A Primavera de Botticelli

A Primavera de Botticelli

A Primavera é uma pintura a tempera sobre madeira do pintor florentino Sandro Botticelli.

A obra descreve um grupo de divindades clássicas em um prado florido tipicamente primaveril. Os personagens são ordenados em uma simetria equilibrada, que gira em torno da figura da deusa Vênus.

Foi pintado entre 1478 e 1482 por Sandro Botticelli, pintor do Renascimento florentino. Neste período artístico as encomendas de obras artisticas deixaram de ser uma prerrogativa exclusiva da Igreja e, graças aos senhores da nova nobreza, começaram a florescer ideais estéticos de equilíbrio e harmonia típico das culturas clássicas. Também foram reafirmados os temas da mitologia grega e latina, quase completamente ausente na arte medieval.

A Primavera representa muito bem o renascimento da arte clássica, tanto pelo equilíbrio da composição, quanto pelos personagens da mitologoia. Em particular, a Primavera de Botticelli é a primeira obra  renascentista que representa os deuses pagãos em tamanho natural.

A identidade do comprador é duvidosa. Os nomes mais aceitos pelos pesquisadores pertencem a dois membros da família mais poderosa de Florença, os Medici: Lorenzo de' Medici, Giuliano e Lorenzo di Pierfrancesco de' Medici. Para os estudiosos, este último seria o mais provável e teria encomendado a obra  por ocasião do seu casamento.

Detalhe: o vento Zéfiro que rapta a ninfa Cloris
Na Primavera  são representados nove personagens dispostos quase todos em primeiro plano. À direita uma figura azul que em vôo  rapta uma jovem de cuja boca saem flores. A jovem toca uma outra figura feminina (coroada de flores num vestido de estampa floral espalhando flores), que geralmente é interpretada como Flora, deusa das flores e da primavera.

Detalhe: Flora, deusa da primavera
No centro, um pouco atrás dos outros personagens, vemos uma outra jovem, provavelmente a deusa do amor, Vênus. Acima dela, o cupido, jovem deus do amor, é retratado com arco e flecha.

Venus, deusa do amor e dona do jardim com seu filho Cupido
À esquerda, finalmente, existem 4 personagens: 3 mulheres que dançam, provavelmente as Graças, personificação da beleza; e um jovem, provavelmente o deus Mercúrio. 

Cada personagem do quandro é repleto de significados alegóricos e há várias teorias sobre a interpretação e o sentido geral da obra. Uma teoria diz respeito a obra se refere ao mito de Flora, narrada pelo poeta latino Ovídio. A jovem de cuja boca saem flores seria a ninfa Clóris. Esta, após a união com Zéfiro,  o vento do oeste, representado pela figura azul em vôo, seria transformada em Flora, a personagem feminina que está ao seu lado.

Detalhe: as Graças
De acordo com uma outra leitura, a obra  contém uma lição de moral nas figuras de Mercúrio e Vênus. Mercurio, esquerda é o símbolo da razão, porque com seu caduceu (bastão em torno do qual se entrelaçam duas serpentes e cuja parte superior é adornada com asas) afasta as nuvens, símbolo da ignorância.


Detalhe: Mercurio, o guardião do jardim que espanta as nuvens da ignorancia com o caduceu
Venus, vestida e imóvel seria a representação do amor puro e casto, em oposição à perturbação dos sentidos evocados pelo movimento das figuras do grupo. Existem várias outras interpretações, mas nenhuma é definitiva.

A primavera é uma obra profundamente enigmática. Inicialmente, a obra era conservada no palácio de Lorenzo di Pierfrancesco. Mais tarde, antes de 1550,  foi transferida para a casa de campo da familia Medici de Castello, perto de Florença, onde permaneceu até 1815. A Primavera atualmente faz parte  do acervo do  Museu Galleria degli Uffizi, em Florença.

Quer saber mais sobre Botticelli e as suas obras? Reserve uma visita guiada na Galleria degli Uffizi clicando AQUI.

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A coluna de Traiano

A coluna de Traiano

A Coluna de Traiano
A Coluna de Traiano é o único monumento do Fórum que chegou até nós praticamente intacta. Foi realizada no ano de 113 a.C.  para  comemorar  a conquista da Dacia e para celebrar o Imperador Ulpio Traiano. A coluna com a base atinge quase 40 metros, com  4 metros de  diametro e indica a altura do assento original do monte Quirinale, que foi cortado para realizar o Fórum de Traiano. 

