Restaurante em Florença: Benedicta

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Diversos leitores do blog e até alguns clientes (para quem não sabe, sou guia de turismo oficial na cidade de Florença) me pedem dicas de restaurantes. Dificilmente você encontrará em Florença um restaurante onde não se "mangia bene", mas é legal também ter dicas de restaurantes dadas por quem conhece a cidade, para evitar os "pegas turistas".

Eu sempre tive dificuldades de encontrar um restaurante "carino" como dizem os fiorentinos na Zona de Santa Maria Novella, próximo a estação de trem que possui o mesmo nome. Dias atrás, uma amiga me convidou para jantar em um restaurante que é localizado na zona em questão. Fiquei muito curiosa, pois eu não conhecia o restaurante. Trata-se do Ristorante Benedicta, localizado na

Na hora marcada, estava eu lá em frente ao restaurante e ao entrar tive uma grata surpresa. O restaurante era pequeno, com poucas mesas e tinha uma atmosfera muito acolhedora. Minha amiga me convitou para conhecer o jardim interno do restaurante.O jardim florito é muito elegante e ao mesmo tempo muito reservado, um verdadeiro oásis de tranquiladade.

O menu é composto especialmente por pratos finos e saborosos e varia de acordo com a estação do ano.

O nosso jantar ficou por conta da sugestão do maitre:

Antipasto: “Spaghetti” di cetriolo con salsa di avocado e pomodorini (spaghetti de pepino con molho de abacate e tomates)

Primo piatto: Risotto ai funghi porcini

Secondo piatto: Filetto e asparagi

Sobremesa: Tiramisù



Você poderá conhecer melhor o Ristorante Benedicta através do site http://www.ristorantebenedicta.it
Endereço: via Benedetta 12/r , Firenze

A culinária florentina

Bistecca alla fiorentina
O mundo conheceu a culinária florentina  no ano de 1533 quando Catarina de Médici casou com Henrique de Valois, Rei de França. Catarina tinha apenas 14 anos de idade, mas já amava a boa comida e   levou para a França alguns cozinheiros e confeiteiros de Florença. Com a chegada da nova rainha, a França conheceu os aromas e os perfumes da cozinha florentina, através de algumas receitas, tais como  " la salsa colla" (hoje chamada de besciamella), a sopa de cebola, "la lingua in dolce forte".

Bem diferente era a comida das pessoas comuns, que era baseada em ingredientes simples e pobres como o pão, azeite  verduras e legumes. É principalmente essa cozinha "pobre"  que tem sido passada de pai para filho, ou melhor de mãe para filha em família, é que deu origem a atual culinária florentina. É claro que ainda hoje existem receitas mais elaboradas, como carnes preparadas em Dolce forte.

O prato florentino que se tornou mais famoso em todo mundo é, sem dúvida, a "Bistecca alla fiorentina".  Feita com  carne bovina de alta qualidade (a verdadeira bistecca tem que ser feita com a raça Chianina!) e que deve ser cortada com perfeição, (o corte da carne lembra um coração) com uma espessura de cerca de 5-6 cm. A bistecca alla fiorentina é cozida na grelha (de preferência com carvão de castanheiro) e é servida literalmente ao  sangue - não peça para ser mais passada, porque a carne fica dura e alguns restaurantes tradicionais de Florença, se negam a sair da tradição! A  Bistecca è temperada depois de sair da brasa com sal, pimenta e um fio de azeite.

Pappa al pomodoro
O primeiro e verdadeiro prato toscano é a sopa: Pappa al pomodoro e Ribollita servidas principalmente no inverno e substituídas no verão pela panzanella.

Além da bistecca alla fiorentina, outras carnes caracterizam a culinária de Florença: carne de veado, carne de porco, especialmente as costelinhas de porco que são chamadas de "rosticciana" e também diversos ensopados e cozidos.

 Os fígados e as moelas de galinha são os ingredientes básicos para os famosos "crostini" que juntamente com presuntos, finocchiona e linguiças é o antipasto típico da Toscana.

Passeando pelas ruas de Florença, você se depara com a famosa tripa fiorentina ou o lampredotto: verdadeiras delícias que podem ser encontradas em restaurantes, tavernas ou quiosques .  Trata-se dos  típicos sanduiches feitos a base de dobradinha e molho de tomate.  O verdadeiro apreciador da boa comida, sabe que a miudezas cozidas com a arte, são uma iguaria!

