Essa semana a gente viu em todos os canais de TV, Jornais e revistas do mundo inteiro a comemoração dos 20 anos da queda do Muro de Berlim. É indiscutível que a queda do Muro representou não só a reunificação alemã, mas acima de tudo, o fim da Guerra Fria. Foi um marco da história mundial que para muitos significou um momento de grande emoção, o reencontro com a familia e os amigos, enfim, a liberdade politica e fisica e o reestabelecimento da democracia.
Hoje eu li no jornal L'Unità um artigo muito interessante escrito pelo Walter Veltroni falando exatamente da quedra do muro de Berlim e a existências de tantos outros muros que ainda não fomos capaces de colocar no chão. Vou tentar resumir para vocês pelos a idéia do texto.
Naquele dia de novembro de 1989, um típico dia nublado de outono europeu, aconteceu algo inesquecível para o mundo. O Muro que era como uma cicatriz que atravessava Berlim e a Europa inteira. Não era só uma "cortina de ferro" que separava (por que não dizer também fisicamente?) milhões de indivíduos da liberdade e da democracia. Era como uma bússola, estabelecia uma rota obrigada. Diferenciava o amigo do inimigo. Distinguia a verdade do errado. Funcionava assim, o tempo fechado das ideologias.
Depois da queda do Muro, parecia que tudo poderia mudar. As distâncias pareciam diminuirem, porém as coisas não aconteceram desse jeito. A realidade era outra. Sim, a Alemanha foi unificada e o povo se tornou UNICO novamente. O caminho da Europa era livre... mas logo em seguida, houve a Guerra nos Bálcãs, em Sarajevo... Sim, a globalização, a mundialização dos mercados e a integração dos Sistemas Econômicos significou a possibilidade de novas oportunidades. Mas algumas formas de alienação também foram avançadas, novas solidões, novas formas de exclusões sociais. As pessoas que passam fome, atingiu um número absurdo de 1 bilhão em todo mundo. E a humanidade entrou no Século XXI atravessando a porta de fogo do dia 11 de setembro de 2001. Tudo isso nos leva a crer, que a história ainda não acabou.. ainda existem muitos Muros de Berlim para serem depostos.
Há mais ou menos um anos atràs, quando Obama ainda era candidato, ele esteve em Berlim e disse: " Os muros entre os velhos aliados não podem mais permacerem em pé. Os muros entre os países mais ricos e os países mais pobres não podem permacerem em pé. Aqueles entre etnias e tribos, entre nativos e imigrantes, entre cristãos e mulçumanos e judeus, não podem mais permacerem de pé." É assim: ainda existem muitos muros para a humanidade abater e ainda existem muitas pontes (provavelmente mais que os muros) que devemos construir.
Os muros que ainda existem, são representados pela culpa e pela indiferença diante do fato que milhões de pessoas morrem de fome, de Aids e de malaria na Africa. Aquela indiferença que contribui para a difusão do vírus do racismo e da homofobia em todo mundo. Aquela indiferença cúmplice das tragédias que todos os dias as barcas atravessam o mar, plena de desesperação e de esperança de quem abandona a própria terra. Cúmplices da indiferença com a qual a Comunidade Internacional se põe diante de tantos conflitos inesqueciveis no mundo...Os muros que ainda existem!
Foto: http://www.sapere.it/










1 comentários:
Um otimo filme que conta a historia da unificaçao da Alemanha è o filme Goodbye Lenin.
Veja o link http://pt.wikipedia.org/wiki/Good_Bye,_Lenin!
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