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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O que ver em Cortona

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Piazza della Repubblica - Cortona
Cortona é uma cidade pequena e acolhedora da Valdichiana, na província de Arezzo, Toscana. Na cidade, que  conserva a sua antiga muralha,  é ainda visíveis traços da civilização romana e etruca. 

Cortona foi construída sobre uma colina, que atinge 600 metros de altura e esta posição elevada garante  uma ótima visão de diferentes pontos da cidade, além de um excelente visual das belas paisagens da Valdichiana e do lago Trasimeno.

Palazzo Comunale - Cortona

O centro de Cortona se desenvolveu em torno da Praça da República (Piazza della Repubblica), da qual podemos admirar o Palazzo Comunale

A cidade é pequena, mas oferece várias coisas interessantes para visitar, incluindo o Museu Diocesano (que abriga um belo quadro com a Anunciação do pintor renascentista Fra Angelico) e da MAEC (Museo dell' Accademia Etrusca e della Città di Cortona), em que estão expostos, entre outras coisas, muitos artefatos etruscos de diferentes áreas da zona.

Basilica de Santa Margherita - Cortona

Não perca uma visita ao belo Santuário de Santa Margherita, padroeira da cidade, e a Fortaleza de Girifalco. Ambos estão localizados no ponto mais alto da colina, que você pode visitar a pé (tenha em mente que o caminho é muito curto, mas é todo em subida).

Interior da Basilica de Santa Margherita

Seguindo o caminho que corre ao longo das muralhas da cidade você poderá desfrutar as mais belas vistas dos arredores de Cortona. 

No centro histórico, você poderá visitar também diversas lojas que vendem produtos de artesanato  e da gastromonia local, Nessa zona da Toscana é produzidos diversos bons vinhos (lembre-se que Cortona não é muito distante de Montepulciano e Montalcino) e enotecas no centro histórico não faltam para uma bela degustação. 

Em Cortona existem diversos restaurante especializados em gastronomia local e Toscana. A Valdichiana, zona onde se encontra a cidade de Cortona, é famosa em todo mundo pela criação de bovinos da raça Chianina - carne de alta qualidade!

Eremo Le Celle - Cortona

Poucos quilometros do centro histórico é possível visitar o Eremo francescano Le Celle, um dos primeiros conventos fundado por São Francisco de Assis no ano de 1211 e que ainda hoje vive uma pequena comunidade de frades. Ao longo dos séculos o Eremo passou por várias reformas e expansão, durante o qual, no entanto, foi preservada a pequena cela de São Francisco que ainda hoje pode ser visitada.

Villa Bramasole da escritora Fraces Mayes.

No mais, a cidadezinha de Cortona ficou famosa no mundo inteiro porque foi o cenário do famoso filme Sob o Sol da Toscana, baseado no livro da escritora Frances Mayes.

Como chegar em Cortona:


Cortona se enconttra na parte sul da Toscana, no limite com a região da Umbria e é distante cerca de 30km de Arezzo. É de fácil acesso com o automóvel através da Autostrada A1, ou ainda com o trem. Os aeroportos mais próximos são os de Pisa ou o de Perugia. 

Automóvel: 

Pegar a Austrada A1, conhecida também com Autostrada del Sole e sair na saída Bettole Valdichiana (tanto para quem está vindo de Roma, quanto para quem está vindo de Florença). Depois pegar o Raccordo Stradale SS71 em direção de Perugia. Sair na segunda saída "Cortona San Lorenzo". Depois é seguir as diversas indicações para chegar até Cortona.

Trem:

Partindo de Roma a solução mais simples é pegar o trem Regionale (aproximadamente 2.30h de viagem) e descer na estação mais próxima de Cortona (Camucia-Cortona - distante de Cortona de carro aproximadamente 10 minutos). Da estação ferroviária você pode pegar um trem ou um taxi.

De Roma você pode pegar também o trem Intercity que vai um pouquinho mais rápido (cerca duas horas de viagem) e mais caro e descer na estação Terontola (distante de Cortona de carro cerca 16 minutos).

Partindo de Florença é só pegar o trem "Regionale Veloce" (cerca 1.22h de viagem) até a estação Camucia-Cortona.