Entre as sobremesas a dica é o antiguissimo castagnaccio, uma espécie de bolo feito com farinha de de castanha,  a schiacciata alla fiorentina e la deliciosa schiacciata con l'uva.

Castagnaccio

Lampredotto

Ribollita  

Crostini de figado de galinha

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Sua majestade, o vinho Brunello

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Produzido especialmente em Montalcino, cidade que pertence a Provincia de Siena, o vinho Brunello é  uma das jóias da Toscana. Trata-se de um vinho tinto, classificado como DOCG (Denomição e origem controlada e garantida).

O vinho Brunello é relativamente recente: o seu nascimento remonta ao final do século XIX . Foi nesse periodo que Clemente Santi começou a estudar uma variante de uva Sangiovese, chamada Sangiovese grosso, que em Montalcino recebeu o nome de brunello, devido a sua cor escura. Por volta do ano de 1860, o neto de Clemente, chamado Ferrucio Biondi-Santi iniciou a produção de um vinho de excelente qualidade. Somente apòs 1950, è que o vinho Brunello ganhou fama internacional: de Montalcino para o mundo!

 O Brunello deve ser aberto algumas horas antes do consumo, ainda melhor se decantado em uma garrafa e servida em temperatura ambiente, 18-20 ° C. Vai muito bem com assados ​​de carne vermelha e queijos envelhecidos.

Uva Brunello (Sangiovese grosso) - Photo credits: Consorzio del Vino Brunello di Montalcino
O Brunello di Montalcino é um vinho visualmente claro, de cor brilhante. Ele possui um perfume intenso, persistente e etéreo, com indícios de vegetação rasteira, madeira aromática, frutas vermelhas e baunilha Na boca o vinho é elegante e harmonioso, seco, com uma longa persistência aromática.

Devido às suas características, o Brunello di Montalcino perdura longo envelhecimento, melhorando ao longo do tempo. É difícil dizer quantos anos ele pode ficar  na garrafa pois depende do ano de produção.O tempo pode variar entre 10 anos e 30, mas podeser mantido por mais tempo.
Evidentemente, devem ser armazenados de forma correta: numa cave fria, mas especialmente, a uma temperatura constante, no escuro, sem o ruído e sem  odores; as garrafas sempre na posição horizontal.
 
Área de produção: É produzido apenas no território da cidade de Montalcino, na província de Siena.
Características: Uvas : Sangiovese Grosso  (que em Montalcino é chamada de Brunello ) 100% . 
Graduação:Mínimo de 12,5 °   
Envelhecimento obrigatórios 4 anos , 3 dos quais em barricas de carvalho . Após 5 anos de envelhecimento è qualificado como Reserva.  
Servido à temperatura ambiente (entre 18 e 20 graus).
 
Montalcino - Photo credits: Consorzio del Vino Brunello di Montalcino

Le Cascine a maior área verde de Florença

terça-feira, 22 de julho de 2014


Para quem está a procura de uma pausa entre um passeio e outro, momento de relax com piquenique e jogos com seus filhos, um lugar absolutamente “green” para se relaxar... Le Cascíne é a pausa ideal, obrigatória na cidade, além de tranquilidade garantida!

O pulmão verde de Florença, a dois passos do centro histórico, e do Grand Hotel Adriatico é o maior parque da cidade. Nasce paralelo ao Rio Arno, atravessando Florença de norte à sul. São 160 hectares, dispostos em 3 Km abrigando mais de 19.000 árvore.

Le Cascíne é o jardim mais amado pelos fioreninos, uma das fazendas medíceas rica de estórias e história. De fato, desde 1531 os Médices tomaram posse deste terreno com o objetivo de praticar a caça e a agricultura. Somente no séc. XIX foi aberto ao público.

Dentro do parque existem várias curiosidades históricas do período renascentista de como a familia utilizava o terreno para o seu bel prazer.

Horário – sempre acessível.
Estacionamento e ingresso grátis. 
 
Clique aqui no Site do parque


Piramide: Era utilizada nos tempos dos Médices como geladeria. Hoje é somente uma construção em uma das estradinhas do parque. Alí vinha depositado a neve do inverno, que era necessária na conservação dos queijos produzidos pela fazenda.

