sábado, 20 de março de 2010

Vida de imigrante

Vida no exterior nao é fácil, a gente sofre muito.... A vida aqui è uma luta diária, você mata um leão por dia para ir se adaptando. Primeiro a lingua, depois a comida, a cultura, as pessoas e até mesmo a coca cola que é mundial, é diferente. Aqui ela quase não tem gas.

Tudo é diferente e você tem que começar, ou melhor, recomeçar do zero. Tirar todos os seus documentos, voltar pra auto-escola, recomeçar a estudar tudo o que você nao sabe do país: história, políticas, personagens importantes, leis, deveres e direitos. E para parece que você nunca vai aprender tudo que esta à sua volta.

A maioria das pessoas pensam que viver no exterior è glamuroso, mas na verdade não é não. Financeiramente não me falta nada, tenho tudo o que necessito materialmente para viver, disso eu não posso reclamar. Mas sinto falta da minha indepêndencia emocional, ás vezes me sinto isolada no mundo, sinto falta de ter minhas coisas, meu trabalho, meus amigos... E como se a gente perdesse a nossa identidade, porque no final eu não me sinto nem italiana e nem brasileira... me sinto uma expatriada! Mas como o tempo é o melhor remédio pra tudo, devagar a gente vai se adaptando e um dia a gente acaba abraçando essa terra e a sua gente como se fosse nossa!

É claro que não posso dizer que sou infeliz, não seria verdade, mas ainda me falta algumas coisas para eu declarar que sou feliz com a boca cheia. Nao é fácil ser feliz aqui... Não basta só o amor e uma cabana pra ser feliz.

Se eu for estudar a teoria das necessidades de Maslow vai me faltar os dois útimos degraus da piramide: necessidade de autorealização e necessidade de auto estima ( quando digo auto estima, digo aquela relacionada a status e reconhecimento) - Isso eu ainda nao conquistei. Os outros degraus que compõem a piramide: necessidades fisiologicas, segurança e afeto, ja esta no bolso.
Eu gostaria de ouvir mais depoimentos de imigrantes e saber se somente eu penso e me sinto assim. Gostaria de saber das experiências e da vivência de vocês.

22 on: "Vida de imigrante"
  1. Oi Cris! Muito interessante seu post. Sao 7 anos que moro na Italia e no começo me sentia exatamente como vc. No meu caso, o que me faz mais falta e que faz tudo ficar mais dificil do que realmente é , é a falta de referencias. No Brasil, eu tinha meus amigos e minha familia que, basicamente, tinhamos os mesmo interesses, os mesmo ideais e a mesma filosofia de vida. Aqui, me deparei com modelos diferentes (para nao dizer inversos). E mesmo na comunidade brasileira foi e ainda é dificil de
    me reconhecer. Por isso, me sinto meio desorientada.
    Nao posso me lamentar do que ja consegui até hoje por aqui. Mas sabe quando vc tem a impressao de que nao esta usando todo seu potencial? Que vc poderia chegar muito mais longe? Pois é. Sempre digo ao meu marido que me sinto como se eu tivesse com todo gas para correr e alguem segurasse minhas pernas.
    Vejo muita gente dizer que aqui tem condiçoes de TER coisas que no Br nao teria, por isso nao volta pra la. Eu nao ligo muito em TER, pois acho que TER vem depois da realizaçao pessoal. Eu queia mesmo é FAZER muitas coisas, produzir, ser reconhecida profissionalmente o que aqui nao to conseguindo. Mas como sou brasileira e nao desisto nunca, vou tentando pra ver se consigo chegar la...

    ResponderExcluir
  2. Cris amiga, acho que você conseguiu descrever muito bem o que passamos morando no exterior. Não é fácil se integrar, fazer parte da sociedade sem ser visto como "estrangeiro" - mesmo que você fale um italiano D.O.C.
    Apesar dos meus quase 7 anos na Itália, ainda me sintia um peixe fora d'agua. No Brasil quando falo que moro na Itália parece que sou alguém importante, pois todos acham que morar na Europa é coisa de gente rica. Como vc não me falta nada, mas também não sobra! rsrs
    Estou há 3 meses no Brasil e este tempo aqui me ajudou a esclarecer muitas coisas em relação ao sentimento que tenho pelo país onde hoje vivo. Eu estava em "pé de gerra" com a terra do macarrão, mas descobri que parte de mim já é tricolor... a Itália faz parte da minha realidade e isso eu não conseguia entender.
    Daqui a 10 dias estarei voltando e pela primeira vez com alegria; a Itália e eu fizemos as pazes.
    Bjs

    ResponderExcluir
  3. Cris,
    Muito forte o seu posicionamente, e veradeiro! Você poderia está contando somente as maravilhas da Italia, mas você abriu seu coração.

