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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Como visitar a Última Ceia de Leonardo da Vinci em Milão

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Excluindo a Monalisa, tente pensar qual é a obra mais famosa de Leonardo da Vinci. Aposto que a maioria de vocês responderá a Última Ceia - o chamado Cenáculo. Esta excelente obra  de Leonardo sempre foi uma das mais visitados na Itália: em 2016 foi admirada por 416.337 visitantes, tornando-se o 16º museu mais visitado do país (a entrada é limitada, portanto, os números não poderiam serem  muito alto).



O que mais chama atenção na Última Ceia, obra-prima de Leonardo e do Renascimento italiano? Em primeiro lugar, as dimensões: a obra mede 880 cm de comprimento e 460 cm de altura. Quando você entra no antigo refeitório do convento adjacente ao santuário de Santa Maria delle Grazie, em Milão, você fica impressionado com a sua grandeza e com a simplicidade do local. A simplicidade é de propósito, pois a intenção é que o foco da visita se concentre na pintura feita por Leonardo. Surpreende também as condições precárias da pintura. 




Você sabia, Leonardo usou uma técnica experimental para fazer a obra (tempera misturada com óleo)? Tal técnica permitiu obter qualidades de claroscuro mais refinadas além de poder modificar a obra dia a dia, coisa que a técnica de afresco não iria permitir. No entanto, precisamente por esta razão, a pintura ficou muito mais vulnerável ao prejuízo do tempo. Assim, apenas alguns anos depois de 1495-98, a Última Ceia começou a ficar danificada.

A Última Ceia foi a protagonista de uma das maiores restaurações da história, que durou de 1978 a 1999 com as técnicas mais avançadas do setor. Mesmo com a obra estando em condições precárias, os visitantes ainda hoje se encantam personagens, os detalhes, a composição, o fundo... há milhares de detalhes a serem observados na Última Ceia de Leonardo da Vinci.




Seria maravilhoso se pelo menos uma uma vez na vida, todos tivessem a oportunida de visitar o Cenáculo e revisar os livros de história da arte ao vivo. Mas como acessar o Cenáculo e reservar ingressos? E acima de tudo, como evitar perder tempo fora do museu, fazendo filas desnecessárias? Nós lhe damos alguns conselhos valiosos.


COMO RESERVAR BILHETES PARA A ÚLTIMA CEIA DE LEONARDO DA VINCI


Vamos começar pelo site, o ponto de partida para quem procura informações sobre a Última Ceia. Se você digitar a palavra "Ultima cena" (Última Ceia em italiano) no Google, você encontrará diversos sites que oferecem vendas de bilhetes para o Cenáculo Vinciano. A maior parte desses sites não são oficiais e vendem bilhetes com um valor de custo extra. O site oficial do Museo do Cenáculo  Vinciano é o Complexo do Museu da Lombardia. Todos os outros sites não são oficiais e você pagará mais caro pelos bilhetes.



Para comprar os bilhetes devemos acessar a partir do site oficial o  Vivaticket. Convém comprar os bilhetes com antecedência pois os mesmos são limitados. Entram apenas grupos de no máximo 30 pessoas a cada 15 minutos. Na verdade, é possível comprar ingressos (máximo 5) apenas por um período específico. Por exemplo, em 13 de fevereiro de 2018 às 9h30, foram abertas reservas para maio e junho e assim por diante. Atenção: a reserva é obrigatória, você não pode comprar o bilhete diretamente no local. Você também pode comprar os bilhetes (informando os dados do cartão de crédito ligando para  +39 02 92800360 ou 800 990 084. O serviço telefônico é ativo de segunda-feira à sábado das 08 às 18:30h (horário italiano).



Quanto custam os bilhetes reservados no Vivaticket para admirar a Última Ceia? O custo de um ingresso completo para o Cenáculo é de dez euros, ao qual você deve adicionar dois euros pela taxa de reserva. Também são fornecidos bilhetes reduzidos para cidadão da União Européia (com idade entre 18 e 25 anos) e entrada grátis (para menores de 18 anos). Todos estão sujeitos a sobretaxas para vendas antecipadas de dois euros. No primeiro domingo de cada mês a entrada é gratuita para todos, mas é obrigatório a reserva dos bilhetes feita somente através do telefone. 

Horário de visita: De terça a domingo das 8h15 às 19h - (última entrada às 18.45h).

COMO CHEGAR NA ÚLTIMA CEIA DE LEONARDO DA VINCI



A Última Ceia de Santa Maria delle Grazie está localizada na Piazza Santa Maria delle Grazie n. 2, em Corso Magenta em Milão, ao lado da Igreja de Santa Maria delle Grazie.