Detalhe dos relevos esculpidos na coluna de Traiano

Os belos relevos que cobrem a Coluna de Traiano, formam um espiral de quase 200 metros que poderíamos desenrolar como um filme, contando as campanhas militares vitoriosas realizadas por Traiano contra a Dacia, atual território da Romenia.
Detalhe da base da coluna

As figuras esculpidas são cerca de 2500; na base são esculpidos troféus de armas e uma porta que conduzia a uma cela mortuária, que continha uma urna com as cinzas de Traiano. No topo da coluna existia uma estátua do imperador que foi  substituída pelo Papa Sisto V (1585-1590) pela estátua de São Pedro.
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Jubileu: As quatros Basilicas Maiores de Roma

Jubileu: As quatros Basilicas Maiores de Roma
Esse é o nosso terceiro artigo sobre o Jubileu: já falamos sobre O que é o Jubileu e sobre O significado da Porta Santa.

Hoje, as protagonistas do nosso post são as chamadas Basílicas Maggiore (Maior): São Pedro no Vaticano, San Giovanni in Laterano (São João de Latrão), San Paolo fuori le mura (São Paulo fora dos muros) e Santa Maria Maggiore (Santa Maria Maior) - as três ultimas localizadas em Roma.

Basílica maior: com este nome definimos as quatro igrejas de Roma, que de acordo com a Igreja Católica são as do "mais alto escalão" (juntamente com as duas basílicas menores de Assis - Basilica de São Francisco e Santa Maria degli Angeli), também são definidas basílicas papais) e que ao longo dos séculos ganharam uma importancia fundamental durante os jubileus.

As Basílicas Maiores de fato possuem uma Porta Santa, que é aberta pelo Papa somente durante o perido do Jubileu. Além das Portas Santas, as basilicas Maiores (Papais) possuem também o altar Papal, onde somente o Papa ou um outro sacerdote autorizado pelo Papa, podera celebrar a Eucaristia

Curiosamente, essas igrejas - com exceção de São Pedro no Vaticano - não são famosas e também não fazem parte do roteiro turistico de Roma. Agora vamos conhecer uma por uma, com algumas sugestões para a visita.

São Pedro no Vaticano



Também conhecida como Basílica de São Pedro é a maior igreja do mundo, até mesmo os mais estudiosos aindam "queimam os neuronios" para entender as suas proporções! Alguns números: a cúpula projetada por Michelangelo mede 136 metros e tem um diâmetro de 42; A nave maior possui 186 metros de comprimento e o transeto 154 metros!


Foi o Papa Júlio II em 1506 quem iniciou os trabalhos do novo edifício, que deveria substituir a igreja anterior consagrada no ano de  326.  A partir dai, foram convocados os maiores artistas da época como por exemplo Bramante e Michelangelo para planejar, construir e decorar a grande basilica. Poucos se lembram que foi Carlo Maderno que construiu a fachada. Outro grande artista que trabalhou na nova basilica foi Gian Lorenzo Bernini, construindo a Praça de São Pedro e a famosa colunata.Impossível listar todos os tesouros de arte contidos em São Pedro. Aconselhamos de não esquecer de admirar as seguintes obras:
  • Pietà de Michelangelo, na nave direita;
  • Monumento de Canova a Clemente XIII, no canto nordeste;
  • O túmulo de bronze dourado de Inocêncio VIII feita por Pollaiolo, no corredor esquerdo;
  • A Cátedra de São Pedro, na abside, estrutura barroca  feita em bronze dourado;
  • E claro, o dossel sobre o altar papal, de 29 metros de altura.

San Giovanni in Laterano (São João de Latrão)


San Giovanni in Laterano é a Catedral de Roma. Também chamada de Latrão, é situada a sudeste do Centro Historico de Roma. Trata-se de uma igreja muito antiga (a basilica feita por Constantino é datada entre os anos de 313-318), mas foi reconstruída várias vezes ao longo dos séculos.A fachada foi feita por Alessandro Galilei, que em 1732-35 fez uma grande e monumental estrutura com as estátuas de Cristo, João Batista e os Evangelistas (S. Marcos, S. Lucas, S. João e S. Mateus). À esquerda da Porta Santa existe uma bela porta de bronze. O interior, no entanto, é criação de Borromini, que trabalhou aqui várias vezes durante o século XVII. Corredores longos (mais de 130 metros!), doze santuários com as colossais estátuas dos apóstolos.Não deixe de admirar um fragmento de um afresco de Giotto, no primeiro pilar da nave direita, onde o Papa Bonifácio VIII proclama o  Jubileu de 1300, além do mosaico da abside  feito por Jacopo Torriti (século XIII) e o  claustro, uma obra-prima do século XIII, com lápides funerárias e belissimos capitéis.