    Parabéns...

    ResponderExcluir
  4. Nossa, vc conseguiu descrever com muita clareza o que a gente sente e passa por aqui.
    Estou aqui ha 3 anos e posso te dizer que se consegui passar pelo primeiro ano o resto é "moleza". No primeiro ano eu chorava todo santo dia, nao gostava e nao conseguia admirar nada por aqui. O tempo foi passando, comecei a trabalhar (a coisa mais importante do mundo para mim) e as coisas estao começando a fluir melhor. Ainda tenho inumeras barreiras para passar, principalmente dentro de mim, mas devagarzinho a gente vai se arranjando.
    Acho o maximo aprender e viver uma nova cultura!

    ResponderExcluir
  5. Anna

    Sabe que è isso mesmo que vc disse: falta de referencias! Eh o que ta me faltando acima de tudo. As pessoas aqui sao diferentes, pensam e agem de forma diversa, ate mesmo a comunidade brasileira. Espero que essa fase passe rapido e eu consiga me sentir em casa. Um beijo e obrigada pelo seu testemunho!

    ResponderExcluir
  6. Anne

    Seja bem vinda a Italia. Acho que se eu passo 03 meses no Brasil eu nao volto mais nao hahahaha Brincadeirinha, quando vou ao Brasil, tambem nao me sinto em casa. Extamente porque as coisas que eu deixei, a vida que eu deixei, nao existem mais. E o pior de ir ao Brasil, è a volta. Quando retorno, a vida aqui parece muito pior do que era antes. Parece que regrido no tempo e no espaço! De qualquer maneira, minha amiga, fico feliz que voce esteja de volta. Vamos marcar pra gente conversar qualquer dia. Quem sabe sua experiencia me ajude tambem! Um beijo e boa viagem!

    ResponderExcluir
  7. Fabi

    Obrigada por participar do blog. A vida no exterior nao è facil, apesar de como disse a Anne, que as pessoas que estao no BR pensem que aqui è so glamour. Eh claro que tem suas vantagens, è claro que temos momentos de aprendizagem, de crescimento e de felicidades, mas, pelo menos eu, ainda nao me sinto completa.

    Tem um monte de gente que me diz: se vc nao esta feliz ai, porque nao volta pro BR? Nao volto, simplesmente porque meu marido nao quer ir... E se ta ruim com ele, sem ele sera infinitamente pior.

    Um beijo grande pra ti!

    ResponderExcluir
  8. Tati

    Engraçado... Cada pessoa reage de uma maneira diferente. O primeiro ano que passei por aqui, foi mais facil. Nunca fiquei de chorando, e nao choro ate hoje, a nao ser que tenha um motivo especial. O primeiro ano foi o momento da descoberta e tudo me encantava. Depois com o passar do tempo (ja tem quase 03 anos que estou aqui), as coisas foram piorando. Provavelmente porque me faltava sonhar, planejar objetivos e executar. Eu nao via, e confesso que ainda hoje, nao vejo perspectivas profissionais. Eu ainda nao trabalho, e isso me deixa muito mal. Perder minha independencia financeira e minha vida profissional, foi um golpe duro. Resolvi voltar a estudar e me matriculei na universidade na esperança que isso me devolvesse a perpesctiva de planejar o futuro. Bola fora! Voltar a universidade, estudar no meio da garotada italiana, esta me deixando deprimida, porque isso eu ja fiz ha 20 anos atras. Me da a sensaçao que estou atrasada, mais uma vez. Coisas da minha mente neurotica hahahaha

    Um beijo e obrigada pela sua participaçao!

    ResponderExcluir
  9. Muito legal seu depoimento, Cris, deu pra sentir que foi realmente verdadeiro. E por diversos momentos consigo me identificar com o q voce falou, mas... Sem querer ser a voz distoante aqui dos comentários, acho que essa sensação depende da situação individual de cada um aqui. Me lembra ate um pouco aquela discussão sobre qual país é mais atrasado, Brasil ou Itália, que teve no blog da Babi.