Ônibus:

Tanto a estação ferroviária Camucia-Cortona quanto a Terontola, possuem ônibus para Cortona. O ponto fica na praça da estação e geralmente passam com uma frequência de meia hora.


domingo, 14 de agosto de 2016

Itinerário do filme Inferno de Dan Brown

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Inferno - o mais recente livro de Dan Brown e em outubro deste ano estrerará na telona o filme dirigido por Ron Howard - é ambientado principalmente na Itália, especialmente em duas cidades: Florença e Veneza (claro, há também Istambul, na Turquia).

O enredo do Inferno é baseado na obra-prima de Dante: A Divina Comédia, escrita no início do século XIV. O filme é  um quebra-cabeça que se apresenta em vários níveis de interpretação, incluindo geográfica, além da cultura e arte italiana.

Cenas da gravação do Inferno (2015) na Piazza della Signoria, em Florença.


Uma chave de leitura do romance de Dan Brown pode ser esta: Inferno é um guia da Itália escrito para quem quer seguir um itinerário entre as belezas históricas do Bel Paese.

Trama:

Robert Langdon acorda em um hospital em Florença, sem lembrar o que aconteceu nos últimos dias, e encontrar-se no meio de uma caçada frenética. Mas com a ajuda da Dra. Sienna Brooks e claro com todo o seu conhecimento de simbologia, Langdon vai tentar recuperar a sua memória perdida.  O Professor Lagdon  terá que resolver o quebra-cabeça mais difícil de toda a sua carreira.


O trailler

Quanto o livro foi lançado, já escrevemos umpost: A Florença de Dan Brown: The Inferno Tour
Hoje vamos percorrer juntos os lugares por onde passa o protagonista do filme, o Professor Robert Langdon e que provavelmente veremos na telona em outubro.


Itinerário em Florença nos lugares do filme Inferno de Dan Brown

Florença. Badia Fiorentina




O filme inicia-se com a Sombra, que corre pela Via Castellani, passa atrás da Galleria degli Uffizi para se refugiar na Torre Campanária da Badia. Sobe e se joga no vazio, antes de admirar os telhados vermelhos, as ruas da cidade por onde passaram os grandes gênios do Renascimento, terminando assim a sua vida próximo daquela que foi a casa de Dante Alighieri.


"Eu sou a Sombra.
Pela cidade atormentada eu fujo.
Pela eterna desolação, corro para escapar.
Pelas margens do rio Arno, sigo desabalado, ofegante... Viro à esquerda na Via dei Castellani e sigo em direção ao norte, abrigando-me nas sombras da Galleria degli Uffizi." (Inferno, Dan Brown Prólogo).
Porta Romana:





Porta Romana é um dos grandes portões que faziam parte da muralha medieval de Florença. A porta foi construida entre os anos de 1328 e 1331. Este grande ingresso conserva ainda a porta original feita em ferro. Como a maior parte das antigas portas de Florença, foi rebaixada no século XVI, para ser menos vunerável aos ataques de canhões.


Antigamente Florença era uma cidade murada, cuja principal entrada era a Porta Romana, um portal de pedra construído em 1326. Embora a maior parte das muralhas tenha sido destruída séculos atrás, a Porta Romana continua de pé e, até hoje, para entrar na cidade, o tráfego tem que se afunilar pelos profundos túneis arqueados dessa fortificação colossal." (Inferno, Dan Brown pag 76)

Florença: os Jardins de Boboli 




Robert Langdon e sua partner, Sienna Brooks, começar a sua investigação nos Jardins de Boboli em Florença. É um parque que está localizado atrás do Palazzo Pitti. Dentro do jardim há esculturas, fontes, flores, ruas arborizadas e grutas escondidas.

"Os Jardins de Boboli eram produto do excepcional talento criativo de Nicolò Tribolo, Giorgio Vasari e Bernardo Buontalenti - um coletivo de mentes brilhantes cujo virtuosismo estético havia criado naquela tela de cinco hectares uma obra-prima pela qual se podia caminhar." (Inferno, Dan Brown pag. 105)

Florença: o Corredor de Vasari 

Interior do Corredor Vasari

O Corredor de Vasari, ou o Vasariano como é conhecido em Florença, é uma (ex) passagem secreta longa mais de um quilómetro que liga Palazzo Pitti, Palazzo Vecchio e a Galeria Uffizi. É uma passagem elevada que atravessa o rio Arno, passando por cima da Ponte Vecchio. É possível visitar o Vasariano mas desde de julho de 2016 ele foi fechado pelos bombeiros, principalmente por causa do calor e porque o corredor não possui saída de emergência. Esperamos que o corredor seja reaberto o mais breve possível.

