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sábado, 24 de setembro de 2016

O que visitar em Montepulciano

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No post anterior contamos um pouco sobre a História de Montepulciano, hoje vamos ao ponto da questão: O que visitar em Montepulciano?

A maior parte dos viajantes aproveitam o pouco tempo disponível para combinar a visita a Montepulciano junto com outras cidades da região, como por exemplo Montalcino e Pienza. 



Aconselho reservar um dia somente para conhecer Montepulciano, ainda mais se você for amante de vinhos. O centro histórico de Montepulciano é relativamente pequeno, mas ele é repleto de pequenos tesouros, como os diversos palácios renascentistas, igrejas e acima de tudo as vinícolas históricas que se encontram na parte subterrânea dos palácios nobres.

Lembrando sempre: como na maioria das cidades italianas, em Montepulciano não é permitido a circulação de carros não autorizados no centro histórico. Assim, aconselhamos que você estacione fora da muralha da cidade.

O centro histórico de Montepulciano é rodeado por uma muralha antiga e maciça e é atravessado por uma grande rua principal em forma de “S”, conhecida como “Il Corso”, a partir do qual se ramificam uma série de becos e ruas estreitas.


O que você não pode deixar de ver em Montepulciano?


Igreja de Santa Agnese




A Igreja de Santa Agnese é um importante edifício religioso de Montepulciano. Foi construída no início do século XIV por vontade da religiosa Agnese Segni di Montepulciano que foi proclamada Santa pelo Papa Bento XIII em 1726. No altar principal, repousa os restos mortais da Santa.


Coluna do Marzocco




Em um pequeno espaço aberto, encontramos a Coluna do Marzocco tendo no alto o leão florentino que foi colocado em 1511 no lugar da loba de Siena, refletindo a subjugação definitiva de Montepulciano á Florença, depois de 26 anos de dominação da República de Siena.

Próximo a praça Savonarola, é situada a igreja de San Bernardo, lindo templo barroco, de forma oval, de Andrea Pozzo (1642-1709).

Palazzo Bucelli





O Palazzo Bucelli tornou-se em 1700 a sede da maior coleção de peças etruscas reunidas nos arredores de Montepulciano e Chiusi, por vontade de Pietro Bucelli. Grande parte da coleção foi cedida a Pietro Leopoldo, o Grão-Duque da Toscana. O Palazzo é caractarizado ainda hoje principalmente pela sua fachada que conserva fragmentos de pedras, urnas funerárias e inscrições romanas e etruscas.


A Torre do Relógio de Pulcinella




A torre do relógio Pulcinella é um (realmente) relógio localizado em frente a Igreja de Santo Agostinho em Montepulciano.

Pulcinella é uma das principais máscaras napolitanas e diz a lenda que o relógio foi um presente de um bispo napolitano a cidade de Montepulciano.

Igreja de Santo Agostinho




A igreja dedicada a Santo Agostinho foi consagrada no século XIII. No século XV a igreja foi restaurada por Michelozzo.

Dentro da igreja são preservadas obras de grandes valores como a Ressurreição de Lázaro de Alessandro Allori, São Nicolau de Tolentino de Giovanni di Paolo, a Crucificação de Lorenzo di Credi e um crucifixo de madeira feito por Antonio da Sangallo, o Velho.

Palazzo Cervini


No número 21 da Via di Voltaia em Montepulciano é situado o majestoso Palazzo Cervini que foi construído em meados do século XIV por vontade do Cardeal Marcello Cervini, futuro Papa Marcello II.


Caffé Poliziano





Trata-se de um dos cafés históricos da cidade. Parada obrigatória para quem gosta de elegancia, requinte, um bom drink ou apenas um café ou um chá. Da varanda, é possível admirar uma das vistas mais bonitas da cidade.


Piazza Grande




Situada no ponto mais alto da cidade, no topo da colina, a praça é o centro da vida social de Montepulciano.