San Paolo fuori le mura (São Paulo fora dos Muros) 


Também conhecida como Basílica de São Paulo, localizada no sul de Roma, no bairro Ostiense, é a maior igreja romana após São Pedro. As naves são largas 65 metros e longas 131 metros!Foi erguida em honra de São Paulo no local onde segundo a tradição, o santo foi enterrado. O atual edifício remonta ao século XIX e foi o resultado de um terrível incêndio que destruiu a igreja entre 15 e 16 de julho de 1823: o fogo poupou apenas o transeto, o arco santo e parte da fachada, que mais tarde foi demolida.Não deixe de ver os modernos mosaicos, os altares revestidos de malaquitas e lápis-lazúli (presentes do czar Nicolau I). Muito belo também o claustro, obra-prima  de Vassalletto. Observe que as colunas do Claustro é uma diferente da outra. 

Santa Maria Maggiore (Santa Maria Maior) 


Também chamada de Basílica Liberiana, é a mais central das três grandes basílicas (muito perto da estação Termini) e provavelmente também a mais rica e bela.Mais do que a fachada, surpreende alguns detalhes do seu interior, que é a única entre as tres grandes basílicas romanas, que manteve uma grande parte do seu aspecto original. Por exemplo, os esplêndidos mosaicos da abside, obra de Jacopo Torriti (1295); e as duas capelas, a Sistina e a Paulina, localizadas, respectivamente, à direita e esquerda da nave central.

 
A Capela Sistina foi construída no século XVI por Domenico Fontana, por vontade do Papa Sisto V e a Capela Paulina também chamada de Borghese, localizada em frente a Capela Sistina foi realizada alguns anos mais tarde.

Fotos: Wikipedia.

Bom passeio!


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A Vocação de São Mateus de Caravaggio

A Vocação de São Mateus de Caravaggio

A Vocação de São Mateus, também conhecida como O Chamado de São Mateus é uma pintura a óleo sobre tela feita pelo pintor italiano Michelangelo Merisi, conhecido no mundo inteiro como Caravaggio,  em torno ao ano de 1599.

A obra faz parte de um grupo de três pinturas  do mesmo autor para a capela do Cardeal Matteo Contarelli na Igreja de São Luís dos Franceses (em italiano San Luigi dei Francesi), localizada em Roma.

A pintura representa o episódio evangélico (Mateus 9:9-13, Marcos 2:13-17 e Lucas 5:27-28) e retrata o primeiro encontro entre Jesus e Mateus, um coletor de impostos que abandona o emprego para seguir Jesus.

A cena se passa em local pouco iluminado, onde a luz fraca é proveniente de uma janela. Mateus está sentado em uma mesa com outros quatro outros coletores de impostos que estão a contar o dinheiro. Todos estão vestidos com roupas modernas, como aquelas em uso na época de Caravaggio; é uma das primeiras vezes que foi representado um evento sagrado no presente e com grande realismo.

Detalhe Jesus e São Pedro
À direita duas figuras interrompem a cena: elas são Cristo e São Pedro. Um feixe de luz ilumina  os rostos, mãos e partes do vestuário, deixando o resto na escuridão. Jesus, com um gesto imperioso da mão estendida, mostra Mateus, o qual com o dedo apontado para si mesmo, surpreso parece perguntar a Cristo: "Estais me chamando? Eu mesmo?"

Detalhe: Criação de Adão, Michelangelo Buonarroti - Capela Sistina
Reparem como a mão estendida de Cristo lembra muito a mão feita por Michelangelo na Capela Sistina. Certamente Caravaggio teve muitas oportunidades de ver e estudar a obra de Michelangelo.

Os dois mais jovens, também coletores de impostos, se voltam para Cristo, mas parecem não compreender a magnitude do evento. Outros nem sequer levantam a cabeça e continuam a contar o dinheiro.

A Vocação de São Mateus marca um ponto de virada na forma como Caravaggio ilumina suas obras: nos quadros anteriores, a sua pintura ainda é "clara", as imagens são nítidas, sem contrastes, a luz é mais generalizada.

Detalhe do feixe de luz que ilumina a cena e guia o expectador
A partir deste momento, a iluminação da cena torna-se direcional: a luz perfura a escuridão a partir de diferentes ângulos com uma violenta intensidade dramática. A obra ganha vida e movimento por causa da luz e os personagens se movimentam como se fossem atores em  cima de um palco.