"Il Corridoio Vasariano - o Corredor Vasari - foi projetado por Giorgio Vasari em 1564 a pedido do chefe da família Médici, o grão-duque Cosmo I, para servir como uma passagem segura entre a sua residência no Palazzo Pitti e seus escritórios administrativos na margem oposta do rio Arno, no Palazzo Vecchio." (Inferno Dan Brown pag. 138).

Quer saber mais sobre o Corredor Vasariano? Clique AQUI


Florença: Palazzo Vecchio e Galleria degli Uffizi

Palazzo Vecchio


Palazzo Vecchio remonta ao século XIV, é um dos mais famosos monumentos de Florença e sua torre se eleva acima do horizonte. Conectado ao Palazzo Vecchio através do Corredor Vasariano encontramos a Galleria degli Uffizi, um dos mais importantes museus da Itália e de todo mundo. 

No Palazzo Vecchio visite a Sala dos Quinhentos e Sala dos Mapas.

"O Palazzo Vecchio parece uma peça de xadrez gigante. Com sua fachada quadrangular robusta e ameias quadradas de cantaria rústica, o enorme e bem posicionado edifício parecido com uma torre protege a extremidade sudeste da Piazza della Signoria." (inferno, Dan Brown, pag. 143)
"O Palazzo Vecchio é símbolo mais antigo de Florença. Na época de Dante, era o coração da cidade. Há um quadro famoso na Catedral que o mostra em pé do lado de fora da cidade murada, banido, enquanto no fundo se pode ver a torre do Palazzo que ele tanto admirava." (Inferno Dan Brown - pag. 161)

Quer saber mais sobre a porta secreta usada pelo Professor Langdon no Palazzo Vecchio? Leia o nosso post: Uma porta secreta no Palazzo Vecchio

Cenas na Galleria degli Uffizi - Foto feita a partir do trailler

A Galleria degli Uffizi conserva as obras-primas dos grandes mestres do Renascimento: Leonardo da Vinci, Paolo Uccello, Lippi, Botticceli, Perugino, Michelangelo, Rafael, além de Caravaggio.

Quer saber mais sobre o Palazzo Vecchio? Clique AQUI

Quer saber mais sobre a Galleria degli Uffizi? Clique AQUI

Florença: Igreja de Dante e Beatriz (Santa Maria dei Cerchi)



Após conseguir fugir do Palazzo Vecchio, o Professor Langdon tem que decifrar a seguinte pista: Paraíso 25. Para isso Langdon se dá conta que pode ser uma referêcia ao Canto XXV da Divina Comédia. Assim ele se dirige para o Museu Casa de Dante, que se encontra fechado. Em seguida, o Professor se dirige para a Igreja Santa Maria dei Cerchi que se encontra em frente a Casa de Dante.

Segundo a tradição, Dante Alighieri conheceu a sua musa Beatriz Portinari na Igreja de Santa Margherita dei Cerchi e alí a musa eterna de Dante foi enterrada - (sempre segundo a tradição pois não foram encontrados os restos mortais de Beatriz).

"Uma das peculiaridades do Santuário Santa Maria dei Cerchi era que sempre abrigava concertos e, mesmo quando não havia nenhum em curso, tocavam as gravações de concertos anteriores para que os visitantes pudessem apreciar a música a qualquer hora." (Inferno, Dan Brow pag. 214)



Florença Batistério de São João (Battistero di San Giovanni)

Mosaicos com o Juizo Final - Batistério de Florença


Dentro do romance de Dan Brown - Inferno - o Professor Langdon também visita o Batistério de San Giovanni é um dos edifícios mais antigos de Florença. Construído em forma octogonal, é famoso por suas portas de bronze: a Porta do Paraíso, no qual os relevos representam cenas bíblicas do Antigo Testamento. Aqui foi batizado Dante Alighieri e outros grandes personagens ilustres de Florença.

"Reza a lenda que é fisicamente impossível não olhar para cima ao entrar no Batistério de San Giovanni. Embora tivesse estado ali muitas vezes, Langdon sentiu o magnestimo místico do lugar e deixou o próprio olhar se erguer em direção ao teto. (Inferno, Dan Brown  pag. 228).