Quem quiser mais informação sobre outros parque e jardins em Florença é só entra no site: Firenze turismo.

Bom passeio!!






Texto: Ana Luiza de Souza







A Galeria Uffizi em Florença

domingo, 25 de maio de 2014

A Galeria Uffizi foi o primeiro museu europeu montado para servir a propósto que não era apenas - ou ao menos em essência - privados. Quando o núcleo original da coleção tomou forma, o grande palácio destinado a abrigá-la e a dar-lhe forma já existia. Cosimo I de' Medici (1519-1574), que se tornou o primeiro grão-duque da Toscana em 1569, encarregou a construção do palácio Giorgio Vasari (1511-1574). O palácio foi originalmente planejado para abrigar os gabinetes administrativos do novo grão-ducado. 

De arquitetura elegante porém severamente oficial, os Uffizi dispõe-se como uma ferradura em torno de seu pátio e situa-se entre o Rio Arno e a Piazza della Signoria, o centro administrativo, político e civil de Florença. No andar térreo há uma colunata aperta com grandes portas entralhadas que conduzem a vários gabinetes. Acima dessa colunata erguem-se dois andares. Desde do começo, os Medici usavam o andar superior mais para lazer do que para as funções burocráticas. As arejadas varandas proporcionam vistas extraordinárias: ao sul, o Rio Arno e as colinas dominadas pelo Palazzo Pitti, a Fortaleza do Belvedere e a igreja de San Miniato al Monte; ao norte a praça, com vista da torre do Palazzo Vecchio e da cúpula de Santa Maria del Fiore. 

A idéia de combinar a soberba coleção de arte dos Medici com essas deslumbrantes vistas da natureza e da vida da cidade foi estimulante e inovadora, mas coube a um outro governanteãoutro arquiteto levá-la adiante: Francesco (1541-1587), filho de Cosimo que reuniu uma refinada coleção, e Bernado Buontalenti (1536-1508), maneirista versátil e técnico brilhante capaz de dar formas às fantasias do seu patrão.

A Tribuna da Galeria dos Uffizi
A colaboração entre eles resultou no núcleo da futura galeria, na grande sala octagonal chamada de tribuna e nas salas da ala leste do quarto andar do palácio. Entre todas as salas, a Tribuna era a verdadeira jóia do museu. A decoração da sala tinha um complexo significado cosmológico:  o desenho dos pisos de mármore era uma alusão à terra; o tecido vermelho que cobria as paredes era uma alusão ao fogo; a abóboda octogonal, incrustada com madrepérola e coroada por uma rosa dos ventos, presentava a água e o ar. O símbolo da familia Medici estavam espalhados por todas as partes, indicando que a dinastia reinante, responsável pela imponente coleção era proeminente na ordem cósmica.

Os corredores eram margeados por antigas esculturas romanas que ainda hoje constituem ma das mais importantes coleções do museu.

O primeiro corredor, decorado com esculturas antigas romanas

O Museu sobreviveu quase incólume aos confiscos do período napoleônico e aos saques da segunda guerra mundial. Hoje a Galeria exibe esculturas antigas ao longo das grandes escadaria e nos corredores e possui mais de 45 salas dedicadas à pintura dos séculos XIII ao XIX. Essas obras são divididas por escolas, de acordo com a reorganização feita depois da segunda guerra mundial. Outras peças estão dispostas no Corredor Vasariano, aréa que infelizmente nem sempre está aberta ao público. No terceiro andar do Edificio, no que outrora foi o vestíbulo do teatro de Francesco (hoje destruído), está a coleção de desenhos e gravuras. Uma das mais importantes do mundo em seu gênero, a coleção contém cerca de 110 mil folhas.

O Edificio também abriga uma importante coleção de autorretratos, iniciada pelo Cardeal Leopoldo de'Medici e aumentada em 1981, por ocasião do 400o. aniversário da Galeria dos Uffizi, com um presente de 20 autorretratos doados por pintores contemporâneos.

No próximo post falaremos um pouco mais sobre as obras expostas na Galeria dos Uffizi. Fique com a gente!



