O Teatro de Marcello de Roma

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Caminhando pelas ruas de Roma, mais precisamente no bairro do Gheto, vocês encontrarão um monumento muito peculiar que guarda mais de dois mil anos de história. Parece uma pequena cópia do Coliseu que, ao contrário do Teatro di Marcello foi construído, no entanto 83 anos mais tarde.

Observando bem  poderemos notar as diferenças entre os dois monumentos, o mais óbvio é, sem dúvida, a estrutura. O Teatro de Marcello tem uma estrutura semicircular enquanto o Coliseu é redondo, ou seja, é um anfiteatro. Em época romana, o teatro era usado principalmente para apresentação de espetáculos teatrais e o anfiteatro era usado para lutas de gladiadores.

O Teatro Marcello é, talvez, o mais antigo teatro romano que chegou até nós. Sua construção foi iniciada por Julio César, mas foi terminada  por Augusto no 17 século a.C. e foi dedicado a memória de Marcello, sobrinho e herdeiro do Imperador que morreu muito jovem. 

A fachada era toda feita em travertino (pedra tipica da região de Roma) e apresentava em origem 41 arcos emoldurados por pilares com semi colunas dóricas no piso inferior e colunas iônicas no piso superior. O terceiro andar, que foi completamente perdido, possuia uma cobertura fechada com pilastras coríntias. Sobre as chaves dos arcos existiam grandes máscaras teatrais feitas em mármore; a altura total do edifício deveria  ser de cerca de 33 metros, enquanto que a capacidade do auditório (130 metros de diâmetro) era 15.000 espectadores, podendo chegar a 20.000, em condições especiais. 
 
O teatro, provavelmente era ainda em funcionamento no século IV dC.

No verão. o Teatro de Marcello ganha vida com o festival de música "Concertos do templo", no qual são apresentados para o público italiano e estrangeiros diversos  artistas do mais alto nível.

Endereço: Via del Teatro di Marcello - O teatro é visível somente na parte externa.

 Video com a reconstrução em 3D  - Progetto Traiano 

Touristico, o seu consultor de viagens na Italia

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O post de hoje é uma super dica para quem estiver planejando viajar pela Italia. O Noticias da Bota apresenta a todos os nossos leitores o Touristico, uma empresa fundada e gestida por uma brasileira, que oferece serviços de consultoria e planejamento de viagens a Italia. O Touristico te acompanhará durante todo o período da sua viagem à Italia, lhe dando as melhores dicas, conforto e acima de tudo segurança.   
  
O Noticias da Bota recomenda o Touristico porque conhecemos a seriedade e o profissionalismo da sua fundadora e administradora Ana Patricia da Silva.

Boa leitura!


Itália: Arte e Cultura com Touristico!


Se você estiver procurando um lugar onde se respira arte e história, a Itália é o lugar ideal para uma visita! Não é a toa que suas cidades são conhecidas como as mais populares do mundo quando o assunto é turismo cultural. Ricas em monumentos antigos, igrejas, castelos, museus, entre outros, elas são perfeitas para qualquer estação do ano! 

Considerada um dos países mais bonitos do mundo, a Itália possui um patrimônio infinito de passeios culturais. Somente para se ter idéia, ela tem cerca de 70% do patrimônio histórico e artístico do mundo! O país preserva séculos de história.

Marcadas pelas atividades dos grandes artistas e patronos, estas cidades são verdadeiras obras de arte; museus ao ar livre que se pode visitar e desfrutar em todos os seus aspectos em percursos que acompanham a descoberta não somente de Igrejas, monumentos, mas também de lojas de artesanato, mercados e feiras, festivais e teatros, combinando tradições, cultura e entretenimento. 

Torino, Milão, Veneza, Bolonha, Verona, Ferrara, Florença, Perugia, Roma, Nápoles, Palermo, são as cidades de arte mais famosas do país, mas o território é recheado de centros históricos de belezas incomparáveis! Somente para você ter idéia do que poderá encontrar neste país: 95.000 igrejas monumentais, 40.000 entre fortalezas e castelos, 30.000 casas históricas com 4.000 jardins, 36.000 arquivos e bibliotecas, 20.000 centros históricos, 5.600 museus e sítios arqueológicos, 1.500 mosteiros.