Aqui podes encontrar os principais monumentos da cidade como a Catedral, Palazzo Comunale, Palazzo Tarugi e Palazzo del Capitano.

Na praça, em frente ao Palazzo Tarugi, podemos admirar o poço dos Pozzo dei Griffi e dei Leoni do século XVI, atribuído a Antonio da Sangallo, com o emblema do Medicis.


Palazzo Comunale




O Palazzo Comunale é certamente uma das atrações que você não pode perder quando visitar Montepulciano. A semelhança entre este palácio e o Palazzo Vecchio de Florença é impressionante. Claro que essa semelhança tem a ver com a família Medici, os Senhores de Florença. É possível visitar o interior do palácio e a vista lá de cima é de tirar o folego!

Palazzo dei Capitani del Popolo




O Palazzo dei Capitani del Popolo (Palácio do Capitão do Povo) é um dos mais antigos edifícios de Montepulciano. A sua origem é, obviamente, medieval e remonta pelo menos ao século XIII. O palácio foi então reestruturado várias vezes ... até os dias hoje.

A Catedral de Santa Maria Assunta




A Catedral de Montepulciano: projetada por Scalza, foi erguida entre 1592 e 1630 no local da antiga igreja de Santa Maria.

O atual edifício tem uma fachada incompleta com três portais e três janelas. Ao lado do edifício sagrado podemos admirar a majestosa torre do sino que data do final do século XV.

No seu interior, é de consideravel valor a pia batismal colocada na primeira capela do corredor esquerdo, as duas estátuas de santos Pedro e Paulo e o quadro de São Sebastião, obra do pintor florentino Andrea del Sarto.

Palazzo Nobili-Tarugi




Situado em frente à torre do sino da catedral, o palácio foi construído nas primeiras décadas do século XVI como a residência da família Nobili e mais tarde da família Tarugi. O edifício é caracterizado pela grande varanda, no piso térreo.

Templo de San Biaggio




Situada fora da muralha, na parte baixa da cidade, a igreja é um exemplo típico da arte renascentista. Edificada no século XVI. Trata-se da obra-prima do arquiteto Antonio da Sangallo il Vecchio.

Vinícolas Históricas




A história de Montepulciano está intimamente ligado à produção e o mundo do vinho, e as suas vinícolas, especialmente aquelas históricas. As vinícolas são, portanto, atrações turísticas em todos os aspectos, e cada vez mais muitos turistas visitam Montepulciano principalmente para visitar essa grande protagonista da cidade. Especialmente na parte antiga da cidade você poderá visitar diversas “Cantine” que envelhecem os seus vinhos como no passado: na parte subterrânea dos palácios históricos. O principal vinho produzido na cidade de Montepulciano é o vinho Nobili e o vinho Rosso di Montepulciano.



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A história de Montepulciano

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Vista de Montepulciano e do Templo de San Biaggio.

Montepulciano é um gracioso burgo situado na Província de Siena, no sul da Toscana, em uma posição muito estratégica para servir de base durante a sua estadia na Toscana. De fato, a partir de Montepulciano podemos visitar Arezzo, Cortona, Pienza, Montalcino, Bagno Vignoni, San Quirico d'Orcia, e ainda relaxar em uma das tantas termas presentes na região.

Um pouco de história

Lápides e inscrições etruscas e romanas na fachada do Palácio Bucelli

A fundação desta pequena cidade é datada do século IV a.C. e reza a lenda que Montepulciano foi fundada por Porsena, rei etrusco da cidade de Clúsio (atual Chiusi), quando o rei Tarquínio foi expulso de Roma (319 a.C). Lendas à parte, a verdade é que em quase toda a zona  foram encontrados objetos e tumbas etruscas. 

Depois dos etruscos, chegaram os romanos que utilizaram o território como acampamento militar para proteger e controlar o acesso das estradas que iam em direção a capital do Império. Com a queda do Império Romano (476 d.C), Montepulciano e toda a Toscana foi dominada pelos longobardos, chamados também de lombardos. Os longobardos, chamados assim por causa da sua longa barba, era um povo de origem germânica da Europa Setentrional. 