A luz, na Vocação de São Mateus é o símbolo da Graça Divina que afeta todos os homens: Mateus, no entanto, é o único a atender o chamado de Jesus. Ele é a transposição pictórica do conceito do livre-arbítrio: Cada homem pode optar por seguir ou não o caminho salvação. Não devemos esquecer, que a igreja de San Luigi representava nação francesa, e, naquele momento, o rei da França, Henrique IV, tinha acabado de se converter ao catolicismo, de modo a escolher a Salvação.

Detalhe: São Mateus com o dedo voltado para si
A obra foi restaurada em 1939 e depois em 1965. As radiografias feitas durante a restauração revelam que a figura de São Pedro foi adicionado em uma data posterior, provavelmente para inserir no quadro uma referência direta à Igreja, a mediadora entre Deus e o homem.

Onde ver:
Igreja San Luigi dei Francesi
Piazza di San Luigi dei Francesi - Roma

Horario:
De segunda à sexta-feira: das 09:30 às 13 horas e das 14:30 às 18:30h
Sabado: 09:30 à 12:30h, e das 14:30 à 18:30h
Domingo: das 11:30 à 13:00h, e das 14:30 à 18:30h

Entrada franca.

Bom passeio!
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A festa dos Reis Magos em Florença

A festa dos Reis Magos em Florença
Cavalgada dos Magos, afresco de Benozzo Gozzoli - Capela dos Magos - Palazzo Medici-Riccardi - Florença
No dia 06 de Janeiro, o cristianismo comemora o dia da Epifania do Senhor, palavra de origem grega que significa manifestação. A Epifania, conhecida popularmente como Dia de Reis, celebra um momento especial narrado no Evagelho de São Mateus (2,1-12).

O inicio do desfile em frente ao Palazzo Pitti

Em Florença, ao longo do século XV, foi a Irmandade Compagnia dei Maggi (Companhia dos Magos), conhecida também como la Stella (a Estrela) - referindo-se à estrela guia mencionada no Evangelho), organizava a cada três anos (desde 1447 a cada cinco anos) uma solene procissão com suntuosos trajes da época, para relembrar a chegada dos três Magos na pequena Belém, em busca do Rei Messias.

Os Reis Magos na Ponte Vecchio - Festa de 2013
A partir do ano de 1997, em homenagem ao VII Centenário da fundação da Catedral Santa Maria del Fiore, a Opera del Duomo (instituição fundada juntamente com a Catedral com o objetivo de gestir as obras durante a construção de Santa Maria del Fiore), decidiu continuar esta tradição de Florença até os dias de hoje. 

Mais de 700 pessoas desfilam com trajes antigos e luxuosos seguindo os Reis Magos a cavalo pelas ruas do centro da cidade. O desfile começa no início da tarde partindo do Palácio Pitti, passando pela Piazza della Signoria até a Piazza del Duomo, onde se faz a leitura da passagem do Evangelho de Mateus. Em seguinda os Reis Magos fazem a oferta dos presentes (ouro, incenso, mirra) ao menino Jesus.

Cortejo histórico da República Florentina

Evangelho segundo S. Mateus 2,1-12.

Adoração dos Magos - Gentile da Fabriano - Uffizi - Florença

Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente. E perguntaram: «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.» Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele. E, reunindo todos os sumos sacerdotes e escribas do povo, perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades da Judeia; porque de ti vai sair o Príncipe que há-de apascentar o meu povo de Israel.» Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e pediu-lhes informações exactas sobre a data em que a estrela lhes tinha aparecido. E, enviando-os a Belém, disse-lhes: «Ide e informai-vos cuidadosamente acerca do menino; e, depois de o encontrardes, vinde comunicar-mo para eu ir também prestar-lhe homenagem.» Depois de ter ouvido o rei, os magos puseram-se a caminho. E a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no; e, abrindo os cofres, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonhos para não voltarem junto de Herodes, regressaram ao seu país por outro caminho

O Percurso:

 clique para ampliar

Programa 06 de Janeiro de 2016:


11.00 horas – Presépio vivente na Catedral;

14.00 horas – Baile Renascentista e partida dos Reis Magos da Piazza Pitti. Percurso: Piazza Pitti, via Guicciardini, a Ponte Vecchio, Via S. Maria, Via Lambertesca, Loggia degli Uffizi, Piazza della Signoria, Via Calzaiuoli, Piazza Duomo;

14.30 horas - entretenimento Piazza Duomo com músicas natalinas;

14.30 horas – Na Piazza della Signoria, o Cortejo histórico da República Florentina se une ao desfile;

15.00 horas - Chegada dos Reis Magos a Piazza Duomo, apresentação da oferta dos Reis Magos ao menino Jesus, intervenção de Franco Lucchesi, presidente da Opera di Santa Maria del Fiore e leitura do Santo Evangelho e intervenção do Cardeal Joseph Betori, arcebispo de Florença.