Florença: a Catedral de Santa Maria del Fiore

Santa Maria del Fiore, o Duomo de Florença

No final do livro, Robert Langdon, retorna a Florença. Ele foi até a Catedral de Santa Maria del Fiore: o Duomo de Florença. A catedral foi projetada em 1296 e construída sobre as ruínas de uma antiga igreja chamada Santa Reparata. A cúpula foi construída mais tarde. E que cúpula! É o grande "Cupolone" de Brunelleschi, "que com a sua sombra cobre todo o povo da Toscana" (frase de um grande arquiteto do Renascimento chamado Leon Batista Alberti). No interior da Catedral é possível admirar um dos quadros mais famosos de Dante Aligheri, que é citado pelo Professor Langdon.

"... Langdon e Sienna se viram de frente para um dos lados da catedral, com seu deslumbrante exterior de mármore verde, rosa e branco. Tão impressionante pelas proporções quanto pelo esmero artístico investido em sua construção, o prédio se estendia em ambas as direções até  alcançar um tamanho aparentemente impossível." (Inferno, Dan Brown - pag. 221).


Quer saber mais sobre a Catedral de Florença? Clique AQUI


Florença: Hotel Brunelleschi



Onde dorme Robert Langdon em seus dias de estadia em Florença? Dan Brown escolheu para ele um hotel de quatro estrelas no centro da cidade, perto do Duomo e a poucos passos da Ponte Vecchio: o Hotel Brunelleschi.

Itinerário em Veneza nos lugares do filme Inferno de Dan Brown



Veneza: o Grande Canal

O Canal Grande - Veneza



Assim que Robert e Sienna descem do trem em Veneza segem direto para o Canal Grande. O destino é a Piazza San Marco. O Grande Canal é, basicamente, a rua principal de Veneza. O Canal Grande bastante movimentado, repleto de barcos, vaporetto e é claro, gôndolas. No Inferno, de fato, Robert e Sienna renunciam ao vaporetto (muito lento para as suas necessidades) e decidem alugar um barco particular.



Veneza: a Basílica de San Marco 

A Basilica de San Marco em Veneza

A Basílica de San Marco é a principal igreja de Veneza (localizado na Piazza San Marco). Exemplo da arquitetura bizantina com alguns elementos da arquitetura românica e gótica. A basílica, consagrada em 832 foi dedicada ao santo padroeiro de Veneza: São Marcos e preserva as suas relíquias. No Inferno de Dan Brown também é mencionada a Torre do Relógio (que também aparece em um dos filmes de James Bond Moonraker, 1979).


Veneza: O palácio Ducal (Palazzo Ducale)



O Palácio Ducal foi a sede do poder da República de Veneza por cerca 700 anos. Foi a residência do Doge. Abrigava os escritórios administrativos, os tribunais, os salões de baile, prisões... Em suma, a vida de Veneza. Com todos os seus mistérios e suas máscaras, o Palazzo Ducale não poderia deixar de ser incluido no Inferno de Dan Brown.

Itinerário em Istambul nos lugares do filme Inferno de Dan Brown


Istambul: A Basílica de Santa Sofia  

Basilica de Santa Sofia - Istambul - Foto: Wikipedia

O Inferno de Dan Brown, na prática termina na Basílica de Santa Sofia em Istambul, Turquia. Construída no século VI como uma igreja, em 1453 foi transformada em uma mesquita. Atualmente é um museu aberto ao público.

Imperdível: os esplêndidos mosaicos bizantinos que podem ser vistos no interior na Basílica.

Inferno de Dan Brown tem também uma cena no bazar de especiarias: lugar de cores e aromas.

E então... tem...  um outro lugar em Istambul .... mas é melhor não revelar. Por que esse lugar tem a ver com o final do filme Inferno de Dan Brown.

Queres conhecer os lugares por onde o Professor Robert Langdon passou por Florença acompanhado por uma guia oficial da cidade? Fale conosco clicando AQUI!

Esse post faz parte da ação conjunta/blogagem coletiva Viagens inspiradas pelo cinema e literatura feita pela RBBV - Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem

Participam dessa ação:



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O que comer na Sicilia

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A culinária siciliana é um cruzamento de muitas tradições. Os pratos são preparados com ingredientes provenientes tanto do mar quanto da terra, mas a base da cozinha siciliana indiscutivelmente é o peixe. O peixe é utilizado principalmente no "secondo piatto" mas também como ingrediente dos diversos molhos e sopas. Um lugar de honra é reservado para as verduras e os legumes que são preparados religiosamente com receitas locais. De grande importância são as azeitonas, alcaparras, ervas selvagens, limões e laranjas. É muito comum encontrar tanto os limões, quanto as laranjas nas saladas. 