Por causa da sua posição estratégica, Montepulciano durante o período medieval foi fortemente disputada pelas cidades de Siena e Florença. A partir do século XII, Montepulciano entra na esfera de influência da cidade de Siena. No século sucessivo, Montepulciano decide se aliar a cidade de Florença.

A partir do século XV, sob influência florentina, Montepulciano vive sua época de ouro, com equilibrio político e social, favorecendo o renascimento cultural, artístico e comercial. Já nessa época, Montepulciano era conhecida em todo o mundo pela produção do seu excelente vinho, o Nobile de Montepulciano. Além do vinho, a cidade era famosa pela produção de açafrão, linho e madeira de excelente qualidade. 

Angelo Poliziano e Piero de' MediciDomenico Ghirlandaio
Cappella SassettiSanta TrinitaFlorença

Entre os séculos XV e XVI Montepulciano assiste o nascimento de grandes personagens, entre eles o seu mais ilustre filho Angelo Ambrosini, conhecido como Il Poliziano (1454). Após o assassinato do seu pai, Poliziano com apenas 15 anos se transfere para Florença. Apesar da sua origem humilde, com 16 anos Poliziano traduz a Ilíada, famosa obra de Homero do grego para o latim. Aos 19 anos, Poliziano recebe a proteção de Lorenzo dei Medici, conhecido como o Magnífico e aos 21 anos, Poliziano será o secretário particular e professor dos filhos do Senhor de Florença. 

Arquitetos ilustres como Michelozzo, Antonio da Sangallo, Jacopo Barozzo (conhecido como Il Vignola), Baldassare Peruzzi e Ippolito Scalza se empenharam para decorar a cidade com majestosos palácios e e esplêndidas igrejas. 

São Roberto Belarmino, Cardeal, inquisitor e Doutor da Igreja

Não podemos esquecer também do Cardeal Marcello Cervini, eleito Papa com o nome de Marcello II, por apenas 28 dias e ainda o Cardeal Roberto Belarmino, uma das mais importantes figuras da Contra-Reforma e por suas obras foi canonizado em 1930 e declarado Doutor da Igreja no ano seguinte. O Cardeal Berlamino era sobrinho do Papa Marcello II e participou ativamente no caso de Galileo Galilei e  de Giordano Bruno

Na segunda metade do século XVI Siena e grande parte do atual território da Toscana foram submetidas ao poder dos Medici de Florença. Assim, Montepulciano segue a sorte da cidade de Florença até a unificação italiana em 1861.

Origem do nome



Reza a lenda que os habitantes da Val di Chiana, sujeita a diversas devastações durante as invasões dos bárbaros se refugiaram nas colinas. Os nobres se estabeleceram num monte que deram o nome de Mons Politicus que com tempo passou a se chamar Mons Politianus, e em seguida Montepulciano. A plebe se estabeleceu no outro lado do vale edificando assim a Civitas Plebis, hoje Città della Pieve.

Uma outra lenda diz que o nome da cidade é derivado da palavra etrusca Purz, que significa rei ou general e que na língua latina significava Porsena e que mais tarde com a mutação da língua Pulizina. A palavra poliziano pode significar real ou do rei, e assim Monte Poliziano, Monte do Rei.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Berlim, uma grata surpresa

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Saindo um pouco do tema do Notícias da Bota, que é a Itália, hoje vamos falar da capital da Alemanha, cidade protagonista da minha última férias: Berlim! Fomos a Berlim no mês de agosto e ficamos cinco dias. Confesso que não tive tempo de planejar a viagem, fui praticamente as cegas, sem esperar por grandes surpresas. Se eu gostei de Berlim? Não! Eu adorei!

Berlim foi uma grata surpresa. Tantos anos morando na Europa e eu nunca tive vontade de conhecer Berlim, provavelmente por causa da língua eu me sentia um pouco bloqueada e sem estímulos. Decidi ir esse ano não sei nem porque. Provavelmente, apaixonada como sou por egiptologia, eu queria ver o busto da Rainha Nerfetiti. 