Tram 18: parada Corso Magenta - Santa Maria delle Grazie
Metro MM1: Parada do metro Conciliazione ou Cadorna MM2: parada de Cadorna

Fotos: Polo Museale Lombardia

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O que ver em Pádua

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 Reza a lenda que em 1182 a.C, Antenor, um troiano amigo do Rei Príamo, que se salvou da destruição de Troia, chegou a costa do Mar Adriático e fundou a cidade de Pádua, terra que já era habitada pelos euganeus. 

A arqueologia, em vez, afirma que no século XII a.C. na zona onde hoje surge a cidade de Pádua, existiam assentamentos urbanos habitados por povos paleovênetos. A atividade principal dessa população era a agricultura, caça, pesca, fiação da lã e o curtume de peles.



Os paleovênetos entraram em contato com os romanos durante durante a guerra contra a Galia e contra os cartagineses. Assim, a romanização foi feita de maneira gradual. Patavium, o nome romano de Pádua, foi incendiada e arrasada por Agilulfo (também chamado de Agilolfo, rei lombardo, duque de Turim. A cidade e os campos foram abandonados e o bispo conduziu a emigração do seu povo em direção as ilhas da laguna. A população retornou a Pádua somente após a queda dos lombardos.

O que ver em Pádua




Pádua é uma cidade que normalmente é identificada e associada ao nome de uma dos santos mais importantes do mundo: Santo Antônio. Além da Basílica dedicada a este Santo, Pádua possui muitas outras belezas a oferecer. É uma cidade indicada para o turismo religioso, para os amantes de história, de artes e ainda para o turismo gastronômico. 

Descobriremos agora as maravilhas desta cidade:

01) Basílica de Santo Antônio




A Basílica dedicada a Santo Antônio é a meta religioso mais importante da cidade e no seu interior se encontra o tumulo do Santo.  Santo Antonio, natural de Lisboa, viajou o mundo inteiro pregando e realizando milagres, morre em Pádua no ano de 1231. No ano seguinte, Antônio foi proclamado Santo. A Basílica é repleta de obras de arte, e em breve vamos dedicar um artigo somente para conhecermos os tesouros escondidos no seu interior.


02) Basílica de Santa Giustina




Ao chegar ao Prato della Valle, é muito comum que os visitantes de Pádua, confunda a Basílica de Santa Giustina com a Basílica de Santo Antonio. A Basílica de Santa Giustina é tão suntuosa e não menos importante do que a Basílica de Santo Antonio.  A Basílica é totalmente revestida de tijolos e foi edificada por volta de 1600 em homenagem a padroeira da cidade: Santa Giustina. Giustina, foi martirizada em Pádua no ano de 300 quando tinha apenas 16 anos.  No interior da Basílica é conservada a sua tumba, juntamente com o Evangelista São Lucas ( o escritor do Evangelho Segundo Lucas e dos Atos dos Apóstolos) e de São Matias que segundo a Bíblia foi o apóstolo escolhido para substituir Judas Iscariotes. 

03) Cappella degli Scrovegni




A Cappella degli Scrovegni, também chamada de Arena por causa da sua proximidade a ruínas da antiga arena romana é uma obra-prima da arte italiana. Foi afrescada por Giotto di Bondone, pintor imortal, considerado o pai da pintura italiana. A capela foi completada em 1305, em apenas 855 dias de trabalho - pasmem, são 900 metros quadrados de superfície afrescados por Giotto! Para saber mais sobre a Cappella degli Scrovegni, leia o nosso artigo: Giotto e a Cappella degli Scrovegni.


04) Museu Cívicos e Igreja dos Eremitanos




Ao lado da Cappella degli Scrovegni, surge a Igreja dos Eremitanos (Chiesa degli Eremitani) com o seu belíssimo claustro. Essa igreja foi construída em época medieval, mas durante a segunda guerra mundial foi internamente destruída. Sucessivamente foi reconstruída e somente parte dos afrescos realizados por Mantegna foram recuperados. É possível admirar o que sobrou dos afrescos na capela localizada ao lado esquerdo da abside. Da igreja original é possível admirar o teto de madeira e alguns monumentos fúnebres. No claustro chegamos ao Museu Cívico degli Eremitani, onde é possível visitar o museu arqueológico que possui diversos objetos romanos antigos encontrados na região. No Museu de Arte Moderna e Medieval é possível admirar mais de 3000 quadros que datam desde da idade média até a época moderna. São obras de Giotto, Tiepolo, Tintoretto, Giorgione, Tiziano, Veronese, entre outros.

