já tinha me alertado para fazer o cambio no aeroporto e tentar usar sempre o dirham, pois na hora de converter a moeda nas lojas, os comerciantes te enrolam calculando em igualdade 1 euro = 1 Dirham (que vale dez vezes menos). Então para não ter problemas, dor de cabeça e discussões (não queiram discutir com um arábe), além de prejuízos financeiros, è melhor utilizar a moeda deles.

Quando saimos do aeroporto, a primeira coisa que me chamou atenção foi ver a cidade de longe. As casas, os prédios são todos de cor avermelhada, parece cor de argila, de tijolos. E uma pergunta me veio a mente: Será Marrakesh a "Cidade Vermelha" e Casablanca a "cidade branca"?  Mistérios que vou descobrir até o final da viagem. 

Vi também centenas de oliveiras espalhadas pela cidade. Eu pensei que com o calor que faz nessa terra, a oliveira não resistia a essa temperatura, me enganei mais uma vez! Porém diferentemente das oliveiras da Toscana, elas aqui não são podadas (ou são podadas pouquissimo). As arvores são grandes e altas, parece com as oliveiras do FarmVille. Como eles fazem para colher as azeitonas? Será que esperam cair no chão para recolhe-las?

Uma outra coisa que me chamou atenção: na estrada principal que eu ainda não sei o nome, nas calçadas foram plantadas diversas arvores, mas para minha surpresa, são laranjeiras. Diversas laranjeiras repletas de laranjas enfeitam as calçadas e parques, juntamente com as oliveiras. Eu me senti como se fosse a raposa namorando as uvas, uma vontade imensa de roubar uma laranja me envolvia, mas o medo de levar 100 chibatadas me segurou.

Uma outra coisa que me chamou atenção: o transito! A primeira vista parece meio caótico! Os carros, principalmente os taxis são antigos, carros que nem no Brasil fabricam mais. Muitas charretes, e motocicletas - se è que posso chamar aqueles veículos de motocicletas. Mas por incrivel que pareça, nas ruas principais, existem uma pista que fica a direita, resevados para esses veiculos de duas rodas, incluindo as bicicletas trafegarem. Eu ia adorar se em Firenze existisse uma pista dessa no viale reservada para os motorinos que passam pela gente parecendo torpedos.

 Aqui ainda é inverno e uma amiga que chegou aqui no inicio da semana me disse que esta friozinho, tipo o frio de São Paulo. Ai pensei:  não vou levar roupa de verão, camisa de manga curta, short e bermudas porque vai fazer frio. Maior mancada: aqui está um calor terrivel, pelo menos durante o dia! Parece o inverno do nordeste brasileiro. Vamos ver se a noite vai esfriar!
Continuem com a gente, que devagar vou escrevendo todas as minhas aventuras, impressões e o choque cultural que pelo que estou vendo, será inevitável.

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