No primeiro dia eu já me apaixonei pela cidade, aliás uma grande cidade. A cidade é enorme, cosmopolita, moderna mais ou menos tempo ela conseguiu conservar em todas as suas ruas e monumentos partes importantes da sua história e cultura.




Berlim é a maior cidade européia em território, mas não é a mais populosa. Isso significa que o nível de vida dos seus habitantes é alto. O transito não é caótico pois os meios de transportes públicos (metrô, metrô de superfície, trem e bus) funcionam de forma perfeita. Tem metrô para toda parte de dois em dois minutos. Ninguém precisa usar carro e tenho quase certeza que taxista morre de fome!

No centro e nos arredores de Berlim, existem diversos jardins públicos onde os nativos e turistas podem passear, andar de bicicleta, repousar! Hotéis excelentes com preços mais do que justos. Ficamos num hotel 4 estrelas e pagamos 250 euros por 05 noites. Em Florença sabe quanto você pagaria?




Quanto a gastronomia, esse é um ponto negativo. Nos grandes pontos turisticos você vai encontrar somente cerveja, cachorro quente e salsichas. Não se deixe enganar, a gastronomia alemã é muito mais do que isso. Na hora de comer, fuga dos grandes centros de turismo e procure um restaurante de comida típica. É de lamber os beiços e custa muito pouco. Pagamos em média 30 euros por jantar para duas pessoas, incluindo a cerveja. Não peça água nos restaurantes, você poderá pagar 6,80 euros por uma garrafa. Vale a pena também provar as iguarias turcas. Berlim é repleta de turcos!

Outra coisa que achei bem legal é que quando você compra uma garrafinha de água, depois você poderá devolver em qualquer bar a garrafinha e receber de volta 25 centavos de euro, então nada de jogar a garrafa plástica fora!



O povo alemão também me surpreendeu: são gentilissimos, mesmo perdendo a final do futebol na Olimpíadas pro Brasil. Eles se viram do avesso para agradar o visitante, tanto o pessoal do hotel, como nos restaurantes, como nas lojas. Nota 10 para os alemães!

No mais, só tenho a acrescentar que o povo alemão é um GRANDE POVO e a Alemanha uma GRANDE NAÇÃO! Um povo que passou por diversas guerras, sem falar na segunda guerra mundial que praticamente teve o seu território e a sua economia destruída, Na guerra fria teve seu território dividido. Apesar de tudo, conseguiram reconstruir o país e hoje é a maior economia européia. Gostaria muito que o Brasil se espelhasse na Alemanha e conseguisse recomeçar do zero e se tornasse uma grande nação.


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O que ver em Cortona

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Piazza della Repubblica - Cortona
Cortona é uma cidade pequena e acolhedora da Valdichiana, na província de Arezzo, Toscana. Na cidade, que  conserva a sua antiga muralha,  é ainda visíveis traços da civilização romana e etruca. 

Cortona foi construída sobre uma colina, que atinge 600 metros de altura e esta posição elevada garante  uma ótima visão de diferentes pontos da cidade, além de um excelente visual das belas paisagens da Valdichiana e do lago Trasimeno.

Palazzo Comunale - Cortona

O centro de Cortona se desenvolveu em torno da Praça da República (Piazza della Repubblica), da qual podemos admirar o Palazzo Comunale

A cidade é pequena, mas oferece várias coisas interessantes para visitar, incluindo o Museu Diocesano (que abriga um belo quadro com a Anunciação do pintor renascentista Fra Angelico) e da MAEC (Museo dell' Accademia Etrusca e della Città di Cortona), em que estão expostos, entre outras coisas, muitos artefatos etruscos de diferentes áreas da zona.

Basilica de Santa Margherita - Cortona

Não perca uma visita ao belo Santuário de Santa Margherita, padroeira da cidade, e a Fortaleza de Girifalco. Ambos estão localizados no ponto mais alto da colina, que você pode visitar a pé (tenha em mente que o caminho é muito curto, mas é todo em subida).