05) Duomo de Pádua - Catedral de Santa Maria Assunta




O núcleo original do Duomo de Pádua surgiu no ano de 313, logo após o culto cristão ter sido liberado por Costantino, mas foi destruído durante o século IX. No ano de 1024 terminaram as obras da segunda construção do Duomo, o qual foi consagrado no ano de 1075. O segundo Duomo também foi destruído, mas desta vez o motivo foi um terremoto no ano de 1117. O edifício que vemos hoje é fruto de uma série de transformações efetuadas a partir do ano de 1547 e é dedicado a Santa Maria Assunta (Santa Maria da Assunção). São diversas as obras artísticas que encontramos no seu interior: A Virgem com Menino de Stefano dall'Arzere, São Jerônimo e Jesus Cruxificado de Pietro Damiani e a Cruxificação de Jacopo Montangnana. Na cripita é possível admirar o Altar de São Daniel, que abriga um ícone da Virgem com Menino, que segundo a tradição pertenceu ao grande poeta aretino Francesco Petrarca. 


06) O Batistério do Duomo




O Batistério foi realizado em torno do ano 1.100 em um típico estilo românico lombardo é uma das atrações mais visitada da cidade. a estrutura primitiva é o resultado de um jogo de figuras geométricas regulares que se encaixam umas nas outras. O espaço central, de planta quadrada parece um cubo no qual se insere perfeitamente um cilindro. A estrutura original não foi muito alterada e sabemos que em torno de 1260 foi colocada a pia batismal. Em 1378 o batistério foi transformado em mausoléu da família Carraresi. Fina Buzzaccarini, esposa de Francesco Il Vecchio da Carrara, fez decorar todas as paredes com afrescos que representam cenas do Evangelho: história de Jesus, de Maria e de São João Batista.  No teto da cúpola é representado o Paraíso. No Batistério foram sepultados Fina Buzzacarini e o seu marido, mas os túmulos foram destruídos em 1400 pelos venezianos.


07) Caffé Pedrocchi




Pode um café de ser um dos símbolos de uma cidade? Em Pádua sim, graças ao Caffé Pedrocchi! Local de encontro dos residentes, mas principalmente dos turistas que chegam de toda parte do mundo. Dentro do Caffé Pedrocchi foi criada uma atmosfera especial, com uma decoração interna refinada e uma fachada em estilo neoclássico. O Caffé foi fundado no ano de 1839 por vontade de Antonio Pedrocchi que decidiu seguir a mesma atividade exercida pelo seu pai, mas usando grandes inovações. O local surge próximo a universidade e em pouco tempo começou a ser ponto de encontro dos estudantes, literatos e artistas e assim se transformou no "Café dos intelectuais". Foi daqui que nasceram as primeiras ideias revolucionárias da unificação italiana e foi sempre esse café que foi pego de mira pelas milícias austríacas em 1848 para conter os revolucionários. Na Sala Branca é possível ver placas comemorativas de balas disparadas pelos austríacos contra os estudantes paduanos nos movimentos de 1848. 


08) Orto Botanico - (Jardim Botânico)




O Orto Botanico de Pádua é um sítio protegido pela Unesco, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade no ano de 1997. É um dos jardins mais bonito da Itália e foi realizado no ano de 1545 por vontade da República de Veneza para que no seu interior fossem cultivadas plantas medicinais para os estudantes de medicina. Hoje, podemos admirar plantas originárias do mundo inteiro e por esse motivo, Pádua é o primeiro lugar no campo de pesquisa de plantas exóticas. Ainda hoje, os estudantes de farmácia e biologia, utilizam as plantas do jardim nos centros de pesquisas.

09) Palazzo del Bó




O Palazzo del Bó é um edifício histórico e a principal Universidade de Pádua. Foi realizado no Século XV e desde então é sede da Universidade. A Universidade de Pádua foi fundada no ano de 1222 e por esse motivo é uma das mais antigas da Europa. Aqui ensinaram cientista como Galileu, que em Pádua descobriu os anéis de Saturno, as luas de Giove. A cadeira que Galileu usava ainda é conservada na Universidade. Na Galeria Superior é possível ver a estátua de Elene Lucrezia Cornaro, a primeira mulher do mundo que conseguiu um título acadêmico em ciências humanas.

10) Palazzo della Ragione




Meu marido costuma dizer que não é possível visitar uma cidade, sem conhecer o seu mercado. E em Pádua, o mercado é localizado nas galerias do Palazzo della Ragione. O Palazzo della Ragione foi construído no ano de 1200 e por muitos anos foi o palácio da justiça. O mercado de Pádua é um dos maiores do norte da Itália e ali, realmente é possível encontrar de tudo - é um mercado alimentício! O interior do palácio hoje é utilizado principalmente para conferências e a sala do andar superior é repleta de afrescos e obras do século XV. Curiosa pedra do Vitupério na qual se sentavam os devedores vestidos somente de cuecas para serem humilhados.