Procurando uma visita guiada na Galeria dos Uffizi? 
Escreva pra gente: contato@noticiasdabota.com

O Duomo (Catedral) de Florença

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Dedicada a Santa Maria del Fiore (Santa Maria da Flor ),  a Catedral de Florença é o resultado do empenho de numerosos artistas que participaram nos trabalhos da sua construção por diversos séculos. Em 1294 a Corporação das Artes da lã (Arte della Lana) encarregou o arquiteto Arnolfo de Cambio de realizar uma nova catedral, no lugar da preexistente Santa Reparata. A nova construção (feita ao redor de Santa Reparata), durou muitos anos, mas Santa Reparata cumpriu as suas funções de lugar sagrado até 1375.

Os trabalhos da nova Catedral começaram no dia 08 de setembro de 1296 e prosseguiram sob a direção de vários mestres-de-obra como Giotto, Andrea Pisano, Francesco Talenti, até 1375 quando Santa Reparata foi demolida. Curiosidade: No dia 08 de setembro, a Igreja Católica celebra a natividade de Maria. 

Para a cúpula foi necessário esperar até 1420, quando Brunelleschi ganhou o concurso para a construção da enorme estrutura. Em 1434, os trabalhos acabaram e o templo foi consagrado dois anos depois, a 140 anos do início da obra. 

A lanterna, iniciada em 1445, foi acabada em 1461 com a esfera dourada, obra de Andrea del Verrocchio, mestre de Leoanrdo da Vinci. A fachada, de estilo neo-gótico, pertence ao século XIX.

A Grande Cúpola de Brunelleschi

No entanto a Catedral de Florença é famosa pela sua cúpula, obra-prima de Brunelleschi que projetou a acabou a construção entre os anos de 1420 e 1434.

O grande artista propôs a construção da enorme estrutura sem usar armaduras fixas, graças as nervuras encadenadas e tijolos postos a espinha de peixe, tudo numa dupla abóboda com interstício em forma ogival, cujo tambor tem um diâmetro de 45 metros e uma altura de cerca 90 metros.

O interior da cúpula, segundo o projeto de Brunelleschi seria decorado com mosaico, mas mais tarde foi decido que a decoração seria feita em afrescos iniciados por Giorgio Vasari e depois da morte deste, finalizado por Federico Zuccari.

Com a lanterna, desenhada por Brunelleschi a forma de templo, a cúpula alcança a altura total de 107 metros. 

Procurando uma guia brasileira em Florença? Fale com a gente! contato@noticiasdabota.com




Montalcino, a terra do vinho Brunello

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Montalcino é uma pequena cidade localizada na Provincia de Siena, no coração  da Toscana. O nome da cidade é derivado das palavras latinas mons (montanha, colina) e ilex (azinheira, carvalho), que significa "montanha de carvalhos".  

A pequena Montalcino, com seus 5000 habitantes, é uma cidade famosa pelos seus vinhos. As condições climáticas e o solo rico em nutrientes, fazem  da região uma grande produtora de  um dos melhores vinhos italianos, o vinho Brunello.
  
A história de Montalcino se confunde com as diversas batalhas que aconteceram no decorrer do tempo entre as cidades de Florença e Siena.

Montalcino não é somente vinho Brunello não! Além da degustação de vinhos , a fortaleza de Montalcino, construída em 1361 merece uma atenção especial. De lá, temos um belo  panorama  de  Montalcino e das vastas regiões vitícolas. Além disso, no pátio da Fortaleza, podemos apreciar uma seleção dos melhores vinhos Brunellos.
 
As ruas estreitas do centro são cercadas pelas antigas muralhas da cidade. Não muito longe da Piazza
del Popolo, podemos admirar  a Catedral de San Salvatore construída a partir  do século XIV.

Próximo a Montalcino, a dica é visitar a Abbazia di Sant'Atimo, mas isso será um assunto, juntamente com o vinho Brunello, para os próximos posts.!

Fortaleza de Montalcino


A Farmacia de Santa Maria Novella em Florença

sexta-feira, 28 de março de 2014


Depois de diversas dicas de hospedagem em Florença, hoje a Ana Luiza nos presenteia com uma super dica: A Farmacia de Santa Maria Novella!

"Algumas curiosidades sobre Florença.

A poucos passos do Hotel Rivoli, um antigo convento franciscano transformado em hotel, na mesma rua de nome “Via della Scala” existe uma das mais importantes excelências do Made in Italy, a Officina Profumo-Farmaceutica Santa Maria Novella.