Os doces juntamente com os famosos sorvetes de frutas, canelas, pistache, creme são um triunfo da cozinha siciliana. 

Antipasto com frutos do mar (Entrada):

O antipasto mais comum é aquele feito com frutos do mar. É um prato feito com camarão, polvo, mexilhões e mariscos temperados com limão, azeite, sal e pimenta do reino.

Existem uma infinidades de pratos na Sicília. Vou listar apenas aqueles mais famosos, que geralmente se encontra em todo restaurante siciliano.

Pasta al nero di seppia



É um prato típico da tradição culinária calabresa e siciliana. O espaghete é feito usando o líquido preto retirado da sépia, que por sua natureza é seus meios de defesa. Este líquido, combinado com outros ingredientes simples, permite obter um molho preto particularmente perfumado, com sabor inconfundível e que lembra o cheiro do mar. Ás vezes é adicionado na receita um pouco de ricota salgada.

Pasta con le sarde (massa com sardinhas):



Ingredientes: Maccheroncini, sardinhas e finocchietto selvatico (uma espécie de erva-doce selvagem). Trata-se de um prato que é encontrado principalmente entre os meses de março a setembro, época em que se encontra nos mercados as sardinhas frescas e é possível colher o finocchietto selvagem nos campos sicilianos.

Pasta alla norma: 



São massas  feitas com molho picante de tomate, beringela frita, manjericão e ricota salgada ralada. A Pasta alla Norma é originária da cidade de Catania.

Cuscuz alla trapanese:



Especialidade de origem árabe a base de grãos de semola ou de uma farinha especial feita de peixe, cozida ao vapor e temperada com uma sopa de peixe, frutos do mar e crustáceos. É um dos pratos em que a culinária do norte da Africa influenciou a gastronomia siciliana.

Caponata:



É um conjunto de vegetais fritos (principalmente beringelas), temperados com molho de tomate, aipo, cebola, azeitonas e alcaparras e molho agridoce. Há muitas variações, dependendo dos ingredientes e da cidade onde é preparada. As receitas "clássicas" feitas em toda a ilha são mais de trinta.

Arancine: 



São uma espécie de bolinhos empanados e fritos feitos de arroz e recheados geralmente com molho de carne moída, funghi, ervilhas, mozzarela e presunto. Recebem o nome de Arancine por causa da sua forma que lembra uma laranja, em italiano "arancia".

Sarde a beccafico:



Especialidade parlemitana constituída de sardinhas empanadas e fritas com recheio feito com pinoli, canela, uva sultanina e acciuga (alice). A origem do nome é que as sardinhas, uma vez servida no prato parecem com os beccafico. Os beccafichi são as aves que eram especialmente apreciadas pelos aristocratas da Sicília e eram servidas com as penas do rabo viradas para cima.

Panino con la milza (em siciliano pani c'a meusa):



É o campeão absoluto do Streed Food siciliano. Tradição exclusiva de Palermo é um sanduíche feito com baço e pulmão de vitelo que são cozidos e depois fritos. O sabor é forte e não deixa espaço para meio termo, ou você ama, ou você odeia. É fácil de encontrar principalmente nas mediações dos mercados históricos de Palermo.

Peixes:



Para os apaixonados por peixes, não deixe de provar a tagliata di tonno (atum). Os melhores que eu provei foram nos restaurantes na zona de Trapani. O filé de peixe espada grelhado também é delicioso.

Os doces e os sorvetes sicilianos, ficarão para o próximo post!

Buon apetito!




sábado, 30 de julho de 2016

As 10 coisas mais importantes para ver em Palermo

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Cidade fenícia, grega, romana, capital árabe, terra conquistada pelos normandos, franceses e espanhóis. Séculos de história e dominações marcaram Palermo, a cidade de mil faces, uma encruzilhada de povos, amálgama de diferentes culturas e  grandes tradições. 

A capital siciliana exibe orgulhosamente os testemunhos do seu passado glorioso que vive na grandeza do seu patrimônio artístico e arquitetônico. Na "cidade das delícias" coexistem harmoniosamente cúpulas árabes, igrejas barrocas, edifícios em estilo Liberty, teatros neoclássicos e mercados históricos, semelhantes aos souks árabes.