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Doces de natal típicos da Toscana

Doces de natal típicos da Toscana


Quando chegam as festas de fim de ano, os doces da Toscana invadem as mesas de toda a Itália.  De Florença a Arezzo é um verdadeiro triunfo dos doces de Natal, produtos locais ricos em história que revelam um equilíbrio surpreendente entre os sabores dos diversos ingredientes: cavallucci, ricciarelli, copate, panpepati e panforti.

O PANFORTE

Foto: Wikipédia

O Panforte é originário do mais antigo "panpepato",  que na época dos Medici era considerado uma fonte de vigor e energia útil tanto na guerra quanto no amor. A diferença entre os dois é que o panpepato é coberto com pimenta em vez de açúcar. Hoje, no panpepato é adicionado o chocolate, enquanto o panforte mantém a sua forma clássica de açúcar de confeiteiro na sua cobertura.

BRIGIDINI E COPATE

Foto: Coopfi


O brigidini, outro doce típico da época do Natal,  são waffles de cor  amarelo-laranja perfumados com anis e é muito delicado.  Geralmente encontramos à venda em feiras e festivais em toda a Italia. Estes biscoitos nasceram em um convento de freiras dedicadas a Santa Brígida da Suécia, daí  a origem do nome.

Foto: FoodWine


Um outro doce importante é a Copate, feito com mel, nozes e amêndoas: um tipo de creme crocante que serve de recheio para dois biscoitinhos redondos que parecem muito com  hostias. Segundo a tradição, já se preparava esse doce em Siena, (pasmem!), antes do século XV.  Esta receita também nasceu em um convento, mas parece ter sido as freiras de Montecelso, em Siena, ter a "idéia de acoplar as hostias recheadas para a véspera de Natal.

RICCIARELLI

Foto: Wikipedia

Finalmente, os Ricciarelli talvez são os mais famosos doces da Toscana. São feitos com amêndoas, açúcar e clara de ovo. Criados no século XIV nas cortes da Toscana e segundo a lenda, foram introduzidos na Toscana por um senese chamado Ricciardetto Gherardesca, em seu retorno das Cruzadas na Turquia. Eles são macios e coberto com açúcar, mas há também outra versão escura feita com chocolate.


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Jubileu: O que é a Porta Santa

Jubileu: O que é a Porta Santa

O Papa Francisco abrindo a Porta Santa de São Pedro - Jubileu da Misericódia - Foto: Avennire.it

Quando falamos de Jubileu,  inevitavelmente falamos da Porta Santa. No dia 08/12/2105, o Papa Francisco abriu a Porta Santa da Basilica de São Pedro em Roma e ontem, dia 13/12, foram abertas duas Portas Santa das Basilicas Maiores de Roma (San Giovanni in Laterano e San Paolo Fuori le Mura), além de centenas de Portas Santas localizadas nas diversas igrejas em todo mundo. Mas o que é a Porta Santa? Qual o seu significado?

A PORTA SANTA

 A Porta Santa é a porta de uma igreja que é aberta apenas em ocasião de um Jubileu. A mais famosa é a de São Pedro no Vaticano, mas existem outras portas Santas no mundo além das outras três Basilicas Maiores (todas localizadas em Roma - San Giovanni in Laterano, San Paolo fuori le mura e Santa Maria Maggiore), mas o Papa pode decidir conceder outras Portas Santas em diversas  igrejas no mundo.

A Porta Santa tem um significado específico: é o símbolo da passagem que todo cristão deve fazer do pecado à graça, pensando no que disse Jesus: "Eu sou a porta" (João 10: 7).


A HISTÓRIA DA PORTA SANTA DE SÃO PEDRO

Até o ano de 1975 a Porta Santa de São Pedro era murada ao final de cada Jubileu e desmurada no início do próximo. Famoso era o ritual em qual o Papa dava três marteladas na porta para iniciar o Jubileu e em seguida, a porta era desmurada pelos pedreiros.

No Jubileu do ano 2000, o Papa João Paulo II decidiu mudar o costume e não mais murar a porta, que a partir daquele ano, foi simplesmente fechada e reaberta nos Anos Santos seguintes.