Interior da Basilica de Santa Margherita

Seguindo o caminho que corre ao longo das muralhas da cidade você poderá desfrutar as mais belas vistas dos arredores de Cortona. 

No centro histórico, você poderá visitar também diversas lojas que vendem produtos de artesanato  e da gastromonia local, Nessa zona da Toscana é produzidos diversos bons vinhos (lembre-se que Cortona não é muito distante de Montepulciano e Montalcino) e enotecas no centro histórico não faltam para uma bela degustação. 

Em Cortona existem diversos restaurante especializados em gastronomia local e Toscana. A Valdichiana, zona onde se encontra a cidade de Cortona, é famosa em todo mundo pela criação de bovinos da raça Chianina - carne de alta qualidade!

Eremo Le Celle - Cortona

Poucos quilometros do centro histórico é possível visitar o Eremo francescano Le Celle, um dos primeiros conventos fundado por São Francisco de Assis no ano de 1211 e que ainda hoje vive uma pequena comunidade de frades. Ao longo dos séculos o Eremo passou por várias reformas e expansão, durante o qual, no entanto, foi preservada a pequena cela de São Francisco que ainda hoje pode ser visitada.

Villa Bramasole da escritora Fraces Mayes.

No mais, a cidadezinha de Cortona ficou famosa no mundo inteiro porque foi o cenário do famoso filme Sob o Sol da Toscana, baseado no livro da escritora Frances Mayes.

Como chegar em Cortona:


Cortona se enconttra na parte sul da Toscana, no limite com a região da Umbria e é distante cerca de 30km de Arezzo. É de fácil acesso com o automóvel através da Autostrada A1, ou ainda com o trem. Os aeroportos mais próximos são os de Pisa ou o de Perugia. 

Automóvel: 

Pegar a Austrada A1, conhecida também com Autostrada del Sole e sair na saída Bettole Valdichiana (tanto para quem está vindo de Roma, quanto para quem está vindo de Florença). Depois pegar o Raccordo Stradale SS71 em direção de Perugia. Sair na segunda saída "Cortona San Lorenzo". Depois é seguir as diversas indicações para chegar até Cortona.

Trem:

Partindo de Roma a solução mais simples é pegar o trem Regionale (aproximadamente 2.30h de viagem) e descer na estação mais próxima de Cortona (Camucia-Cortona - distante de Cortona de carro aproximadamente 10 minutos). Da estação ferroviária você pode pegar um trem ou um taxi.

De Roma você pode pegar também o trem Intercity que vai um pouquinho mais rápido (cerca duas horas de viagem) e mais caro e descer na estação Terontola (distante de Cortona de carro cerca 16 minutos).

Partindo de Florença é só pegar o trem "Regionale Veloce" (cerca 1.22h de viagem) até a estação Camucia-Cortona.

Ônibus:

Tanto a estação ferroviária Camucia-Cortona quanto a Terontola, possuem ônibus para Cortona. O ponto fica na praça da estação e geralmente passam com uma frequência de meia hora.


domingo, 14 de agosto de 2016

Itinerário do filme Inferno de Dan Brown

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Inferno - o mais recente livro de Dan Brown e em outubro deste ano estrerará na telona o filme dirigido por Ron Howard - é ambientado principalmente na Itália, especialmente em duas cidades: Florença e Veneza (claro, há também Istambul, na Turquia).

O enredo do Inferno é baseado na obra-prima de Dante: A Divina Comédia, escrita no início do século XIV. O filme é  um quebra-cabeça que se apresenta em vários níveis de interpretação, incluindo geográfica, além da cultura e arte italiana.

Cenas da gravação do Inferno (2015) na Piazza della Signoria, em Florença.


Uma chave de leitura do romance de Dan Brown pode ser esta: Inferno é um guia da Itália escrito para quem quer seguir um itinerário entre as belezas históricas do Bel Paese.