Impossível não se encantar por esta cidade que é inegavelmente bela, mas que infelizmente, mostra em muitos dos seus monumentos históricos os sinais de abandono e decadência.  

O trânsito é caótico, o transporte público não funciona direito (esperei por um ônibus 90 minutos para visitar o centro histórico). Visitei Palermo em julho de 2016, e infelizmente fora do centro da cidade, o lixo toma conta das ruas e das calçadas. Me assustei também com a quantidade de imigrantes africanos que transitam pelas ruas. Florença também possui muitos imigrantes africanos, mas nada comparado com o que vi em Palermo, aliás em toda a Sicilia. O povo palermitano é muito simpático, alegre, gentil e acolhedor. E a gastronomia é dos deuses, e será a protagonista do próximo post.

O Palácio dos Normandos

Em fim, com todos os problemas que uma cidade grande tem, Palermo é mágica, merece uma visita de pelo menos três dias. 


Um pouco de história

Palermo cresceu em torno de uma baía, aos pés do Monte Pellegrino.  A cidade fenícia recebeu o nome de  "Panormos" que significa porto.

Próspera em época romana, (os romanos conquistaram definitivamente a Sicilia em 212 a.C) o seu maior esplendor foi com os árabes (que iniciaram a invasão na Sicilia no ano de 827), quando Palermo competia com o quesito beleza com as cidades de Cordoba e Cairo, no Egito. 

Em época posterior, foi eleita a capital do reinos dos normandos que conquistaram a Sicilia em torno do ano de 1091. Da antiga cidade árabe e normanda existe muito pouco, mas a influência oriental é visível na arquitetura das igrejas, nas ruas do centro e nos mercados históricos. 

Um outro período de ouro da cidade, que deixou uma importante marca na arquitetura cívil e religiosa é o Barroco (entre os anos de 1600 e 1700). 

As 10 coisas mais importantes para ver em Palermo


1. Catedral de Palermo



Certamente, é o símbolo da cidade. A catedral de Palermo é uma das mais antigas igrejas cristãs do mundo que remonta ao ano de 600 dC, embora a estrutura atual foi concluída apenas em 1185. Infelizmente a igreja conserva muito pouco da sua estrutura original. 

Inicialmente foi edificada no ano de 600 para o culto cristão, depois por volta do ano 800 foi transformada em mesquita pelos saracenos e aproximadamente no ano 1000 foi transformada novamente em igreja cristã pelos normandos.

 Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a Catedral não é dedicada ao culto de Santa Rosalia padroeira da cidade, no entanto no seu interior, a capela sul é dedicada a Santa e abriga os restos mortais da padroeira da cidade. A Catedral é dedicada a Virgem Maria da Assunção. 

A Catedral é uma jóia da arquitetura histórica parlemitana que você  não pode perder. A entrada é gratuita.

2. As Catacumbas de Palermo

Foto: www.catacombepalermo.it/

O cemitério subterrâneo do Convento dos Capuchinhos, erroneamente conhecido como "catacumbas" preserva os restos mortais de monges, pessoas comuns, nobres e famosas de Palermo.

Possui cerca de oito mil corpos mumificados. O primeiro a ser sepultado alí foi o frade Silvestre de Gubbio, morto em 1599 e o último foi uma menina morta com apenas dois anos de idade em 1920. As condições climáticas dos locais de sepultamento e os métodos utilizados pelos monges para embalsamar os corpos, permitiram que os corpos fossem preservados quase de forma intacta.

 As Catacumbas de Palermo, apesar de ser um pouco fora do centro da cidade, é um dos destinos turísticos mais apreciados pelos visitantes da capital siciliana. Confesso que fiquei um pouco impressionada, mas vou dedicar um post somente para essa atração. 

3. Igreja da Martorana



Conhecida como Martorana, a Igreja de Santa Maria dell’Ammiraglio ou San Nicolò dei Greci, localizada na Piazza Bellini é uma igreja com uma beleza desarmante. Ao entrar na igreja é impossível não emitir um "nossa" porque a riqueza dos afrescos, dos mosaicos e das decorações é realmente de tirar o fôlego. Certamente é um dos exemplos mais importantes do estilo bizantino medieval da Itália, além de ser caracterizada pela multiplicidade de estilos. Entrada gratuita.

