Noticias da Bota: arte, vida e turismo na Italia

domingo, 27 de novembro de 2016

Visitar San Quirico d'Orcia

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San Quirico d'Orcia é uma cidade localizada na província de Siena, provavelmente de origem etrusca. A importância estratégica desta pequena cidade cresceu gradualmente na Idade Média por causa da sua excelente posição geográfica e especialmente porque a cidade é literalmente cruzada pela importante Via Francigena. 

Para saber mais informações sobre a Via Francigena acesse o seguinte post: A Via Francigena e a peregrinação na Idade Media

Faz parte do território de San Quirico d'Orcia o famoso vilarejo termal  Bagno Vignon. Saiba mais sobre Bagno Vignoni e suas águas termais no post Bagno Vignoni e suas águas termais.




San Quirico d'Orcia pertence a uma região geografica chamada de Val d'Orcia (Vale do Rio Orcia), juntamente com as cidades de Pienza, Radicofani, Montalcino e Castiglione d'Orcia. O Val d'Orcia é também um importante parque natural, de arte e cultura.




Desde 02 de julho de 2004, o Val d'Orcia foi reconhecido pela UNESCO como Património Mundial, principalmente por causa da excelente conservação da sua paisagem (e que paisagem!) e por ser um produto do trabalho inteligente da atividade humana que não alterou a beleza natural da região.

Quem foi San Quirico?

São Quirico e sua mãe Giulitta (em português Ciríaco e Julita, conhecidos também como Ciro e Julieta), viviam em Icônio, atual Turquia durante o século VI. Giulitta foi perseguida pelos romanos durante as perseguições do Imperador Diocleciano. Existem diversas versões sobre o martírio de Quirico e Giulitta, vou contar para vocês a versão mais conhecida.


San Quirico e Santa Giulitta, manuscrito francês do século XIV - Foto: wikipédia
Guilitta era uma jovem viúva, de família importante e se converteu ao cristianismo. Temendo pela sua própria segurança e do seu filho Quirico que tinha apenas três anos, deixou os seus bens e a sua cidade natal. Foi capturada e torturada para que negasse a sua fé, mesmo assim, Giulitta resistiu e não negou o seu amor a Cristo. O pequeno Quirico que assistia a tortura da mãe, também confirmou a sua fé, exclamando "Eu também sou Cristão." Ao ouvir tais palavras, o governador teve um ataque de ira e jogou o pequeno Quirico no chão, que batendo a cabeça, acabou perdendo a vida. Giulitta continuou firme em posição de oração até que o governador decidiu que a sua pena seria a decapitação.

San Quirico e Santa Giulitta foram canonizados pela Igreja Católica e a sua festa é comemorada no dia 16 de Junho. San Quirico é o padroeiro das crianças que sofrem maus tratos. 

O que ver em San Quirico d'Orcia:



San Quirico é uma das mais belas cidades medievais do Val d'Orcia e é famosa também por causa da Festa dell'olio (Festa do Azeite) realizada no mês de dezembro.

No centro histórico você poderá admirar diversos monumentos e igrejas: 

Igreja de Santa Maria Assunta



A igreja de Santa Maria Assunta é conhecida por diversos nomes, entre eles igreja de Santa Maria, ou ainda como igreja de Santa Maria ad Hortis. Este último devido princialmente que próximo a igreja se encontra o jardim publico chamado Horti Leonini. O edifício, de arquitetura romanica, elegante mas sombria, possui somente uma nave e foi construido com pedras de travertino ao longo da Via Francigena na segunda metade do século XI. 

Horti Leonini



Construido em um terreno doado por Francesco I dei Medici a Diomede Leoni em 1581. O Horti Leonini, é um excelente exemplo de jardim a italiana e o seu acesso poderá ser feito através da praça principal da cidade.

Ospedalle Santa Maria della Scala




Construído em frente à igreja de Santa Maria Assunta, o Ospedalle Santa Maria della Scala oferecia assistência e abrigo aos peregrinos e viajantes da Via Francigena. O hospital, que pertencia ao mais famoso Ospedalle Santa Maria della Scala de Siena, foi construído no século XIII e atualmente conserva  um pátio, o qual pode ser visitado. No centro do pátio podemos admirar um poço que foi construído no século XVI.

Igreja de San Fracesco




Na praça principal da cidade encontramos a igreja de San Francesco, comumente chamada de Igreja de Nossa Senhora. A igreja sofreu diversas alterações ao longo dos séculos e no seu interior podemos admirar no altar principal a bela Madonna (Nossa Senhora) atribuída a Andrea della Robbia. Provavelmente a obra fazia parte de uma  Anunciação que se encontrava na igreja de Vitaleta, situada entre San Quirico e Pienza. 

Collegiata




A Igreja foi construída sobre uma Pieve (igreja rural típica da época medieval) da qual temos notícias desde o século VIII. A igreja possui três portais externos que são um magnífico exemplo da arquitetura românica, apesar de possuir em alguns elementos de estilo gótico. A torre do sino foi construída no final do século XVIII. 