Podemos realizar viagens para descobrir as residências das antigas famílias nobres, conhecer museus famosos mundialmente, como por exemplo os Museus Capitolinos, em Roma, os Museus do Vaticano, a Galeria Uffizi, em Florença, a Pinacoteca di Brera, em Milão, conhecer zonas de imcomparável beleza naturalistica como Cinqueterre em Ligura, Capri e Costeira Amalfitna na Campânia, em suma descobrir excepcionais sítios arqueológicos, como Pompéia, Herculano, Paestum, Agrigento, onde se respira a história de um passado emocionante e majestoso. 

Não quero apenas falar deste lado da Itália, não quero te apresentar importantes cidades do norte e do centro, gostaria de te contar um pouco daquela Itália que ninguém valoriza, mas que esconde tantos tesouros artísticos e culturais que, quando você descobre, você não consegue mais esquecer. 

O Sul da Itália, desconhecido e que esconde ângulos inesperados, contém um patrimônio artístico dos mais espetaculares da famosa “bota”: igrejas, museus, mosaicos e palácios que contam um passado de lutas e conquistas de uma zona da Itália que não é reconhecida como deveria devido ao difícil acesso e, principalmente, por conta da pouca política de valorização. 

O que conhecer na Itália? Como viver uma experiência de busca do que é mais belo e único que a Itália pode nos oferecer? Enfim, como você percebeu, escolher o que visitar é difícil, especialmente se for sua primeira vez! Até mesmo se você estiver indo pela segunda vez, é sempre difícil escolher o que fazer! 

Confiar em alguém que por ofício realiza pequenas jóias, chamadas viagens, é certamente importante, ainda mais se o país de destino tem uma linguagem diferente da sua. Quantas são as dificuldades! Touristico derruba todas elas, nunca deixando você sozinho, te seguindo em cada passo da sua viagem, desde a organização da chegada até a partida. 

Com Touristico, você nunca vai se sentir sozinho, o diferencial do nosso trabalho é justamente o atendimento que o viajante recebe do inicio ao fim da viagem em língua portuguesa.  

Com mais de três anos no mundo do turismo italiano certamente irá lhe fornecer o que você precisa, tornando a sua viagem inesquecível. Têm dúvidas? Peça as nossas referências!


Ana Patricia Da Silva, Turismóloga, Calábria
Fundadora: Touristico - Consultoria Turística Itália Brasil 

O que visitar em Lucca?

sábado, 29 de novembro de 2014

Piazza dell'Anfiteatro
O que visitar em Lucca? A cidade de Lucca é uma das jóias da Toscana, um ponto de chegada ou de passagem que não pode ser ignorado por sua beleza artística e acima de tudo pelo seu sugestivo ambiente. Depois de visitar Lucca, muitos visitantes estrangeiros com a beleza e a tranquilidade da cidade.

Visitar Lucca é um mergulho nas ruas estreitas do centro histórico de uma das cidades antigas mais bem preservadas no mundo, é caminhar por cima da quase intacta muralha renascentista, é saborear os pratos locais nas muitas tabernas e participar das diversas iniciativas culturais organizadas pela cidade como o Lucca Summer  Festival, que acontece todos os anos no mês de Julho na Piazza Napoleone.

Quem visita a cidade de Lucca é surpreendido com a possibilidade de admirar os diferentes aspectos da parte antiga da cidade e seus arredores.
Muralha de Lucca: local ideal para uma caminhada
A visita pode começar com uma caminhada pela muralha de Lucca, construída no início do Século XVI e transformada em parque urbano em meados do Século XIX. Preservada até hoje, a muralha de Lucca é  considerada como um verdadeiro símbolo da cidade. Hoje, a grande muralha é utilizada tanto pelo povo local como pelos turistas, como espaço para curtir e passar o tempo livre, à sombra de árvores.
 
Visível a partir dos Muros, destacam-se a Torre Guinigi,  famosa torre arborizada construída em torno de 1390 pela poderosa família de Lucca Guinigi, e a  Torre delle ore (Torre das Horas)  construída em época  medieval por vontade do governo da cidade.

O Duomo de San Martino
A cidade de Lucca é tradicionalmente conhecida como a cidade das cem igrejas justamente por causa do grande número de edifícios religiosos construídos em várias épocas no centro histórico, no interior das muralhas. Este apelido não é um caso quando consideramos que, além do grande número de igrejas oficiais, cada palácio tem sua própria capela. Atualmente, muitas igrejas foram desconsagradas, mas ainda existe um número significativo de edifícios religiosos de grande interesse que merecem uma visita.