11) Prato della Valle




É uma das maiores praças europeias, ficando atrás somente da Praça Vermelha de Moscou - mede 88.620 metros quadrados.  Local ideal para passear e tomar um drink. A sua forma é uma elipse e por isso algumas pessoas pensam que em tempos antigos, ali existia uma arena. O que sabemos com certeza é que em época romana, ali existia o Campo de Marte, local de reunião militar, entre outras.  O Prà, como é chamado pelos paduanos, é decorado com 78 estátuas datadas entre 1775 e 1838 e que representam personagens ilustres que nasceram ou viveram em Pádua.

12) O monumento de Gattamelata




Em frente a Basílica de Santo Antônio se encontra um enorme monumento equestre conhecido como Gattamelata. Erasmo da Narni, esse é o verdadeiro nome de Gattamelata, era um general veneziano (1370-1443). O monumento encomendado pelo filho e pela esposa de Gattamelata é obra do grande escultor renascentista Donatello. Para Donatello, a obra foi um verdadeiro desafio, já que depois dos antigos romanos, nenhum outro escultor se atrevia a fazer uma obra assim tão grande e majestosa. A obra foi iniciada em 1447 e terminou em 1453. A obra feita em bronze, é constituída de um pedestal de traquito, que parece um sepulcro com duas portas: a da vida (fechada) e a da morte (entreaberta), e pela estátua equestre do chefe militar. Erasmo de Narni, que está enterrado dentro da Basílica do Santo, aparece como um imperador romano triunfante no seu magnífico cavalo. A cabeça está descoberta: o rosto, já não muito jovem, revela um espírito decidido, habituado ao comando, como salienta o bastão que aperta na mão direita.

13) Castelo de Pádua




O Castelo de Pádua é um dos símbolos da cidade, foi realizado no século X e ampliado por vontade de Ezzellino III da Romano entre em 1242. O trabalho de fortificação foi completado a segunda metade do século seguinte pelos Carrarese, quando trataram de todo o sistema defensivo da cidade. Esta parte da cidade era muito importante estrategicamente, tanto para defender como para vigiar, pois aqui o rio Bacchiglione bifurca-se, o que constituía uma defesa natural. Ezzelino, tirano de Pádua, utilizou o castelo como residência e como prisão, mostrando assim todo o seu poder.

Em 1700, a torre grande se transformou em um grande observatório astronômico conhecido por todos como  "La Specola". Em 1807, o castelo foi utilizado novamente como prisão, até a segunda guerra mundial.

14) O Gueto Judaico




O bairro onde se encontrava o gueto judaico é muito especial, pois apesar de está localizado próximo as animadas praças do Duomo e delle Erbe, é bastante tranquilo e silencioso. Ali se respira a atmosfera da antiga Pádua. O gueto judaico foi constituído após a Páscoa de 1603, quando por ordem de Marco Cornaro, a numerosa e antiga comunidade judaica de Pádua se estabeleceu aqui. A principal atividade exercida pela comunidade judaica era a venda de objetos usados.

Até o final do século XVIII, o gueto incluía um bairro bem delimitado da cidade, percorrido por quatro ruas que acabavam em quatro portas que não podiam ser atravessadas depois de determinada hora da noite. Depois do decreto francês de 1797, que proclamava a igualdade civil, o gueto foi definitivamente aberto.


15) Palazzo del Capitanio (do Capitão)




A Piazza dei Signori ou della Signoria é o centro poder civil de Pádua, e a presença do leão de São Marcos (um dos símbolo de Veneza) numa coluna romana é um sinal tangível disso. No lado meridional da praça está localizado o Palazzo del Capitanio, sede do comandante militar, um dos governadores venezianos da cidade. No ano de 1405, esta magistratura já tinha ocupado um dos palácios que era a residência dos carrarense, mais precisamente a residência de Giacomo II, Senhor de Pádua (1345-50).  A República della Sereníssima, como era conhecida Veneza, aos poucos foi alterando o edifício  durante o século XVI.

16) Arena Romana



O Anfiteatro é uma das poucas coisas que chegaram até nós da antiga cidade romana de Pádua. Foi realizado entre os anos de 60 e 70 d.C e era muito imponente, com as medidas muito parecidas com a arena de Verona. A sua planta era em forma de elipse e no seu interior existiam cercas de 80 arcos, os degraus que acolhiam os espectadores e o centro onde aconteciam os espetáculos. Durante muito tempo o anfiteatro foi abandonado e em época medieval se transformou em uma verdadeira loja de material de construção, ou seja, suas pedras foram retiradas e reutilizadas para construção da cidade. Hoje, durante o verão, no antigo anfiteatro acontecem diversos espetáculos teatrais e musicais.