Palazzo Chigi 




Ao lado da Collegiata na Via Dante Alighieri, se destaca a imensa massa do palácio Chigi construído na segunda metade do século XVII por vontade do cardeal Flavio Chigi. O palácio foi gravemente danificado durante a última guerra mundial.



quinta-feira, 10 de novembro de 2016

As origens de San Gimignano

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Piazza Duomo, San Gimignano
No post de hoje vamos contar um pouco da história de umas das cidades que faz parte do roteiro da maioria dos visitantes que escolhem a Toscana como destino para suas férias: San Gimignano!

As origens de San Gimignano remontam ao século VI aC, quando os etruscos, provavelmente vindos de Volterra, em Val d'Elsa chegaram em busca de terra para cultivarem.  Aqui, os etruscos fundaram a sua nova aldeia, provavelmente onde agora está localizada a Piazza della Cisterna e Piazza del Duomo, com o nome de Velathri, em homenagem ao deus da floresta. De fato, na época, muito mais do que hoje, a cidade era cercada por hectares e hectares de florestas verdes.

Dessa época infelizmente não temos muitas notícias, pois somente nos últimos anos foram encontrados objetos etruscos em torno da cidade. Depois dos etruscos, os romanos também chegaram por aqui mudando, ou melhor, latinizando o nome da cidade para Silvan, Silva ou Silvia (de selva).

San Gimignano e suas torres gêmeas
No período das guerras bárbaras (530-556), Totila, o rei dos góticos, levava morte e destruição por onde passava e a cidade de Silvia foi salva com a ajuda do bispo de Modena chamado Santo Giminiano. Diz a lenda que durante as invasões de Totila, o bispo de Modena (que já era morto e nunca tinha colocado os seus pés na cidade), apareceu milagrosamente nas muralhas, salvando assim a cidade. Assim, os habitantes construíram uma pequena igreja no centro da cidade de Silvia (onde hoje se encontra o Duomo), nas margens da Via Francigena em honra do Santo. A Via Francigena era uma  importante estrada de comunicação, peregrinagem e comércio na época medieval. A estrada também é famosa porque foi percorrida por Carlos Magno durante a sua viagem a Roma. 

Para saber mais sobre a Via Francigena, clique AQUI.

San Giminiano que tem a cidade em suas mãos - Taddeo di Bartoli
Provavelmente no final do século VI, o nome da cidade foi mudado de Silvia para San Geminiano, popularizado mais tarde, em torno do ano 1000 em San Gimignano. 

Por volta do ano 1000, graças ao seu território estratégino no caminho da Via  Francigena, San Gimignano começou a se tornar uma verdadeira cidade, com um bom número de habitantes. San Gimignano, portanto, teve que ser cercada por uma muralha de proteção e ainda hoje podemos ver o que restou dessa antiga muralha em muitos lugares da cidade, e três das suas antigas quatro portas de entrada: o Arco da Chancelaria, Becci e Goro.


Antiga porta de entrada na cidade, hoje Arco dei Becci.
A fama de San Gimignano não terminou aqui. Durante o século XI a cidade cresceu passando assim a fazer parte da Diocese de Volterra. Foi nesse período que iniciou a construção dos palácios e da torres, símbolo do poder político, econômico e social dos senhores de origem feudal. 

No século XII, San Gimignano está em seu máximo esplendor, com muitos palácios luxuosos e 72 torres, e com uma população formada principalmente de comerciantes. No entanto, a cidade começa a não gostar da idéia de ser mais submissa ao bispo de Volterra, e assim depois de muitas lutas, em 1199, foi fundada a comuna de San Gimignano e foi nomeado o primeiro Podesta,  Maghinardo De 'Malevolti.

Praça da Cisterna (Piazza della Cistena)
No século XIII, San Gimignano continuou crescendo, dando origem a três burgos construídos fora dos muros da cidade: o Burgo de San Giovanni, San Matteo e Forliano. A economia da cidade nessa época era baseada principalmente no comércio e agricultura, com produtos conhecidos em todo o mundo como a Vernaccia di San Gimignano (vinho branco típico de San Gimignano) e o açafrão. Para incorporar dentro da cidade os novos três burgos foi construída uma nova muralha que atualmente podemos admirar ao redor da cidade. A atual muralha que vemos hoje foi objeto de diversos restauros ao longo dos séculos.

No dia 08 de maio de 1300, o famoso escritor, poeta e político florentino, Dante Alighieri visita a cidade, com a idéia de convencer a cidade a se aliar com os guelfos de Florença - coisa que consegue com um pouco de dificuldade.


A partir da metade de 1300 começa o declinio de San Gimignano por culpa da peste, carestia e principalmente pelo forte contraste entre os guelfos e guibelinos - (em italiano, Guelfi e ghibellini)  eram facções políticas que, a partir do século XII, estiveram em luta na Itália, especialmente na Toscana.

Entrada da Rocca di Montestaffoli - San Gimignano
Em 1353 San Gimignano perde a independência, submetendo-se a Florença e assim iniciou um verdadeiro e grande declínio econômico. Florença construiu uma grande Roca (Rocca di Montestaffoli), símbolo do domínio florentino, na colina da cidade, da onde controlava os ataques externos e interno. 