    De qualquer forma, acho que voce expos bem os motivos para esses seus sentimentos nesse seu ultimo comentario. Nao ter perspectivas profissionais deve ser realmente frustante, independente de onde você esteja... e estar aqui, longe da vida que você construiu por décadas no Brasil, só piora as coisas, obviamente.

    Eu, para dar um contra-exemplo, vim aqui pra Itália justamente para progredir profissionalmente na minha vida, e minha esposa (brasileira), me acompanha, mas veio com o mesmo objetivo, já que trabalhamos na mesma área. Portanto, é lógico que também por diversas vezes nos sentimos sozinhos, sem referencias. Mas a batalha que temos que encarar diaramente para viver aqui, assim como todo imigrante, tem um objetivo claro e concreto: a progressão profissional. O que eu posso dizer é que isto torna as batalhas muito mais suportáveis, pois cada vitória fornece aquela sensação de auto-realização e e auto-estima que você comentou no início do post. É claro que essas batalhas são lentas, e as vitórias vêm a conta gotas... são na verdade mini-vitórias, pequenos passos pra frente, que ocorrem apenas de vez em quando, mas que nos dão a força para continuar.

    Sem querer ser o analista de Bagé aqui, mas acho que sua situação aqui na Itália merece uma reflexão mais cuidadosa: se vc não quer viver para ser somente a esposa de seu marido (o que acho q vc deixa bem claro no seu post), vc deve de fato buscar objetivos profissionais mais concretos, pois acho que é isso que mais fortalece nossa auto-estima.

    Beijos,
    Leo ;)

    ResponderExcluir
  10. Leo

    Legal o seu post! Eu sei que a maior parte dos erros, estao comigo mesma! Ja fiz dezenas de cursos profissionais, voltei pra Universidade, mas mesmo assim nao è facil encontrar nada na minha area. Provavelmente porque a minha area que è a de Recursos Humanos, è uma area pouco desenvolvida aqui, ja que a maioria das empresas sao todas de pequeno, medio porte, pra nao dizer familiares.

    Ja tentei me candidatar a estagio (sem remuneraçao) e ate isso me foi negado, simplesmente porque ainda nao reconheci meus diplomas universitarios.

    Ja tentei ate procurar empregos na area de limpeza (nao è bem o que eu queria, mas pra quem quer trabalhar, ta valendo), mas fui negada tambem porque nao tenho experiencia.

    Acho que somando tudo isso, meus sonhos de realizaçao profissional viram fumaças!

    Um grande abraço pra ti!

    ResponderExcluir
  11. Cris, post fantástico. A maioria das pessoas comenta mais a parte prática da vida de imigrante, sem abordar tanto pontos tão fundamentais quanto os citados por vc. Ainda não passei por isso, mas pretendo me mudar para a Toscana um dia. Seu texto da medo! rsrsrs Brincadeira, na verdade faz pensar na parte real da coisa, muito bom!
    Beijos e espero que logo, logo vc.conquiste o que ainda te falta por aí!

    ResponderExcluir
  12. Oi Cris, interessante seu desabafo. O seu caso é um caso, pois seu marido não quer voltar, mas já li dezenas de blogs de brasileiros na Itália e na Europa falando que estão deslocados, não é tão bom assim viver por lá, mas nenhum deles diz que quer voltar. Assim como outros brasileiros que amam a Itália e dizem não querer voltar pro Brasil de jeito nenhum. Acho que temos que ter objetivos sempre na vida. Moro no Brasil, mas na minha cidade não tenho boas perspectivas profissionais, nem eu e nem meu marido. E olha que mora no interior de SP numa cidade de 600 mil habitantes! Mas o que acontece é que o mercado está saturado, muito concorrido, me obrigando a ralar na minha área, mas que no final corro o risco de ter feito tudo em vão; meu marido não recebe de acordo com o que deveria, já que trabalha numa área que não tem muita mão de obra. Realmente não tenho muitos sonhos por aqui e ainda por cima não temos qualidade de vida, pois para viajar num feriado, nem que seja no litoral paulista, fica caro por conta dos milhões de pedágios, fora a violência que tomou conta das praias em épocas de feriados. Então, acho que realmente valeria a pena nos sacrificarmos um pouco e irmos morar na Europa pra termos conhecimento, experiência e qualidade de vida. Hoje abri essa hipótese na minha vida e nem é tanto pelo dinheiro, mas pra conhecer outras pessoas, culturas, abrir horizontes e depois voltar para o Brasil. Acho que o ser humano sempre tem essa necessidade de reconhecimento, além de sermos muito carentes! Independente de onde estamos, algo sempre estará ruim, seja no Brasil ou na Itália. O que vale é estabelecermos metas e nos divertimos com as possibilidades e oportunidades, pois 100% felizes, nunca estaremos! Temos que nos reinventar sempre! Abs

