quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Marrakech: a Praça Jama‘a el-Fnaa

A Praça Jama‘a el-Fnaa è um dos lugares que eu mais estava ansiosa para conhecer. Entorno da praça, cresceu a cidade antiga e podemos dizer que ali è o centro vital e o mais característico de Marrakech. Não se sabe a origem dessa praça e também não sabemos com certeza a origem do nome da praça - Jama‘a el-Fnaa pode  significar assembléia dos defuntos ou então mesquita do nada  (jama‘a significa mesquita ou assembléia). Qualquer um dos dois nomes pode ser plausivel, já que no passado, a praça fazia parte da construção de uma mesquita (que não foi construída nunca) e também diz a cultura popular que a praça foi palco de execuções.

Jama‘a el-Fnaa  è uma praça pitoresca e muito animada, na verdade  è uma especie de palco de todos os artistas de rua. Durante o dia ela è o palco de dezenas de barracas que vendem frutas secas: figos, albicoca, datteri, diversos tipos de amendoins, sucos de laranja (imperdivel o suco de laranja marroquino!), souvenir de vários gêneros, encantadores de serpentes, adestradores de macacos, grupos de danças folcloricos, mulheres que pintam o corpo com henna, acrobatas,  absurdos dentistas (custei pra descobrir que eram dentistas - Na verdade são barraquinhas nas quais são expostos diversos dentes  (não sei se são dentres humanos ou falsos, tive noje de chegar perto). Eu juro que pensei que vendiam dentaduras, mas só depois eu descobri que são dentistas (com certeza não são formados) que fazem da praça o seu consultório e expoêm aos prováveis clientes, o seu feito! Confesso que não vi ninguém que se atrevesse a provar os serviços.

Os encantadores de serpentes foi uma frustração. Eu tinha imaginado cenas de filmes, onde o encantador tocava a flauta que encantava a serpente (ou mesmo que a serpente encantava o encantador). O que vi foi cobras quase que adormecidas, provavelmente deram alguma coisa para elas não assustarem os turistas e vi encantadores mais preocupados de encantar turistas do que as serpentes. Eu confesso que não tive coragem de tocá-las, só cheguei perto para tirar algumas fotografias. Sandro se atreveu a enrolar a cobra no pescoço, mas ele disse que ela nem se movia. Estava dopada com certeza.

Os macaquinhos me fizeram pena. Os bichinhos lutam o tempo todo para se livrarem das correntes. O passeio que poderia ser algo inesquecivel pode ser transformar em algo estressante pois para ganhar algumas moedas, eles  jogam os macaquinhos no seu colo e os bichinhos assustados te puxam pelos cabelos ou até mesmo pelo nosso pescoço. Ate as cobras eles jogam em cima da gente. Eles colocam a cobra no bolso e se aproximam para tentar te convencer a chegar mais próximo da barraca para fazer as fotos. Quando você menos espera, eles metem a mão no bolso e tiram a cobra."Dio Santo, che paura!!!" Eu quase morri de tanto susto e pavor.

Um bom lugar para  se deliciar com todas essas atrações è tomar uma café ou um chá de hortelã nas terraças dos cafés em torno a praça. Dali você presencia cenas inesquecíveis. 

A noite o cenário muda: enquanto os turistas descansam, a praça se enche de marroquinos e se transforma num restaurante a céu aberto. Os artistas e encantadores e adestradores dão lugar a diversas barracas que vendem alimentos (espetinhos de carnes, couscous, tajine, lesmas e uma nuvem de fumaça vinda das barracas tomam conta da praça. 

Atenção com o trânsito na praça! Em algumas partes, passa de tudo: carroças, motocicletas, charretes, automóveis e o que mais se possa imaginar! É um verdadeiro samba do crioulo doido! Um pega pra capá...

Não tente tirar fotos de nada ou de ninguém sem autorização. Você pensa que eles não estão vendo...mas eles teem olhos por todas as partes. Eles vêem tudo e assim que você clica, eles correm para te cobrar. Te seguem por metros e nada que você pague é suficiente, eles querem sempre mais. O melhor, è negociar antes quanto vale a foto. Chore, mais chore muito! Desista milhões de vezes antes de fechar o preço. No final você faz um bom negócio!

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