A Porta Santa do Vaticano è obra do escultor Vico Consorti (1902-1979), que venceu o concurso para a realização da porta para o Jubileu de 1950. Realizada em 11 meses, a Porta Santa foi aberta na véspera do Natal de 1949 e foi doada pelo Mons. Francis Von Streng, bispo de Lugano e Basilea em
homenagem ao Papa Pio XII, em ação de graças a Deus por ter preservado a Suíça pelos horrores da guerra. Os dezesseis painéis que compoem a Porta Santa representam a história da vida humana desde da sua criação até os dias de hoje.

AS DATAS DE ABERTURA E FECHAMENTO


O Papa Fracisco entrando na Basilica de San Pietro - Abertura Jubileu da Misericordia
O Jubileu começa com a abertura da Porta Santa de São Pedro e termina com o seu encerramento. Para o Jubileu extraordinário da Misericordia a data de abertura da Porta Santa é  08 de dezembro de 2015 e o fechamento sera no dia 20 de Novembro de 2016. 

As datas estabelecidas para abertura e o fechamento das os três basílicas papais, são as seguintes:

13 de dezembro de 2015: Abertura das Portas Santas de San Giovanni in Laterano e San Paolo fuori le mura.

01 de janeiro de 2016: Abertura da Porta Santa de Santa Maria Maggiore.

OUTRAS PORTAS SANTAS:

O  Papa Francisco determinou que para o Jubileu da Misericórdia cada diocese poderá estabelecer outras Portas Santas em diversas cidades do mundo.

COMO ATRAVESSAR A PORTA SANTA DA BASILICA DE SÃO PEDRO?

Para atravessar a Porta Santa da Basilica de São Pedro em Roma è necessario registrar-se como peregrino no site oficial do Jubileu (clique  AQUI). No site você deverá especificar o dia e a faixa horária. Através do site é possível participar de todas os eventos referentes ao Jubileu da Misericordia.

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O significado do Jubileu

O significado do Jubileu

Abertura do Jubileu da Misericordia - Foto:Avennire.it
Nos últimos dias ouvimos a palavra  Jubileu em toda parte: internet, rádios, TVs, jornais, mas poucos sabem exatamente o seu significado e acima de tudo, o que significa esse momento vivido pela Igreja Católica e quais são momentos que o caracterizam. No post de hoje, vamos tentar clarear um pouco a nossa idéia.

O SIGNIFICADO DO JUBILEU

Para a Igreja Católica , o Jubileu é o ano da remissão dos pecados, da reconciliação, da conversão e da penitência sacramental. Também chamado de Ano Santo,  é o período durante o qual o  Papa concede indulgência plenária aos fiéis que visitam Roma - é necessário também fazer algumas práticas religiosas específicas.

Para receber a indulgência,  é preciso peregrinar até  Roma e visitar uma das basílicas maiores (San Pietro, San Giovanni in Laterano, Santa Maria Maggiore e San Paolo fuori le mura), mas a peregrinação - de acordo com a Igreja Católica - não é suficiente: os fiéis devem confessar, comungar, e fazer uma obra de misericórdia, piedade ou penitência.

A HISTÓRIA DO JUBILEU

Curiosamente, o Jubileu deriva da tradição judaica. A cada 50 anos, os judeus decretavam um ano de descanso dos campos, a fim de descansar a terra e torná-la mais fértil para a temporada seguinte.

Ao mesmo tempo, os escravos eram libertados e as terras confiscadas eram devolvidas, para que as desigualdades fossem resolvidas. Até mesmo o nome do Jubileu tem uma etimologia hebraica: a palavra hebraica Jobel (yobel) indica de fato a cabra, cujo chifre era tocado para indicar o início do Jubileu.

O primeiro Jubileu da história católica foi instituído no ano de  1300 pelo Papa Bonifácio VIII. Pela primeira vez na história foi concedida a indulgência plenária a todos aqueles que tinham visitado pelo menos trinta vezes as basílicas de São Pedro e San Paolo Fuori le mura (quinze vezes para os não-romanos).

Este primeiro Jubileu foi citado na Divina Comédia de Dante Alighieri, que descreveu bem o enorme fluxo de peregrinos que foram até Roma naquele ano.

«Come i Roman per l'essercito molto,
l'anno del giubileo, su per lo ponte
hanno a passar la gente modo colto,
che da l'un lato tutti hanno la fronte
verso 'l castello e vanno a Santo Pietro,
da l'altra sponda vanno verso 'l monte.»
(Inferno XVIII, 28-33)

JUBILEO ORDINÁRIO E JUBILEO EXTRAORDINÁRIO

O intervalo entre os Jubileus mudou várias vezes ao longo da história, mas hoje é de 25 anos. O último Jubileu Ordinário  foi o do ano de  2000 e o próximo será em 2025.