    ResponderExcluir
  13. Ola Roberta

    Quando postei, nao tive intençao de amendrontar as pessoas nao, foi so um desabafo! Na verdade, nao è que a vida no exterior seja ruim nao, os pontos positivos sao inumeros. Deixa passar minha TPM que vou postar sobre isso hehehehe

    Venha pra Toscana sim, voce vai amar! Firenze conquistou meu coraçao, apesar de todas as dificuldades de imigrante!

    Um beijo grande pra ti

    ResponderExcluir
  14. Ola Michele

    Obrigada pelo comentario. O que voce disse, è o que realmente acontece. Quando eu morava no Brasil, eu tinha as duas bases da piramide que me faltava: reconhecimento profissional e satisfizaçao pessoal, mas me faltava uma outra coisa, que è a parte sentimental. Como eu sempre investi na minha vida profissional a maior parte da minha vida, achei que era hora de me dedicar a vida sentimental um pouco e foi isso o maior motivo que me trouxe pra Italia. Como eu ja disse, o primeiro ano foi mais facil, o segundo tambem, agora que to entrando no terceiro ano, me faz uma falta enorme continuar o que eu deixei parado, minha vida profissional - e as perspectivas nao sao boas aqui pra mim.

    Eh claro que vivendo aqui, nao tem como negar, minha qualidade de vida mudou e muito, pra melhor! Aqui eu nao tenho medo de andar de noite sozinha pelas ruas, aqui nao tenho medo de parar no sinal de transito com o vidro aberto, aqui a gente pode viajar, conhecer outros paises com um custo que vivendo no BR seria impossivel,aqui consigo ser uma universitaria periodo integral. No BR eu nao ia conseguir fazer isso nunca...Enfim, tem seus pontos positivos.

    Um grande abraço e retorne sempre!

    ResponderExcluir
  15. Oi Cris, que complicada essa sua situação mesmo. Mas até que eu já tive uma palhinha do que é RH aqui (na Bélgica na verdade hehe): fiz uma entrevista de emprego numa pequena empresa lá, e foi TOTALMENTE diferente do que eu estava acostumado no Brasil. Na verdade foi uma verdadeira prova técnica oral, e nada do que conhecemos por "RH" no Brasil foi abordado. Por esse motivo me saí bem mal, mas fiquei com a impressão que se eu fosse totalmente sem iniciativa, irresponsável com os resultados, etc, mas tivesse decorado meu principal livro da faculdade antes de ir, teria ido bem.

    Agora, uma pergunta: por que nao reconheceu seus diplomas aqui ainda? A primeira coisa que tive que fazer antes de vir foi levar meus diplomas no consulado lá no Rio pra fazer a tal declaracao de valor...

    Sobre os estagios, outro dia mesmo descobri que quase todos os estagios aqui na Italia nao sao remunerados, o que me surpreendeu (negativamente, logico), ja que no Brasil eu recebia até pela minha iniciação científica no lab da faculdade!

    Enfim, o q eu posso dizer pra vc é: continue tentando... vejo muitos brasileiros que procuram emprego no exterior falarem que a melhor coisa é ir numa empresa que faça negócios com o Brasil ou, melhor ainda, esteja querendo fazer... você já tentou isso?

    Beijos,
    Leo.

    ResponderExcluir
  16. Oi Leo

    Eu ja tenho a declaraçao de valor, mas pra reconhecer eu vou ter que refazer quase tudo, pq os dois cursos que tenho, nao existem na Italia, que è gestao de Recursos Humanos e ciencias contabeis... o mais proximo seria psicologia e economia aziendale.. Eu preferi partir do zero!

    Realmente, a maioria dos estagios na Italia è sem remuneraçao, muito diferente do Brasil! Na verdade no BR, existe a exploraçao de mao de obra de estagiario... mas isso è um novo assunto!

    To um pouco mais tranquila agora.. Sao fases que vem e vao...