17) Piazza Antenore




A praça dedicada a Antenor, o legendário fundador de Pádua, foi construída no local onde, segundo a tradição, foi colocada o túmulo do legendário fundador de Pádua. A praça foi feita somente no ano de 1937, e representa um dos melhores exemplos da evolução arquitetônica de Pádua. A direita da praça, está localizado o Palazzo della Prefettura, inicialmente sede do Palácio da Justiça, reestruturado em 1933 com a fachada neorrenascentista.  O edifício surge em uma área que tempos atrás era ocupada por uma igreja e pelo convento de Santo Stefano e sucessivamente englobado pela igreja de São Lorenzo que foi desconsagrada no início de 1800 por vontade de Napoleão. Todos os objetos pertencentes à Igreja foram vendidos a um particular com a obrigação, no entanto, de preservar o local original do túmulo de Antenor que na época era apoiado em uma parede da igreja. Após a demolição da igreja, o túmulo foi colocado em diferentes partes de Pádua, até retornar à praça homônima, onde hoje pode ser admirado.





















quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

As grutas de Frasassi: um espetáculo único no mundo

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 As Grutas de Frasassi estão localizadas na cidade de Genga, Província de Ancona na região das Marcas e fazem parte do pulmão verde do Parco Naturale Regionale della Golla della Rossa e di Frasassi

Desde 1972, as grutas de Frasassi são protegidas pelo Consórcio Frasassi, que as valoriza  e protege, especialmente tendo em vista a pesquisa científica e a atração turística. Elas são formadas por uma série de grutas descobertas graças a uma meticulosa pesquisa por espeleólogos e geólogos, que começou em 1948 com o Grupo de Espeleologia Marche de Ancona.




O complexo das Grutas de Frasassi é um dos maiores e fascinantes percursos subterrâneos do mundo. O itinerário ao longo das grutas é uma visão surreal, um mundo encantado que nos leva para os primórdios da natureza. Uma maravilha natural que não cansa nunca os nossos olhos. 

As grutas possuem um ecossistema subterrâneo completo, onde ainda é possível observar a formação de concração, as gotas que escavam e constroem a própria arquitetura, graças ao trabalho da água e das rochas, onde a vida continua há milhões de anos.

No interior das Grutas de Frasassi não penetra nenhuma luz natural e por isso no seu interior é usado iluminação artificial com lâmpadas que não produzem calor.


O descobrimento da Gruta Grande do Vento


O primeiro vestígio da descoberta mais importante, a da Grotta Grande del Vento, foi em junho de 1971, quando Rolando Silvestri e Umberto di Santo, escalando a encosta norte do monte Valmontagnana, cerca de 450 metros de altura, descobriram alguns pequenos buracos que foram abertos presumivelmente devido ao deslizamento da superfície da terra seca misturada com ramos e folhagens causada pelo calor do verão. Em 25 de setembro de 1971, Rolando Silvestri, durante a expedição do grupo Speleogico Marchigiano CAI di Ancona, organizado e liderado por Giancarlo Cappanera, encontrou um desses buracos na montanha (tão grande como um volante de carro) que fez descobrir o "gateway" "da gruta, que foi imediatamente batizada como a Grotta Grande del Vento.



Inicialmente, os descobridores encontraram-se nesta grande caverna na escuridão total e o equipamento existente não lhes permitia descer à base da cavidade. Assim, a altura da gruta foi estimada jogando uma pedra e medindo o tempo da queda. Um primeiro cálculo aproximado levou à altura inesperada de mais de 100 metros. Mais tarde, os exploradores se equiparam com equipamentos adequados e exploraram o imenso espaço, chamado "Abisso Ancona" em homenagem à cidade dos descobridores.

Para conhecer e explorar as Grutas de Frassassi são disponíveis três percursos: Percurso Turístico,
Percurso Speleo-Avventura-Azzurro e Percurso Speleo-Avventura-Rosso. 

Preços: 
Bilhete inteiro: 18 euros; 
Bilhetes reduzidos: 14 euros;
Crianças de 06 a 14 anos: 12 euros.

Percurso Turístico:


É a parte reservada as visitas turísticas, equipada e com total segurança, fácil de percorrer. O total do percurso é cerca de 1.5km (3km ida e volta) e dura aproximadamente 1:30h de visita. Eu fiz esse percurso e adorei. A visita é acompanhada por um guia de turismo local e é feita em diversas línguas (inglês, francês, alemão e italiano).



A visita inicia-se com a abertura de diversos portões, você se sente como se tivesse entrando numa prisão de máxima segurança. Você vai descendo e vai sentindo a pele arrepiar de frio. Visitei as grutas no verão e do lado de fora faziam 40 graus. No interior das grutas a temperatura é constante de 14 graus. Senti muito frio! 