O Duomo de Lucca, a Catedral de San Martino, fundada por San Frediano no século XI e posteriormente reestruturada, além da beleza arquitetônica  medieval e renascentista, contém obras-primas de Nicola Pisano, Jacopo della Quercia e Tintoretto. No interior também são preservados o antigo crucifixo da Santa Face e o túmulo de Ilaria del Carretto. 

Famosa por sua localização central é a igreja de San Michele in Foro, estrutura em mármore construída a partir de 1070. É um exemplo representativo da arquitetura romanica de Pisa e Lucca. A Igreja de San Michele in Foro é localizada na Piazza que recebe o mesmo nome da igreja e onde em época romana existiam o Forum (daí o nome San Michele in Foro (forum). Ainda hoje, a Piazza San Michele é o ponto central da vida da cidade. 
 
Igreja de San Michele in Foro
Da igreja de San Michele, percorrendo a principal rua da cidade, Via Fillungo, você pode facilmente chegar à Basílica de San Frediano, um dos mais antigos edifícios religiosos de Lucca.
Continuando a visita da cidade é recomendado um passeio na Via Fillungo, a rua principal que corta o centro histórico e onde se encontram os edifícios medievais. A Via Fillungo é  o coração de  cidade Lucca e combina inteligentemente o antigo e o moderno permitindo uma visita interessante entre edificios antigos e lojas comerciais e artesanais.   

Imperdível é a visita a Piazza  dell'Anfiteatro, onde ficava o antigo anfiteatro romano e  hoje é conhecida como  Praça do Mercado.  A Praça do Anfiteatro é uma jóia para a cidade de Lucca, com seus restaurantes acolhedores e suas oficinas de pintores e artistas.

Torre Guinigi
Na visita de Lucca não pode faltar uma espiadinha na Piazza Napoleone, chamada pelos cidadãos de Lucca de Piazza Grande. A praça sempre foi um espaço criado para ser o centro do poder político juntamente com o  Palazzo Ducale que atualmente é a sede da província de Lucca. O visual da praça é muito diferente daquele original. A Praça Napoleone foi construída no século XIX por Elisa Bonaparte, para prestar homenagem a seu irmão Napoleão Bonaparte. Hoje, a Piazza é vista principalmente como um dos pontos principais da cidade de Lucca por causa do seu ambiente espaçoso e elegante.
 
Tentando tirar o máximo proveito dos seus prédios históricos, a cidade de Lucca transformou vários palácios em grandes museus e grandes edifícios públicos. Entre estes, recomendamos uma visita ao Palazzo Mansi, edifício do século XVII que abriga a Pinacoteca Nazionale e possui uma grande coleção de obras italianas e estrangeiras  feitas entre o Renascimento e o século XVIII.

Bom passeio! 


A muralha de Lucca vista da parte externa

 


O terraço dos Uffizi e a fonte do Nano Morgante

domingo, 16 de novembro de 2014

A Loggia dei Lanzi localizada na piazza della Signoria em Florença foi construída entre os anos 1376 e 1382 para acomodar as cerimônias oficiais da República florentina. Em 1583 o arquiteto Bernardo Buontalenti criou o terraço superior para que a familia Medici, pudesse assistir às cerimônias e performances que aconteciam na praça abaixo, sem se misturar com o povo.

Hoje o terraço da Loggia dei Lanzi è conhecido como a "Terrazza Panoramica" da Galleria degli Uffizi, onde se encontra o bar e o café do Uffizi.

A partir do Terraço do Uffizi podemos desfrutar de uma vista extraordinária sobre a cidade de Florença: Palazzo Vecchio, Duomo, a Torre Campanária de Giotto... Tudo à poucos metros dos nossos olhos.

No charmoso terraço podemos admirar uma fonte de pedra com uma reprodução moderna feita em bronze pela Fonderia Marinelli,  do Nano Morgante  (Anão) montando um monstro marinho - obra original do escultor maneirista Giambologna.
 
A fonte foi colocada em 1972, doação do Lions Club Firenze, em memória do empenho do Lions de todo o mundo por ocasião da grande enchente que aconteceu em Florença no ano  de 1966.
 