O papa, no entanto, também pode instituir os Jubileus Extraordinários -  como o Jubileu instituído pelo Papa Francisco.  O Papa João Paulo II também realizou um Jubileu Extraordinário em 1983, e o Papa Bento XVI proclamou um ano jubilar chamado de  Ano Paulino,  dedicado ao apóstolo Paulo, em ocasião dos dois mil anos do nascimento do Santo.

O JUBILEU DA MISERICÓRDIA 

O Jubileu Extraordinário da Misericórdia foi proclamado pelo Papa Francisco com a bula papal Misericordiae vultus.

Anunciado pelo papa no dia 13 de março de 2015, começou no dia 08 de dezembro de 2015 e terminará no 20 de novembro de 2016. O Jubileu, que marca cinquenta anos desde do Concílio Vaticano II, será dedicado à Misericórdia.

AS DATAS DO JUBILEU DA MISERICÓRDIA

Abertura da Porta Santa de San Pietro no Jubileu da Misericordia

No decorrer do Ano jubilar de 2015-2016 foram anunciadas algumas datas especiais:
  • 08 dezembro de 2015: abertura da Porta Santa de São Pedro
  • 13 dezembro de 2015: abertura da Porta Santa de São João de Latrão
  • 13 dezembro de 2015: abertura da Porta Santa de São Paulo Fora dos Muros
  • 1 de janeiro de 2016: abertura da Porta Santa de Santa Maria Maggiore
  • 19/21 janeiro de 2016: Jubileu dos operadores de peregrinações
  • 10 de fevereiro de 2016: Envio dos Missionários da Misericórdia
  • 22 de fevereiro de 2016: Jubileu da Cúria Romana e do Governatorato das instituições ligadas à Santa Sé
  • 01 de abril de 2016: Jubileu para aqueles que aderem à espiritualidade da Divina Misericórdia
  • 23/25 abril 2016: Jubileu dos adolescentes
  • 27 de maio de 2016: Jubileu dos diáconos
  • 01 junho de 2016: Jubileu do Clero
  • 10 de junho de 2016: Jubileu das pessoas doentes e deficientes
  • 26/31 julho 2016 em Cracóvia, Jubileu da Juventude e da Jornada Mundial da Juventude
  • 02 de setembro de 2016: Jubileu dos operadores e os Voluntários da Misericórdia
  • 23 de setembro de 2016: Jubileu dos catequistas
  • 07 de outubro de 2016: Jubileu Mariano
  • 06 de novembro de 2016: Jubileu dos prisioneiros
  • 13 de novembro de 2016: Fechamento das Portas Santas nas basílicas romanas e nas dioceses em todo o mundo
  • 20 de novembro de 2016: fechamento da Porta Santa de São Pedro
Para mais informações, acesse o site oficial do Jubileu da Misericordia.
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Um selo dedicado a Salvatore Ferragamo

Um selo dedicado a Salvatore Ferragamo

Um par de sapatos vermelhos, brilhantes, elegantes, chiques, que ainda fazem parte dos sonhos de milhões de mulheres em todo o mundo para comemorar o centenário da Maison Italiana Salvatore Ferragamo.

Salvatore Ferragamo nasceu em 1898 em uma pequena cidade na Provincia de Avelino chamada Bonito dell'Irpina e desde muito jovem se dedicou a fazer calçados feitos à mão. Depois de um breve estágio em Itália, partiu para os EUA trabalhou em várias lojas e fábricas de calçados, até chegar em Hollywood e em 1923, inaugurou o Hollywood Boot Shop.

Em pouco tempo, Ferragamo ganhou fama e popularidade, fazendo jus ao apelido de "sapateiro das estrelas", graças a sua arte inovadora de fabricar calçados.

Depois da fase americana, Salvatore Ferragamo voltou para a Itália. Em 1927,  abriu o seu primeiro ateliê em Florença e depois de apenas um ano fundou oficialmente a empresa Salvatore Ferragamo, que ainda hoje  representa a excelência do "Made in Italy" no mundo inteiro.

Após a morte de Salvatore em 1960, a Maison continuou seu caminho de sucesso graças ao empenho da viúva e dos filhos de Ferragamo.

Hoje, o brand está presente em vinte e seis países através de uma rede de 586 lojas da marca, e mais de noventa considerando a venda sob licença. Na Italia, aém da loja no histórico Palazzo Spini Feroni em Florença, Ferragamo está presente com 18 lojas em Milão, Roma, Turim, Nápoles, Gênova, Capri, Portofino e Veneza. Em Florença também é possível visitar o Museu Ferragamo e admirar verdadeira obras-primas da moda do estilista italiano.