Aqui, entre estalagmites e estalactites, formas e tamanhos estimularam a imaginação dos espeleólogos, que depois da descoberta  as rebatizaram. É assim que durante a visita, você poderá conhecer os "Gigantes", o "Camelo" e o "Dromedário", o "Urso", a "Madonnina", a "Espada de Damocles", o "Obelisco" e até as "Cascatas de Niagara e o "Castelo das Bruxas". Muito legal fazer a visita com crianças, pois elas usam e abusam da criatividade das rochas e conseguem enxergar diversos personagens, que nós adultos não conseguiríamos ver sem elas.

O Abisso Ancona

Ao chegar a primeira gruta, chamada de Abisso Ancona, meus olhos se recusavam a acreditar no que eles viam. Eu já tinha visitado diversas grutas, tanto no Brasil como aqui na Itália, mas nada é comparável com aquilo que estava em frente aos meus olhos. Pecado que eles não deixam fotografar essa primeira parte da visita. 



O Abisso Ancora foi a primeira parte da gruta a ser descoberta. Recebeu esse nome em homenagem a cidade natal dos descobridores, Ancona. É uma enorme cavidade, talvez entre as maiores da Europa e do mundo, que tem essas dimensões: 180 metros de comprimento, 120 metros de largura e 200 metros de altura. Para vocês imaginarem a dimensão dessa gruta, caberia dentro dela, sem nenhum problema, o Duomo de Milão.

No fundo da cavidade pode-se observar uma massa caótica de blocos, resultado de movimentos destrutivos e colapsos que ocorreram ao longo dos milênios e que deram origem ao Abisso Ancona.

No centro do Abisso Ancona chama atenção o imponente grupo de estalagmites de mais de  mil anos chamado "Os gigantes". Dado o diâmetro (2m - 5m) e a altura (1,50m - 20m), eles certamente podem ser considerados as estalagmites mais importantes das grutas. Observando a cúpula do "Abisso Ancona", você pode ver a abertura natural através da qual, no memorável dia de 29 de setembro de 1971, os primeiros espeleologistas desceram ao complexo subterrâneo para anunciar ao mundo a sua descoberta.

Sala 200

Essa parte da gruta recebe esse nome porque ela possui 200 metros de extensão. No início da Sala 200 existem concreções bizarras, todas tendendo a cor avermelhada. É possível ver diversas estalagmites (formações que crescem no solo da gruta e que vão em direção ao teto) e estalactites (formações que se originam no teto de uma gruta crescendo para baixo, em direção ao solo). Quando uma estalagmite encontra uma estalactites, formam uma coluna. 


Percurso Speleo-Avventura Azzuro e Percurso Speleo-Avventura Rosso

Os especialistas e apaixonados por grutas podem escolher um entre os dois percursos Speleo-Avventura. A diferença entre os dois percursos é o grau de dificuldades. É necessário reservar as duas visitas com antecedência.

O Percurso Speleo-Avventura Azzuro é de média/baixa dificuldade e tem duração de duas horas.  É disponível para crianças acima de 12 anos. 

O Percurso Speleo-Avventura Rosso possui grau médio de dificuldade e tem a duração de cerca 3 horas. É aconselhável para quem já fez o percurso Azzuro. 

Para os percursos Speleo Avventura é necessário o acompanhamento de um guia especializado e o equipamento necessário é fornecido pela administração da gruta e é incluído no preço do bilhete. No momento da reserva é melhor perguntar se é necessário algum tipo de roupa. Acredito que seja necessário levar também uma muda de roupa para se trocar depois da vista.



Preços:

Percurso Speleo-Avventura Azurro: 40 euros 
Percurso Speleo-Aventura Rosso: 50 euros

Os preços informados são referentes ao ano de 2017, ano que fiz a visita.

Todos os bilhetes compreendem a visita guiada nas grutas, entrada no museu Speleo-Paleontologico e ao Museu de Genga.

Importante: 

  • A temperatura interna das grutas é 14 grau durante todo o ano com umidade de 98%. Aconselho levar um casaquinho porque faz muito frio e usar sapatos confortáveis;
  • As grutas de Frassassi são abertas todos os dias, menos nos dias 04 e 25 de dezembro. As grutas ficam fechadas também no período de 10 a 30 de janeiro;
  • Não é possível chegar de carro até a entrada das grutas. Próximo das grutas, existe um grande estacionamento, onde você deixa o carro e compra os bilhetes de entradas. Do estacionamento tem um ônibus (passagem incluída no bilhete) que nos leva até as grutas.





terça-feira, 5 de dezembro de 2017

10 motivos para visitar (e amar) Florença

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É a primeira vez que você irá visitar Florença? As malas estão prontas, as passagens já foram compradas e o hotel reservado. Você não sabe o que ver e nem como explorar os tesouros de Florença? 