 O Nano Morgante foi o mais famoso dos anões da corte de Cosimo I de 'Medici. Viveu na segunda metade do século XVI e foi retratado pelos maiores artistas da época. A estátua de bronze de Giambologna foi  comissionada por Francesco I de 'Medici para a fonte do terraço. O Nano Morgante original de Giambologna  hoje se encontra no museu do Bargello em Florença.



 

Restaurante em Florença: Benedicta

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Diversos leitores do blog e até alguns clientes (para quem não sabe, sou guia de turismo oficial na cidade de Florença) me pedem dicas de restaurantes. Dificilmente você encontrará em Florença um restaurante onde não se "mangia bene", mas é legal também ter dicas de restaurantes dadas por quem conhece a cidade, para evitar os "pegas turistas".

Eu sempre tive dificuldades de encontrar um restaurante "carino" como dizem os fiorentinos na Zona de Santa Maria Novella, próximo a estação de trem que possui o mesmo nome. Dias atrás, uma amiga me convidou para jantar em um restaurante que é localizado na zona em questão. Fiquei muito curiosa, pois eu não conhecia o restaurante. Trata-se do Ristorante Benedicta, localizado na

Na hora marcada, estava eu lá em frente ao restaurante e ao entrar tive uma grata surpresa. O restaurante era pequeno, com poucas mesas e tinha uma atmosfera muito acolhedora. Minha amiga me convitou para conhecer o jardim interno do restaurante.O jardim florito é muito elegante e ao mesmo tempo muito reservado, um verdadeiro oásis de tranquiladade.

O menu é composto especialmente por pratos finos e saborosos e varia de acordo com a estação do ano.

O nosso jantar ficou por conta da sugestão do maitre:

Antipasto: “Spaghetti” di cetriolo con salsa di avocado e pomodorini (spaghetti de pepino con molho de abacate e tomates)

Primo piatto: Risotto ai funghi porcini

Secondo piatto: Filetto e asparagi

Sobremesa: Tiramisù



Você poderá conhecer melhor o Ristorante Benedicta através do site http://www.ristorantebenedicta.it
Endereço: via Benedetta 12/r , Firenze

A culinária florentina

Bistecca alla fiorentina
O mundo conheceu a culinária florentina  no ano de 1533 quando Catarina de Médici casou com Henrique de Valois, Rei de França. Catarina tinha apenas 14 anos de idade, mas já amava a boa comida e   levou para a França alguns cozinheiros e confeiteiros de Florença. Com a chegada da nova rainha, a França conheceu os aromas e os perfumes da cozinha florentina, através de algumas receitas, tais como  " la salsa colla" (hoje chamada de besciamella), a sopa de cebola, "la lingua in dolce forte".

Bem diferente era a comida das pessoas comuns, que era baseada em ingredientes simples e pobres como o pão, azeite  verduras e legumes. É principalmente essa cozinha "pobre"  que tem sido passada de pai para filho, ou melhor de mãe para filha em família, é que deu origem a atual culinária florentina. É claro que ainda hoje existem receitas mais elaboradas, como carnes preparadas em Dolce forte.

O prato florentino que se tornou mais famoso em todo mundo é, sem dúvida, a "Bistecca alla fiorentina".  Feita com  carne bovina de alta qualidade (a verdadeira bistecca tem que ser feita com a raça Chianina!) e que deve ser cortada com perfeição, (o corte da carne lembra um coração) com uma espessura de cerca de 5-6 cm. A bistecca alla fiorentina é cozida na grelha (de preferência com carvão de castanheiro) e é servida literalmente ao  sangue - não peça para ser mais passada, porque a carne fica dura e alguns restaurantes tradicionais de Florença, se negam a sair da tradição! A  Bistecca è temperada depois de sair da brasa com sal, pimenta e um fio de azeite.

Pappa al pomodoro
O primeiro e verdadeiro prato toscano é a sopa: Pappa al pomodoro e Ribollita servidas principalmente no inverno e substituídas no verão pela panzanella.

Além da bistecca alla fiorentina, outras carnes caracterizam a culinária de Florença: carne de veado, carne de porco, especialmente as costelinhas de porco que são chamadas de "rosticciana" e também diversos ensopados e cozidos.

 Os fígados e as moelas de galinha são os ingredientes básicos para os famosos "crostini" que juntamente com presuntos, finocchiona e linguiças é o antipasto típico da Toscana.