Trama:

Robert Langdon acorda em um hospital em Florença, sem lembrar o que aconteceu nos últimos dias, e encontrar-se no meio de uma caçada frenética. Mas com a ajuda da Dra. Sienna Brooks e claro com todo o seu conhecimento de simbologia, Langdon vai tentar recuperar a sua memória perdida.  O Professor Lagdon  terá que resolver o quebra-cabeça mais difícil de toda a sua carreira.


O trailler

Quanto o livro foi lançado, já escrevemos umpost: A Florença de Dan Brown: The Inferno Tour
Hoje vamos percorrer juntos os lugares por onde passa o protagonista do filme, o Professor Robert Langdon e que provavelmente veremos na telona em outubro.


Itinerário em Florença nos lugares do filme Inferno de Dan Brown

Florença. Badia Fiorentina




O filme inicia-se com a Sombra, que corre pela Via Castellani, passa atrás da Galleria degli Uffizi para se refugiar na Torre Campanária da Badia. Sobe e se joga no vazio, antes de admirar os telhados vermelhos, as ruas da cidade por onde passaram os grandes gênios do Renascimento, terminando assim a sua vida próximo daquela que foi a casa de Dante Alighieri.


"Eu sou a Sombra.
Pela cidade atormentada eu fujo.
Pela eterna desolação, corro para escapar.
Pelas margens do rio Arno, sigo desabalado, ofegante... Viro à esquerda na Via dei Castellani e sigo em direção ao norte, abrigando-me nas sombras da Galleria degli Uffizi." (Inferno, Dan Brown Prólogo).
Porta Romana:





Porta Romana é um dos grandes portões que faziam parte da muralha medieval de Florença. A porta foi construida entre os anos de 1328 e 1331. Este grande ingresso conserva ainda a porta original feita em ferro. Como a maior parte das antigas portas de Florença, foi rebaixada no século XVI, para ser menos vunerável aos ataques de canhões.


Antigamente Florença era uma cidade murada, cuja principal entrada era a Porta Romana, um portal de pedra construído em 1326. Embora a maior parte das muralhas tenha sido destruída séculos atrás, a Porta Romana continua de pé e, até hoje, para entrar na cidade, o tráfego tem que se afunilar pelos profundos túneis arqueados dessa fortificação colossal." (Inferno, Dan Brown pag 76)

Florença: os Jardins de Boboli 




Robert Langdon e sua partner, Sienna Brooks, começar a sua investigação nos Jardins de Boboli em Florença. É um parque que está localizado atrás do Palazzo Pitti. Dentro do jardim há esculturas, fontes, flores, ruas arborizadas e grutas escondidas.

"Os Jardins de Boboli eram produto do excepcional talento criativo de Nicolò Tribolo, Giorgio Vasari e Bernardo Buontalenti - um coletivo de mentes brilhantes cujo virtuosismo estético havia criado naquela tela de cinco hectares uma obra-prima pela qual se podia caminhar." (Inferno, Dan Brown pag. 105)

Florença: o Corredor de Vasari 

Interior do Corredor Vasari

O Corredor de Vasari, ou o Vasariano como é conhecido em Florença, é uma (ex) passagem secreta longa mais de um quilómetro que liga Palazzo Pitti, Palazzo Vecchio e a Galeria Uffizi. É uma passagem elevada que atravessa o rio Arno, passando por cima da Ponte Vecchio. É possível visitar o Vasariano mas desde de julho de 2016 ele foi fechado pelos bombeiros, principalmente por causa do calor e porque o corredor não possui saída de emergência. Esperamos que o corredor seja reaberto o mais breve possível.

"Il Corridoio Vasariano - o Corredor Vasari - foi projetado por Giorgio Vasari em 1564 a pedido do chefe da família Médici, o grão-duque Cosmo I, para servir como uma passagem segura entre a sua residência no Palazzo Pitti e seus escritórios administrativos na margem oposta do rio Arno, no Palazzo Vecchio." (Inferno Dan Brown pag. 138).