Nós preparamos 10 motivos para visitar ( e amar) Florença. Temos certeza que você irá se apaixonar pela história dessa cidade que foi o berço do Renascimento italiano, pátria de personagens ilustres, como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Giotto, Donatello, Américo Vespucci, Maquiavel, Brunelleschi, Botticelli, entre outros.

Visitar Florença é um mergulho no passado, é voltar atrás no tempo. Na capital da Toscana, é fácil fechar os olhos e imaginar os grandes mestres do Renascimento e da literatura mundial passeando pelas ruas estreitas da cidade.

10 motivos para visitar (e amar) Florença


  1. Piazza Duomo: Catedral, Cúpula de Brunelleschi, Torre de Giotto e Batistério de San Giovanni



A cúpula de Brunelleschi domina Florença e, até hoje, não há construção maior em toda a cidade. A torre do sino foi projetada por Giotto, apesar dele não ter visto a obra concluída. O Batistério é um dos edifícios mais antigos de Florença e é dedicado a São João Batista, padroeiro da cidade; Com suas portas magníficas, é uma verdadeira Bíblia feita de imagens. O Duomo com sua fachada de mármore branco, vermelho e verde chama a atenção. Não existe um complexo de construção tão extraordinário em qualquer outro lugar do mundo. Estamos no coração de Florença, em frente a Catedral Santa Maria del Fiore, que todos chamam de Duomo e que foi construída em 1296.

  1. Piazza della Signoria



Piazza della Signoria é a praça central de Florença, construida em forma de L e dominada pelo Palazzo Vecchio (Palácio Velho), construído no final do século XIII para abrigar o governo da cidade. A praça é um verdadeiro museu a céu aberto, e em frente ao Palazzo Vecchio é possível admirar belíssimas esculturas (algumas cópias e outras originais) que representam acima de tudo o poder político da cidade.

A Loggia della Signoria (também chamada de Loggia dei Lanzi), foi construida no século XIV e hoje abriga esculturas romanas antigas, maneiristas e neoclássicas.

  1. Ponte Vecchio (Ponte Velha)




Outro símbolo de Florença. Inconfundível! A cidade é atravessada pelo rio Arno e os 3 arcos da ponte ligam as duas margens.

Aqui você encontrará muitas joalherias feitas a partir do fechamento dos porticados preexistentes. Não se tem a impressão de estar em uma ponte, mas parece que é a continuação de uma rua. Por cima da Ponte Vecchio, passa o Corredor Vasariano, construído por vontade de Cosimo I dos Médicis para unir a sede do governo, Palazzo Vecchio, à residência dos Médicis, o Palazzo Pitti.

  1. Basílica de Santa Maria Novella




É uma das igrejas mais bonitas de Florença, tanto que era chamada por Michelangelo de “Minha Esposa”. Quartel-general da Ordem dos Dominicanos, no seu interior é possível admirar diversas obras de arte, como o Crucifixo de Giotto, a Trinità de Massacio, os afrescos de Ghirlandaio no altar principal e afrescos de Fillipino Lippi. Não deixe de visitar o Museu de Santa Maria Novella e a Farmácia Santa Maria Novella.

  1. Basílica de Santa Croce



Santa Croce é a mais importante igreja franciscana de Florença. Simples, mas imponente, a Basilica de Santa Croce é conhecida como o “Tempio dell' Italie Glorie” (Templo das Glórias Italianas) por causa dos túmulos de personagens ilustres que se encontram no seu interior. Alí repousam Michelangelo, Galileu, Maquiavel, Rossini, Ugo Foscali, entre outros. Importante também o ciclo de afrescos feito por Giotto e seus seguidores, o crucifixo de Cimabue e as obras de Donatello.

  1. Galleria degli Uffizi



É o principal museu de Florença onde é possível admirar as obras dos grandes mestres italianos: Michelangelo, Leonardo da Vinci, Paolo Uccello, Botticelli, Giotto, Rafael, Tiziano, Caravaggio, etc. O museu também possui um núcleo importante de esculturas romanas e gregas. Super recomendado comprar os bilhetes de entrada com antecedência, para evitar longas filas de espera. Se você é apaixonado por arte, não pode deixar de visitar esse museu.

  1. Galleria dell'Accademia



A Galleria dell'Accademia é o segundo museu mais visitado de Florença. Possui uma grande coleção de pinturas primitivas, mas o carro chefe são as obras de Michelangelo: os prisioneiros e o famoso David. O museu possui também uma importante coleção de instrumentos musicais que pertenceram as família Medici e aos Lorenas.