Passeando pelas ruas de Florença, você se depara com a famosa tripa fiorentina ou o lampredotto: verdadeiras delícias que podem ser encontradas em restaurantes, tavernas ou quiosques .  Trata-se dos  típicos sanduiches feitos a base de dobradinha e molho de tomate.  O verdadeiro apreciador da boa comida, sabe que a miudezas cozidas com a arte, são uma iguaria!

Entre as sobremesas a dica é o antiguissimo castagnaccio, uma espécie de bolo feito com farinha de de castanha,  a schiacciata alla fiorentina e la deliciosa schiacciata con l'uva.

Castagnaccio

Lampredotto

Ribollita  

Crostini de figado de galinha

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Sua majestade, o vinho Brunello

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Produzido especialmente em Montalcino, cidade que pertence a Provincia de Siena, o vinho Brunello é  uma das jóias da Toscana. Trata-se de um vinho tinto, classificado como DOCG (Denomição e origem controlada e garantida).

O vinho Brunello é relativamente recente: o seu nascimento remonta ao final do século XIX . Foi nesse periodo que Clemente Santi começou a estudar uma variante de uva Sangiovese, chamada Sangiovese grosso, que em Montalcino recebeu o nome de brunello, devido a sua cor escura. Por volta do ano de 1860, o neto de Clemente, chamado Ferrucio Biondi-Santi iniciou a produção de um vinho de excelente qualidade. Somente apòs 1950, è que o vinho Brunello ganhou fama internacional: de Montalcino para o mundo!

 O Brunello deve ser aberto algumas horas antes do consumo, ainda melhor se decantado em uma garrafa e servida em temperatura ambiente, 18-20 ° C. Vai muito bem com assados ​​de carne vermelha e queijos envelhecidos.

Uva Brunello (Sangiovese grosso) - Photo credits: Consorzio del Vino Brunello di Montalcino
O Brunello di Montalcino é um vinho visualmente claro, de cor brilhante. Ele possui um perfume intenso, persistente e etéreo, com indícios de vegetação rasteira, madeira aromática, frutas vermelhas e baunilha Na boca o vinho é elegante e harmonioso, seco, com uma longa persistência aromática.

Devido às suas características, o Brunello di Montalcino perdura longo envelhecimento, melhorando ao longo do tempo. É difícil dizer quantos anos ele pode ficar  na garrafa pois depende do ano de produção.O tempo pode variar entre 10 anos e 30, mas podeser mantido por mais tempo.
Evidentemente, devem ser armazenados de forma correta: numa cave fria, mas especialmente, a uma temperatura constante, no escuro, sem o ruído e sem  odores; as garrafas sempre na posição horizontal.
 
Área de produção: É produzido apenas no território da cidade de Montalcino, na província de Siena.
Características: Uvas : Sangiovese Grosso  (que em Montalcino é chamada de Brunello ) 100% . 
Graduação:Mínimo de 12,5 °   
Envelhecimento obrigatórios 4 anos , 3 dos quais em barricas de carvalho . Após 5 anos de envelhecimento è qualificado como Reserva.  
Servido à temperatura ambiente (entre 18 e 20 graus).
 
Montalcino - Photo credits: Consorzio del Vino Brunello di Montalcino

Le Cascine a maior área verde de Florença

terça-feira, 22 de julho de 2014


Para quem está a procura de uma pausa entre um passeio e outro, momento de relax com piquenique e jogos com seus filhos, um lugar absolutamente “green” para se relaxar... Le Cascíne é a pausa ideal, obrigatória na cidade, além de tranquilidade garantida!

O pulmão verde de Florença, a dois passos do centro histórico, e do Grand Hotel Adriatico é o maior parque da cidade. Nasce paralelo ao Rio Arno, atravessando Florença de norte à sul. São 160 hectares, dispostos em 3 Km abrigando mais de 19.000 árvore.

Le Cascíne é o jardim mais amado pelos fioreninos, uma das fazendas medíceas rica de estórias e história. De fato, desde 1531 os Médices tomaram posse deste terreno com o objetivo de praticar a caça e a agricultura. Somente no séc. XIX foi aberto ao público.

Dentro do parque existem várias curiosidades históricas do período renascentista de como a familia utilizava o terreno para o seu bel prazer.

Horário – sempre acessível.
Estacionamento e ingresso grátis. 
 