A farmácia-perfumaria nasce em 1221 pelos padres dominicanos. Estes cultivavam no horto-botânico diversas ervas para a preparação de medicamentos, bálsamos e pomadas para a pequena enfermaria do convento. Desde o início os elixires, liquores, xaropes e perfumes a base de ervas e especiarias eram uma especialidade renomada pelas suas propriedades digestivas e tônico-fortificantes além dos perfumes com suas fragâncias especiais. Apreciados pelos viajantes e pelos senhores da nobreza que se hospedavam no convento, o consumo destes produtos se propagou por Florença e por toda Itália.

Foi assim que em 1612 o Frade Angiolo Marchissi abriu a farmácia ao público e os nobres e a realeza da época ajudaram a propagar a sua fama pelos quatro cantos do mundo, desde a Rússia, India chegando até mesmo a China, graças também, ás suas fómulas milagrosas e ás fragâncias diferentes elaboradas pelo laboratório destes frades.

A Officina Profumo-Farmaceutica Santa Maria Novella è hoje um pequeno Museu com diferentes salas decoradas com afrescos e móveis antigos, onde os produtos são ainda hoje confeccionados seguindo o procedimento artesanal da época renascimental. As receitas criadas pelos frades e as matérias-primas utilizadas são hoje rigorosamente controladas durante a produção para garantir assim a qualidade ao consumador.

O meu conselho é não deixar Florença sem vistiar este laboratório delicado e mágico, talvez levando pra casa um produto especial desta farmácia natural, além de conhecer as fragâncias com as quais se perfumavam a realeza renascentista, e ainda, você vai poder saborear os liquores e elixires dos nobres daquela época.

Aproveite Florença e descubra um cidade cheia de novidades e encantos especiais!"

Boa Viagem!
Ana Luiza



Castellina, no coração do Chianti

domingo, 23 de março de 2014

Hoje vamos conhecer a pequena cidade de Castellina in Chianti. Como diz o nome, Castellina é uma das cidades que fazem parte da zona chamada Chianti, famosa em todo mundo pela produção de vinhos. O Chianti é uma zona geográfica que é localizada entre as cidades de Florença e Siena.

O território onde surge a pequena cidade de Castellina in Chianti, em tempos muito antigo, foi povoado pela civilização etrusca. Os Etruscos foram os primeiros povos a impor o seu poder na  parte central da Península Itálica, principalmente no território onde hoje se encontra a Toscana.

Nos arredores de Castellina existem diversas casas feudais, o que nos faz compreender que essa zona foi palco de diversas batalhas, especialmente entre as cidades de Siena e Florença. As casas feudais funcionavam principalmente como ponto de defesa. De fato, Castellina in Chianti foi sempre caracterizada pela função militar. 

No século XII, Castellina foi transformada em um importante presídio florentino e um século depois, a cidade foi juntamente com as cidades de Radda in Chianti e Gaiole in Chianti, sede da "Lega del Chianti".

Nessa época Castellina já era uma cidade murada e assim suas estruturas defensivas foram reforçadas diversas vezes ao longo do tempo até a última reforma feita em meados de 1450 pelo arquiteto Giuliano da Sangallo.

O maciço muro de forma hesagonal possuia numerosas torres quadradas e duas grandes portas: uma voltada para a cidade de Siena e outra para Florença. De tudo isso  nos resta algumas torres, parte dos muros (a maior parte do muro foi englobado por algumas casas feitas em época posterior), e a grande "rocca" que hoje è o palácio da comuna. 

No centro de Castellina podemos visitar a Igreja de San Salvatore que abriga um afresco provavelmente feito no final do século XIV que representa a Virgem Maria com o Menino Jesus (Madonna col Bambino) do pintor florentino Lorenzo di Bicci.

Da pracinha em frente a Igreja parte a Via (rua) Ferruccio, que é considerada a espinha dorsal da cidade e onde podemos admirar alguns elegantes palácios feitos nos séculos XIV e XV. 

A essência de Castellina è parte medieval que podemos admirar na famosa Via delle Volte. Trata-se de um pitoresco caminho coberto que corre debaixo dos arcos de sustentação das casas que foram construídas apoiando parte dos muros da cidade. 

Quem passar por Castellina, não pode deixar de visitar uma das dezenas de vinicolas produtoras do vinho Chianti. 

A Rocca de Castellina

Via delle Volte

A Igreja de San Salvatore