Conheça o nosso tour guiado na Galleria dell'Accademia e descubra os segredos da escultura mais importante do Renascimento Italiano: O David de  Michelangelo.

  1. Palazzo Pitti e Jardim de Boboli



Construído para ser a residência da família Pitti (daí o nome), em seguida foi comprada pelos Médicis. Foi a última residência dos Médicis, depois dos Lorenas e dos Savoias, no período que Florença foi a capital da Itália. Hoje é sede de diversos museus: Galleria Palatina, Galeria de Arte Moderna, Galleria del Costume, Museu do Tesouro do Grão Duque, Museu da Porcelana.
Atrás do Palazzo Pitti, tem os Jardins Boboli, um verdadeiro parque histórico da cidade. O Jardim de Boboli é um modelo de jardim italiano cuja vasta superfície é um verdadeiro museu ao ar livre, com estátuas, grutas e fontes. Passear no seu verde e o silêncio é quase surreal.

  1. Piazzale Michelangelo



Se queres ter a melhor vista de Florença, não podes deixar de visitar o Piazzale Michelangelo. É uma grande praça dedicada a Michelangelo que foi construída no alto de uma colina, onde é possível ver a cidade do alto, um verdadeiro belvedere de Florença. É possível ir a pé, ou você pode pegar o ônibus 12 ou 13 na estação Santa Maria Novella. Do Piazzale Michelangelo você pode visitar a igreja de San Miniato al Monte e o Jardim das Rosas.

  1. Mercato Centrale (Mercado Central)




Imperdível para amantes da gastronomia florentina. Na parte térrea é um verdadeiro mercado de frutas, legumes, carnes e produtos típicos alimentares. No andar superior tem a praça de alimentação com diversos restaurantes com comidas típicas.


Se você que conhecer os tesouros de Florença acompanhados por uma guia brasileira, fale conosco. Podemos montar um roteiro personalizado para você e para sua família.



quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O que ver em Tropea

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Tropea, localizada na região da Calábria, é uma meta turística extremamente econômica e oferece águas cristalinas e paisagens de tirar o fôlego.

O mar de Tropea, com suas águas turquesas, foi listado como uma  das mais belas praias da Europa pela famosa  Sunday Times. Tropea possui dois quilômetros de praia de areia branca e fina e mais de um quilômetro de costa rochosa.


O que ver em Tropea?



No lido Tropical (ou qualquer outra praia bem equipada), você poderá alugar um pedaló e ir até a Gruta Azul. O sul de Tropea é perfeito para aqueles que gostam de mergulhar, pois é caracterizada por cenários rochosos, de fato, a Gruta Azul está escondida entre rochas e pequenas praias isoladas de cores únicas. 

O lado norte caracteriza-se pela famosa rocha de Santa Maria dell'Isola, símbolo de Tropea. A praia de Roccetta é  famosa especialmente pelas suas águas cristalinas e turquesas!

O que ver em Tropea e os arredores, as ilhas sicilianas


Do porto de Tropea é possível embarcar paras as Ilhas Eólias. Há mini-cruzeiros de um dia  ou a experiência "Stromboli By Night", que lhe dá a chance de ver o espetáculo do fogo do vulcão Stromboli.  Dentro da instalação portuária, é possível alugar barcos infláveis, embarcações de vela ou motorizadas. Há também um centro de mergulho no porto.


O que ver em Tropea, o centro



O centro de Tropea é o destino típico para turistas e para quem quem está procurando por lembranças e, acima de tudo, para aqueles que querem comprar especialidades gastronômicas da Calábria. O centro é repleto de lojas e restaurantes que  foram escavados diretamente na pedra arenosa: o centro de Tropea se desenvolve na fortaleza medieval, uma rocha circular com vista para o mar azul turquesa de Tropea. Não deixe de provar a cebola vermelha de Tropea!

Aqueles que têm interesses históricos /culturais  podem visitar a Catedral Normanda com o Museu em anexo. O coração do centro histórico de Tropea é a Piazza Ercole.



O que ver em Tropea e nas redondezas, Capo Vaticano


Quem vai a Tropea não pode deixar de visitar uma etapa obrigatória: o Capo Vaticano com seu belvedere. Passando pela Viale Berto, você alcançará o Belvedere del Faro, onde poderá caminhar por uma estrada íngreme para alcançar a mais bela vista da costa: atrás de você, veja o farol majestoso, enquanto você pode admirar o Estreito de Messina e até as Ilhas Eólias. A visita a Capo Vaticano é recomendada apenas com céu claro para não prejudicar a vista esplêndida. 


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