Clique aqui no Site do parque


Piramide: Era utilizada nos tempos dos Médices como geladeria. Hoje é somente uma construção em uma das estradinhas do parque. Alí vinha depositado a neve do inverno, que era necessária na conservação dos queijos produzidos pela fazenda.

Quem quiser mais informação sobre outros parque e jardins em Florença é só entra no site: Firenze turismo.

Bom passeio!!






Texto: Ana Luiza de Souza







A Galeria Uffizi em Florença

domingo, 25 de maio de 2014

A Galeria Uffizi foi o primeiro museu europeu montado para servir a propósto que não era apenas - ou ao menos em essência - privados. Quando o núcleo original da coleção tomou forma, o grande palácio destinado a abrigá-la e a dar-lhe forma já existia. Cosimo I de' Medici (1519-1574), que se tornou o primeiro grão-duque da Toscana em 1569, encarregou a construção do palácio Giorgio Vasari (1511-1574). O palácio foi originalmente planejado para abrigar os gabinetes administrativos do novo grão-ducado. 

De arquitetura elegante porém severamente oficial, os Uffizi dispõe-se como uma ferradura em torno de seu pátio e situa-se entre o Rio Arno e a Piazza della Signoria, o centro administrativo, político e civil de Florença. No andar térreo há uma colunata aperta com grandes portas entralhadas que conduzem a vários gabinetes. Acima dessa colunata erguem-se dois andares. Desde do começo, os Medici usavam o andar superior mais para lazer do que para as funções burocráticas. As arejadas varandas proporcionam vistas extraordinárias: ao sul, o Rio Arno e as colinas dominadas pelo Palazzo Pitti, a Fortaleza do Belvedere e a igreja de San Miniato al Monte; ao norte a praça, com vista da torre do Palazzo Vecchio e da cúpula de Santa Maria del Fiore. 

A idéia de combinar a soberba coleção de arte dos Medici com essas deslumbrantes vistas da natureza e da vida da cidade foi estimulante e inovadora, mas coube a um outro governanteãoutro arquiteto levá-la adiante: Francesco (1541-1587), filho de Cosimo que reuniu uma refinada coleção, e Bernado Buontalenti (1536-1508), maneirista versátil e técnico brilhante capaz de dar formas às fantasias do seu patrão.

A Tribuna da Galeria dos Uffizi
A colaboração entre eles resultou no núcleo da futura galeria, na grande sala octagonal chamada de tribuna e nas salas da ala leste do quarto andar do palácio. Entre todas as salas, a Tribuna era a verdadeira jóia do museu. A decoração da sala tinha um complexo significado cosmológico:  o desenho dos pisos de mármore era uma alusão à terra; o tecido vermelho que cobria as paredes era uma alusão ao fogo; a abóboda octogonal, incrustada com madrepérola e coroada por uma rosa dos ventos, presentava a água e o ar. O símbolo da familia Medici estavam espalhados por todas as partes, indicando que a dinastia reinante, responsável pela imponente coleção era proeminente na ordem cósmica.

Os corredores eram margeados por antigas esculturas romanas que ainda hoje constituem ma das mais importantes coleções do museu.

O primeiro corredor, decorado com esculturas antigas romanas

O Museu sobreviveu quase incólume aos confiscos do período napoleônico e aos saques da segunda guerra mundial. Hoje a Galeria exibe esculturas antigas ao longo das grandes escadaria e nos corredores e possui mais de 45 salas dedicadas à pintura dos séculos XIII ao XIX. Essas obras são divididas por escolas, de acordo com a reorganização feita depois da segunda guerra mundial. Outras peças estão dispostas no Corredor Vasariano, aréa que infelizmente nem sempre está aberta ao público. No terceiro andar do Edificio, no que outrora foi o vestíbulo do teatro de Francesco (hoje destruído), está a coleção de desenhos e gravuras. Uma das mais importantes do mundo em seu gênero, a coleção contém cerca de 110 mil folhas.

O Edificio também abriga uma importante coleção de autorretratos, iniciada pelo Cardeal Leopoldo de'Medici e aumentada em 1981, por ocasião do 400o. aniversário da Galeria dos Uffizi, com um presente de 20 autorretratos doados por pintores contemporâneos.

No próximo post falaremos um pouco mais sobre as obras expostas na Galeria dos Uffizi. Fique com a gente!



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Escreva pra gente: contato@noticiasdabota.com