Para celebrar o centenário da maison, a Poste Italiane lançou no último dia 30 de novembro de 2015, o selo comemorativo de Salvatore Ferragamo no valor de 0,95 euros. O selo  faz parte da  série temática "As excelências do sistema produtivo e econômico".

A imagem escolhida é um dos modelos mais famosos modelos de Ferragamo: o sapato Viatica 2 feito nos anos cinquenta para a atriz Marilyn Monroe. No selo foi reproduzido o logotipo da Salvatore Ferragamo SpA: um pêndulo suspenso que representa os estudos do estilista sobre a anatomia dos pés. Tais estudos foram fundamentais para a fabricação e ajuste de seus sapatos.
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Pienza, a cidade do Papa Pio II

Pienza, a cidade do Papa Pio II


Pienza é uma cidade italiana localizada na Região Toscana, na Provincia de Siena. Em 1996 o centro histórico de Pienza foi inscrito como Patrimônio Mundial da UNESCO pela sua importância arquitetônica.

A história de Pienza é muito ligada a história do seu fundador: Eneas Silvio Piccolomini, ou melhor o Papa Pio II, que nasceu alí no ano de 1405. Os pais de Pio II, eram membros de uma nobre familía de Siene e por motivos políticos foram confinados na pequena cidade que naquela época se chamava Corsignano.

A história de Pienza está intimamente ligada ao seu fundador, o Papa Pio II, batizado como Enea Silvio Piccolomini. O papa Pio II nasceu em Corsignano (nome original de Pienza)  no ano de 1405 e seus pais eram membros de uma  família nobre de Siena que por reveses políticos foram confinados à propriedade rural.

A então cidade de Pienza, que naquela época era chamada de Corsignano era na verdade um pequeno povoado fortificado.

Enea Silvio Piccolomini, refinado e distinto humanista, empreendeu uma carreira eclesiástica e se tornou Papa. Por vontade do Papa Pio II, ele transformou o pequeno povoado onde nasceu em uma cidade a qual foi chamada de Pienza, em homenagem ao nome que foi escolhido para o seu papado: Pio II.

O Papa Piccolomini não queria  qualquer cidade, mas um centro urbano altamente digno e em perfeito contraste com as outras cidades como Siena por exemplo,  que tinham injustamente marginalizado a sua família.

Assim, Pio II, escolheu famosos arquitetos e ordenou que no projeto da nova cidade  fossem implícitos os princípios de construção e filosofia de uma época que se estava nascendo cheia de promessas: o Renascimento italiano.

Em apenas três anos, 1459-1462, surguiu Pienza, a Cidade Ideal, a Cidade da Utopia. Como escreveu Giovanni Pascoli, Pienza é a cidade que  "nasceu a partir de um pensamento de amor e um sonho de beleza".

Difícil dizer o que se tornaria Pienza, se o Papa não tivesse morrido prematuramente, na véspera de uma cruzada contra os muçulmanos. Era 14 de agosto de 1464.

O que visitar em Pienza:

Duomo de Pienza: Construído pelo arquiteto Bernardo Rossellino no ano de 1459. A parte externa do Duomo foi feita de acordo com a arquitetura renascentista, porém na parte interna, encontramos diversos elementos da arquitetura gótica.

Palazzo Piccolomini: O palácio construído também pelo arquiteto Bernardo Rosselino, surge ao lado do Duomo e foi a residencia dos descentes do Papa Pio II até o ano de 1968. O palácio é inspirado ao Palazzo Rucellai edificado em Florença pelo arquiteto Leon Battista Alberti. Os comodos que são abertos ao público inclui o quarto e a biblioteca do Papa Pio II, nos quais são visíveis os seus objetos pessoais. 

Pieve di Corsignano: O Papa Pio II foi batizado nessa igreja de arquitetura romanica do século  XI. A Igreja possui uma curiosa torre redonda e um portal decorado com motivos floreais. 

O Pecorino de Pienza

Pienza é muito famosa pela produção do pecorino que é um queijo feito com leite de ovelha pasteurizado, coalho, sal, bactérias lácticas. Não deixe de provar!

A Fachada do Duomo de Pienza

O interno do Duomo de Pienza
 
O famoso poço de Pienza

O palacio da Comuna de Pienza

O jardim do Palazzo Piccolomini

Palazzo Piccolomini - Fachada

Praça Pio II - Pienza
Praça Pio II - Pienza

O pecorino de Pienza

Vista panoramica de Pienza

Pieve de Corsignano - fachada

Interno da Pieve de Corsignano

A muralha de Pienza
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