Quer saber mais sobre o Corredor Vasariano? Clique AQUI


Florença: Palazzo Vecchio e Galleria degli Uffizi

Palazzo Vecchio


Palazzo Vecchio remonta ao século XIV, é um dos mais famosos monumentos de Florença e sua torre se eleva acima do horizonte. Conectado ao Palazzo Vecchio através do Corredor Vasariano encontramos a Galleria degli Uffizi, um dos mais importantes museus da Itália e de todo mundo. 

No Palazzo Vecchio visite a Sala dos Quinhentos e Sala dos Mapas.

"O Palazzo Vecchio parece uma peça de xadrez gigante. Com sua fachada quadrangular robusta e ameias quadradas de cantaria rústica, o enorme e bem posicionado edifício parecido com uma torre protege a extremidade sudeste da Piazza della Signoria." (inferno, Dan Brown, pag. 143)
"O Palazzo Vecchio é símbolo mais antigo de Florença. Na época de Dante, era o coração da cidade. Há um quadro famoso na Catedral que o mostra em pé do lado de fora da cidade murada, banido, enquanto no fundo se pode ver a torre do Palazzo que ele tanto admirava." (Inferno Dan Brown - pag. 161)

Quer saber mais sobre a porta secreta usada pelo Professor Langdon no Palazzo Vecchio? Leia o nosso post: Uma porta secreta no Palazzo Vecchio

Cenas na Galleria degli Uffizi - Foto feita a partir do trailler

A Galleria degli Uffizi conserva as obras-primas dos grandes mestres do Renascimento: Leonardo da Vinci, Paolo Uccello, Lippi, Botticceli, Perugino, Michelangelo, Rafael, além de Caravaggio.

Quer saber mais sobre o Palazzo Vecchio? Clique AQUI

Quer saber mais sobre a Galleria degli Uffizi? Clique AQUI

Florença: Igreja de Dante e Beatriz (Santa Maria dei Cerchi)



Após conseguir fugir do Palazzo Vecchio, o Professor Langdon tem que decifrar a seguinte pista: Paraíso 25. Para isso Langdon se dá conta que pode ser uma referêcia ao Canto XXV da Divina Comédia. Assim ele se dirige para o Museu Casa de Dante, que se encontra fechado. Em seguida, o Professor se dirige para a Igreja Santa Maria dei Cerchi que se encontra em frente a Casa de Dante.

Segundo a tradição, Dante Alighieri conheceu a sua musa Beatriz Portinari na Igreja de Santa Margherita dei Cerchi e alí a musa eterna de Dante foi enterrada - (sempre segundo a tradição pois não foram encontrados os restos mortais de Beatriz).

"Uma das peculiaridades do Santuário Santa Maria dei Cerchi era que sempre abrigava concertos e, mesmo quando não havia nenhum em curso, tocavam as gravações de concertos anteriores para que os visitantes pudessem apreciar a música a qualquer hora." (Inferno, Dan Brow pag. 214)



Florença Batistério de São João (Battistero di San Giovanni)

Mosaicos com o Juizo Final - Batistério de Florença


Dentro do romance de Dan Brown - Inferno - o Professor Langdon também visita o Batistério de San Giovanni é um dos edifícios mais antigos de Florença. Construído em forma octogonal, é famoso por suas portas de bronze: a Porta do Paraíso, no qual os relevos representam cenas bíblicas do Antigo Testamento. Aqui foi batizado Dante Alighieri e outros grandes personagens ilustres de Florença.

"Reza a lenda que é fisicamente impossível não olhar para cima ao entrar no Batistério de San Giovanni. Embora tivesse estado ali muitas vezes, Langdon sentiu o magnestimo místico do lugar e deixou o próprio olhar se erguer em direção ao teto. (Inferno, Dan Brown  pag. 228).