4. Capela Palatina e o Palácio dos Normandos

Capela Palatina - Palácio dos Normandos - Palermo

A presença do Palácio dos Normandos, também conhecido como o Palácio Real, nos lembra que um tempo Palermo foi a capital do Reino das Duas Sicílias e hospedou o rei e mais tarde o vice-rei. 

Atualmente é a sede  Regional da Sicilia e é um dos monumentos mais visitados da ilha, além de ser a mais antiga residência real na Europa.

Hoje é possível visitar suas belas salas, como a Sala Vermelha, Sala Amarela, a Sala Verde, a Sala de Hércules, etc. 

No primeiro andar do edifício foi edificada a esplêndida Capela Palatina, jóia da arte bizantina, dedicada a São Pedro Apóstolo. A imagem de maior impacto é a bênção de Cristo Pantocrator, presente  no mosaico da cúpula.

5. Os mercados populares de Palermo



Numa viagem em Palermo, não pode faltar no seu roteiro uma visita aos mercados populares da cidade. Para nós brasileiros, não tem muita novidade, pois os mercados são um grande feira pelas ruas da cidade, onde se vendem principalmente frutas, peixes, carnes, verduras e legumes. Recomendo o passeio porque é a melhor forma de mergulhar nas cores, nos sabores e na cultura popular palermitana. Os dois mercados mais populares são o Ballarò e Vucciria. O primeiro se encontra próximo a estação ferroviária e o segundo próximo a Igreja da Martorana. Eu gostei mais do Ballarò. achei o Vucciria meio caidinho.

6. A Fonte Pretoria



Considerada uma das fontes mais bonitas do mundo, a Fonte Pretoria é um dos símbolos de Palermo. Inicialmente foi construída em Florença e sucessivamente foi levada para Palermo. A fonte possui diversas estátuas alegóricas que representam divindades mitológicas e os quatros rios de Palermo: Oreto, Kemonia, Papireto e Maredolce.

7.  O Teatro Massimo



O Teatro Massimo é uma das jóias mais representativas da cidade de Palermo. É o maior teatro de ópera da Itália e terceiro da Europa, depois da Ópera de Paris e do Staatsoper de Viena. Imponente, elegante, podemos definí-lo usando somente uma palavra: belissímo! Impossível não se deslumbrar com o seu fascínio.

Na fachada, acima das seis colunas de entrada, está inscrito a seguinte frase: L’arte rinnova i popoli e ne rivela la vita." (A arte renova as pessoas e revela a sua vida).

8. Quattro Canti



Os Quattro Canti representam o verdadeiro centro de Palermo. É uma praça octagonal, Praça Vagliena, formada pela interseção do Corso Vittorio Emanuele e Via Maqueda. Os quatro lados da praça são formados por quatro edifícios decorados com estátuas, fontes e colunas que representam os quatro distritos de Palermo: Albergheria, Capo, La Loggia e Kalsa. No centro de cada um destes edifícios foram colocados quatro estátuas que representam aqueles que uma vez foram os santos padroeiros da cidade: Cristina, Ninfa, Oliva e Agata.

9. Mondello



Mar azul e cristalino, areia branca faz de Mondello  uma das mais belas praias do mundo. No verão, é densamente povoada com banhistas e é quase impossível encontrar um lugar para relaxar, mas Mondello é belo durante todo o ano. Nos dias ensolarados oferece passeios maravilhosos à beira-mar, ótima comida  e, porque não, um relaxante banho.

10. O Duomo de Monreale



Distante apenas 8 km de Palermo, na bela cidadezinha de Monreale se encontra a famosa Catedral dedicada à Virgem Maria, que todos os anos recebe milhões de peregrinos e turistas, não só por causa da sua religiosidade, mas também pelo fato de ser um dos melhores exemplos de construção bizantina de toda a Itália. O grandioso edifício religioso foi contruído no ano de 1174 por vontade do rei normando Guglielmo, após  ter sonhado com a Virgem Maria que lhe pedia para construir um templo em sua homenagem. Segundo a tradição a Mãe de Jesus, lhe indicou ainda onde encontrar um tesouro para financiar a construção do edifício.


domingo, 24 de julho de 2016

Descobrindo a Sicilia

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Taormina

A Sicilia é uma das maiores ilhas italianas e é ligada ao continente através do Stretto di Messina, banhada pelos Mares Ionico (Jônico em português), Tirreno e Mediterrâneo.