    Um grande abraço pra ti

    ResponderExcluir
  17. Oi Cris!Estou chegando meio atrasada nos comentarios,mas sou leitora novata de seu blog (voce gentilmente respondeu um email meu ha alguns dias).Muito bom seu depoimento!Na vida as coisas sao assim, dificilmente podemos ter tudo ao mesmo tempo...normalmente..temos tudo..mas em fases diferentes de nossa vida!!Cabe a cada um usufruir cada momento, "descomplicando" a vida!!!Imagine so, tenho 48 anos, acabei de me aposentar (proporcionalmente, è obvio!) e apos 34 anos de trabalho com uma vida "comportada", tipo muito trabalho, faculdade, cursos, um maridao e uma filha maravilhosa, tudo "certinho"...meu marido e eu resolvemos deixar o conforto de uma cidade media para irmos para Italia...sabe Deus fazer o que....(brincadeira!).Vamos com uma renda que aqui è tranquila, mas ai vai ser dureza!!!Meu marido pretende trabalhar ( se a crise deixar) e vamos aproveitar o restante de nosso espirito aventureiro (idade chegando...)para conhecer...conhecer...começar de novo!!Minha filha è adolescente tera uma experiencia incrivel!!!Quanto tempo ficaremos ????????!!!??Nao sabemos...
    Como pode ver: cada coisa a seu tempo!!Nao fizemos isto antes ,embora a vontade fosse grande, porque o momento era outro para nossa familia!!!
    Final do ano estamos chegando em Firenze!!!Abraços!!Ate mais!!
    Rosana

    ResponderExcluir
  18. Oi Rosana

    Legal o seu depoimento e parabens por se deixar guiar pelos seus sonhos. A vida no exterior nao è facil, mas com certeza, cada batalha vencida è uma experiencia a mais na nossa vida.

    As vezes entro em crise e sinto muita falta do Brasil, mas nao è sempre assim! Outras vezes acredito que estou super adaptada a realidade italiana e a vida è mais facil!

    Obrigada pelo comentario e volte sempre!

    ResponderExcluir
  19. Oi Cris
    Acabei de descobrir o teu blog. Na verdade nunca fui de ler blogs ou de participar de comunidades de brasileiros na Itàlia. Provavelmente estava errando em me comportar assim. Ainda nao tive tempo de ler muito, mas me interessei por este post e me identifiquei com vc quase ao 100%. Vejo que a data è de 2 anos atràs, e espero que as coisas jà tenham melhorado. Eu continuo me sentindo assim, como vc disse, uma expatriada. Nao me sinto parte daqui, assim como nao me sinto mais parte de là. Pensei que isso acontecesse sò comigo e me senti consolada de saber que nao è assim. Penso exatamente como vc, que a vida aqui nao està ruim, pelo contrario, tenho tantas coisas que nao tinha no Brasil, faço tantas coisas que nao fazia no Brasil, è indiscutìvel a qualidade de vida que tenho aqui, mas profissionalmente nao consigo me encaixar. Tà faltando a realizaçao profissional e nao consigo achar uma soluçao para isso. Nao voltaria para o Brasil, mas me sinto deslocada, inutil. Sei que sou capaz de fazer muito mais do que estou fazendo e mesmo assim nao consigo. Como li aqui, è como se estivesse amarrada.
    Como està indo a universidade? Ela està te ajudando? Penso tanto em retomar os estudos tbm, mas moro em cidade pequena e nao posso renunciar ao meu salario. Talvez seja a TPM tbm, mas estou deprimida com essa situaçao e talvez os estudos sejam uma soluçao.
    Beijos
    Ju

    ResponderExcluir
  20. Oi Ju

    Vida de imigrante não é fácil não, ainda mais no início. Tinha dias que a minha vontade era pegar minhas coisas e voltar pra casa, mas com perserverança e muito amor eu fui ficando por aqui.