Florença: a Catedral de Santa Maria del Fiore

Santa Maria del Fiore, o Duomo de Florença

No final do livro, Robert Langdon, retorna a Florença. Ele foi até a Catedral de Santa Maria del Fiore: o Duomo de Florença. A catedral foi projetada em 1296 e construída sobre as ruínas de uma antiga igreja chamada Santa Reparata. A cúpula foi construída mais tarde. E que cúpula! É o grande "Cupolone" de Brunelleschi, "que com a sua sombra cobre todo o povo da Toscana" (frase de um grande arquiteto do Renascimento chamado Leon Batista Alberti). No interior da Catedral é possível admirar um dos quadros mais famosos de Dante Aligheri, que é citado pelo Professor Langdon.

"... Langdon e Sienna se viram de frente para um dos lados da catedral, com seu deslumbrante exterior de mármore verde, rosa e branco. Tão impressionante pelas proporções quanto pelo esmero artístico investido em sua construção, o prédio se estendia em ambas as direções até  alcançar um tamanho aparentemente impossível." (Inferno, Dan Brown - pag. 221).


Quer saber mais sobre a Catedral de Florença? Clique AQUI


Florença: Hotel Brunelleschi



Onde dorme Robert Langdon em seus dias de estadia em Florença? Dan Brown escolheu para ele um hotel de quatro estrelas no centro da cidade, perto do Duomo e a poucos passos da Ponte Vecchio: o Hotel Brunelleschi.

Itinerário em Veneza nos lugares do filme Inferno de Dan Brown



Veneza: o Grande Canal

O Canal Grande - Veneza



Assim que Robert e Sienna descem do trem em Veneza segem direto para o Canal Grande. O destino é a Piazza San Marco. O Grande Canal é, basicamente, a rua principal de Veneza. O Canal Grande bastante movimentado, repleto de barcos, vaporetto e é claro, gôndolas. No Inferno, de fato, Robert e Sienna renunciam ao vaporetto (muito lento para as suas necessidades) e decidem alugar um barco particular.



Veneza: a Basílica de San Marco 

A Basilica de San Marco em Veneza

A Basílica de San Marco é a principal igreja de Veneza (localizado na Piazza San Marco). Exemplo da arquitetura bizantina com alguns elementos da arquitetura românica e gótica. A basílica, consagrada em 832 foi dedicada ao santo padroeiro de Veneza: São Marcos e preserva as suas relíquias. No Inferno de Dan Brown também é mencionada a Torre do Relógio (que também aparece em um dos filmes de James Bond Moonraker, 1979).


Veneza: O palácio Ducal (Palazzo Ducale)



O Palácio Ducal foi a sede do poder da República de Veneza por cerca 700 anos. Foi a residência do Doge. Abrigava os escritórios administrativos, os tribunais, os salões de baile, prisões... Em suma, a vida de Veneza. Com todos os seus mistérios e suas máscaras, o Palazzo Ducale não poderia deixar de ser incluido no Inferno de Dan Brown.

Itinerário em Istambul nos lugares do filme Inferno de Dan Brown


Istambul: A Basílica de Santa Sofia  

Basilica de Santa Sofia - Istambul - Foto: Wikipedia

O Inferno de Dan Brown, na prática termina na Basílica de Santa Sofia em Istambul, Turquia. Construída no século VI como uma igreja, em 1453 foi transformada em uma mesquita. Atualmente é um museu aberto ao público.

Imperdível: os esplêndidos mosaicos bizantinos que podem ser vistos no interior na Basílica.

Inferno de Dan Brown tem também uma cena no bazar de especiarias: lugar de cores e aromas.

E então... tem...  um outro lugar em Istambul .... mas é melhor não revelar. Por que esse lugar tem a ver com o final do filme Inferno de Dan Brown.

Queres conhecer os lugares por onde o Professor Robert Langdon passou por Florença acompanhado por uma guia oficial da cidade? Fale conosco clicando AQUI!

Esse post faz parte da ação conjunta/blogagem coletiva Viagens inspiradas pelo cinema e literatura feita pela RBBV - Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem

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