A Sicilia é uma das pérolas do sul da Itália que merece ser descoberta, explorada, vivida através dos diversos itinerários que pode variar entre a natureza, arte, história e tradição.

É a natureza que premiou o essa terra com seus maiores tesouros: montes, colinas, mares incrivelmente azuís e água transparente.

Na Sicilia o mar Mediterrâneo oferece aos seus visitantes cenários, perfumes, cores e sabores únicos e intensos que somente uma natureza incontaminada pode presentear.



Basta pensar nas ilhas que circundam a Sicilia: Eólias, Lampedusa, Pantelleria, Egadi. Não podemos esquecer também os vulcões como o Etna e o Stromboli.

A Sicilia também é fascinante com os diversos sítios arqueológico que nos contam a antiga história da Trinacria (antigo nome da Sicilia) e dos monumentos antigos, testemunhas de uma arte que conseguiram resistir ao tempo.

O que ver na Sicilia:

A melhor forma de visitar a Sicilia é alugando um carro. A Sicilia é enorme e em uma semana você não consegue visitar quase nada. Uma sugestão é dedicar uma viagem somente para conhecer a Sicilia.

01) O centro histórico de Palermo: igrejas e edifícios históricos do barroco com características dos Mouros, como a Capela Palatina, a Catedral e o Palácio dos normandos. Você irá se surpreender com tanta beleza.



02) Os Vulcões

Uma das peculiaridades do território siciliano são os vulcões: Stromboli e o Etna (o vulcão mais ativo de toda a Europa). O Etna é localizado na Sicilia oriental e é uma etapa obrigatória para conhecer esta terra. As suas erupções espetaculares criaram no decorrer dos séculos panorâmas únicos no mundo. 

Pra quem gosta de paisagem, pode escolher as áreas protegidas que fazem parte dos parques regionais do Etna, da Madonie, Nebrodi e de Pantelleria.

03) As Ilhas

Ilhas Eolias e o vulcão Stromboli

As ilhas que circundam a Sicilia são numerosas e ricas de fascínio, mas existe um grupo de ilhas que merecem uma atenção especial: as Ilhas Eólias. Inseridas no ano 2000 no World Heritage List (WHL) da UNESCO como Patrimônio da Humanidade, o arquipélo é formato por sete ilhas:  Lipari, Vulcano, Stromboli, Salina, Filicudi, Alicudi e Panarea – e uma série de ilhas menores. 

A história das Ilhas Eólias é intimamente ligadas aos vulcões que foram verdadeiros artistas que crearam explêndidas obras da natureza, onde é possível se perder no profundo e imenso mar azul, visitar as diversas grutas que surgem ao longo da costa ou ainda relaxar nas pequenas praias que são lambidas pelo mar. 

04) O Vale dos Templos de Agrigento



Um outro tesouro da humanidade certificado pela Unesco é o Vale dos Templos localizado na cidade de Agrigento, uma das cidades mais importantes da Magna Grécia. Rodeada pelos campos de Oliveiras, de amêndoas, laranjas e vinhedos surge a antiga cidade grega Akragas, que com seus imponentes templos nos transportam a 2.500 anos atrás, quando a cidade era um grande centro de cultura e poder.

05) Siracusa e os sítios Unesco



Na costa sudeste da Siclia surge Siracusa, Patrimônio da Unesco desde de 2006. Todos os cantos da cidade, oferecem valiosas evidências arqueológicas que lembram o esplendor da Grécia Antiga. Próximo a Siracura, não perder as cidades do Val di Noto, patrimônio da Unesco.

05) As praias mais bonitas: 

San Vito lo Capo

A praia de San Vito Lo Capo: um paraíso que pode deixar os viajantes com a respiração suspensa. Um tapete de areia macia, branca que se estende por vários quilômetros. O mar, transparente oferece momentos únicos de tranquilidade e bem-estar.


Isola Bella: uma pequena ilha selvagem que está a poucos metros do centro de Taormina é caracterizada por mar azul profundo e rochas que deslizam na água, criando uma encantadora baia.

Em Julho desta ano visitei a Sicilia e nos próximos posts irei detalhar as cidades e os monumentos que visitei. Tenho certeza que vocês irão se apaixonar pela Sicilia, da mesma forma que eu também me apaixonei.

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