    Hoje estou melhor, encontrei o meu caminho e posso dizer que já me sinto em casa. Minha vida profissional também entrou nos eixos (ou quase). Tive que me reinventar pra poder ser feliz nessa terra. Eu abandonei a Universidade porque não me dava satisfação. Não era aquilo que eu queria e provavelmente quando eu terminasse o curso não ia poder concorrer com os recem formados italianos. Decidi fazer um curso técnico de guia de turismo e confesso que estou muito feliz com o meu novo caminho. Devagar vc também ira encontrar o seu caminho! Qualquer coisa eu to por aqui! Um grande beijo

    ResponderExcluir
  21. Oi Cris
    Fico feliz que esteja tudo indo bem. Vida de imigrante não é fàcil mesmo, e infelizmente não é sò inìcio. São quase 8 anos que estou aqui e continuo tentanto me reinventar, como vc fez, mas não acho nada que me de satisfação pessoal. Continuo tentando e espero achar algo que faça eu me sentir bem.
    Boa sorte e obrigada pelo ombro amigo!!!
    Beijos
    Ju

    ResponderExcluir
  22. Ju, quando você menos esperar as oportunidades irão aparecer! Tente um trabalho voluntario, dalí poderá nascer várias indicações. Eu já saquei que aqui na Italia tudo funciona na base da indicação! Beijo grande e qualquer coisa estou por aqui!

    ResponderExcluir

Cristiane de Oliveira, brasileira, natural do Rio de Janeiro, mora em Florença
há mais de cinco anos. Apesar de ter o coração verde e amarelo, se apaixonou pela Italia e mais precisamente por Florença a ponto de estudar minusiosamente a história da arte, do povo e da cidade onde vive. Hoje, Cristiane, è guia turística autorizada da cidade de Florença.

- Favor não usar termos ofensivos ou palavras inadequadas;
- Evite o uso desnecessário e excessivo do "Internetês" ou abreviaturas;
- Seja claro e objetivo;
- Leia os comentários antes de postar perguntas repetidas ou já respondidas;
- Procure postar os comentários nas páginas dos respectivos assuntos;
- Elogios são bem-vindos, críticas e sugestões também.

Obrigada pelo seu comentário !

Comentários racistas e ofensivos não serão lidos e nem publicados.

Marcadores

Acampamento no deserto Acordos Internacionais Arezzo Arqueologia Arte Assistencia Bagno Vignoni Bate-Papo com o Leitor Beato Angelico Berlim Brasil Brasileiros no Mundo Brunello Calábria Campanhas Campania Cantinho da Fada Peregrina Capela Sistina Capo Vaticano Cappella Brancacci Caravaggio Caserta Casertavecchia Chianciano Chianti Cinema Consulados Conversa fiada Corredor Vasariano Cortona Curiosidades Dante Datas Comemorativas Desvendando Florença Dicas de Viagem Dirigir na Italia Donatello Educaçao Emilia-Romagna Enogastronomia Enquetes e entrevistas Esporte Estudar na Italia Eventos Ferrari Fez Fiesole Fique de olho Firenze Florença Galeria de arte moderna Ghirlandaio Giacomo Leoparti Giotto Governo Italiano Grandes Pensadores Grutas de Frasassi Guia de Turismo Guia Florença Hoteis em Florença Humor Igrejas Imigraçao Inferno Dan Brown Informatica Italia Jubileu Lavoro Le Marche Legislação Italiana Leonardo da Vinci Livros Loreto Lucca Macchiaioli Mae Maranello Marrakech Marrocos Matrimonio Medici Memes Mercadinho de Natal Meus Rabiscos Michelangelo Milão Moda Montalcino Montecatini Montefalco Montepulciano Mugello Mulher Brasileira Multas Museu Davanzati Museu de São Marcos Museus Napoli Natal Nobile de Montepulciano Noticias Outlet Pádua Paestum Palazzo Pitti Palazzo Vecchio Palermo Palio Para relaxar Parceiros Patente italiana Permessos vistos e Cidadania Piazza della Signoria Piazzale Michelangelo Pienza Pisa Politicas Prostituiçao Puglia Rafael Sanzio Recanati Receitas Recursos Humanos Reis Magos Roma Sabores da Italia Salvatore Ferragamo San Gimignano San Marino San Quirico San Vivaldo Sandro Botticelli Santa Croce Santos São Francisco São Lorenzo Sardegna Saude Scaperia Sicilia Siena Sobre mim Soltando os bichos Spello TAX FREE Teatro Romano Todi Torre de Pisa Torres Toscana Transporte Trenitalia Tropea Truffa Turismo TV Uffizi Umbria Università Val d'Orcia Valle D' Aosta Vasari Vaticano Veneza Vesuvio Viagem Vida a dois - Vita di coppia Videos Ville Medicee Vinhos Volterra
Noticias da Bota. Imagens de tema por Storman. Tecnologia do Blogger.