Domenico Ghirlandaio - Capela de Santa Fina - Duomo de San Gimignano
Após a dominação de Florença, o crescimento econômico, arquitetônico e cultural nunca mais foi o mesmo. A população diminuiu, os palácios foram abandonados, a maior parte da torres foram "rebaixadas" ou destruídas. Mas apesar do declínio, o século XV presenteou San Gimignano com obras de artistas  de grande prestígio  como Domenico Ghirlandaio, Benozzo Gozzoli, Benedetto da Maiano, que renovam e enriquecem o patrimônio artístico das igrejas de San Gimignano. O século XVII será o ponto mais baixo na história da cidade, quando se tornará, após a praga de 1631, um dos lugares mais pobres do Grão-Ducado com apenas 3.000 habitantes. 


Pelas ruas de San Gimignano
De 1.800 para cá não houve mudanças no que respeita à estrutura da cidade. Hoje San Gimignano possui cerca de oito mil habitantes, vive de agricultura, principalmente da produção do vinho Vernaccia e de turismo,além de ser uma das pérolas da Toscana, cidade da arte sob a proteção da UNESCO, é conhecida mundialmente como a cidade das torres.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Florença e os Macchiaioli

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"La rotonda di Palmieri" (1866), Giovanni Fattori
Florença é conhecida no mundo inteiro por ser o berço do Renascimento, por ser um verdadeiro museu à céu aberto. Mas Florença não é somente Michelangelo, Leonardo, Brunelleschi e Botticelli... Em meados do século XIX, nasce em Florença um movimento artistico chamado os Macchiaioli (em português manchistas). 

Os Macchiaioli eram um grupo de pintores italianos ativos na Toscana entre as décadas de 1850 e 1860. Os membros principais do grupo são Telemaco Signorini, Giovanni Fattori e Silvestro Lega, entre outros. Os Macchiaioli abandonaram os temas históricos e mitológicos da pintura neoclássica e as grandes emoções das paisagens pintadas pelos românticos. Eles preferiam representar cenas da vida diária, da vida quotidiana.

O grupo se reunia regularmente no Caffè Michelangelo em Florença e na mesma cidade, na Exposição Nacional de 1861, foram expostas as primeiras pinturas Macchiaioli. Na verdade o termo Macchiaioli foi cunhado pelos jornalistas da "Gazzetta del Popolo" somente no ano seguinte, que os definiram de forma depreceativa com referência à sua técnica profundamente anti-acadêmica.  

De fato, para os Macchiaioli, a cor é mais importante do que o desenho que é representado por "macchia" (manchas feitas com movimentos curtos). Os contornos são esfumados. O volume e as formas são esculpidos pela luz e sombra. Desta forma, os Macchiaioli tentam reproduzir a realidade como ela parece num rápido piscar de olhos.  Os Macchiaioli buscavam traduzir o real através de um conjunto de manchas de cor e claro-escuro.

Il campo italiano alla battaglia di Magenta, 1862 - Florença, Galleria d'Arte Moderna di Palazzo Pitti
Para os Macchiaioli a arte também é um compromisso civil. Muitos deles participaram das guerras de independência italiana ou representaram episódios civis, apoiando a sua predileção pelos tons humildes e anti-celebrativos. Il campo italiano dopo la bataglia di Magenta (O Campo italiano após a batalha de Magenta), de Giovanni Fattori é o primeiro quadro italiano que representou um evento de história contemporânea. Outros temas preferidos por estes artistas  são os retratos e as paisagens, especialmente as marinhas. 

Banho penal em Portoferraio - Telemaco Signori

O florentino Telemaco Signorini está entre os primeiros a ter interesse para os aspectos mais humildes da realidade, como prisões e hospitais psiquiátricos. 

Il canto di uno stornello - Silvestro Lega

Silvestro Lega propõe um mundo burguês, íntimo e doméstico, que parece ter sido esquecido pela história. Recorrente em suas pinturas é a figura feminina, muitas vezes retratadas com passatempos. 

Faz parte também do grupo o escultor florentino Adriano Cecioni que escolhe temas humildes para as suas estátuas.

Federico Zandomenghi - Retrato de Diego Martelli com gorro vermelho, 1879

Diego Martelli é considerado um macchiaioli  teórico, foi um critico de arte e amigo dos pricipais exponentes desta corrente. A sua casa em Castiglioncello se transformou num verdadeiro atelier onde se reuniam os grandes representantes do Macchiaioli. O movimento dos Macchiaioli é considerado a expressão pictórica do naturalismo e realismo, movimentos culturais do século XIX que se esforçaram para representar o mundo através de uma forma realista. 

Incompreendidos pela cultura oficial do seu tempo, os Macchiaioli foram  reavaliados no século XX, principalmente pelo uso inovador da cor e para muitos estudiosos eles são considerados os precursores dos impressionistas.

A pergunta que não quer calar: A onde ver as obras do Macchiolli em Florença? Na Galeria de Arte Moderna, localizada no Palazzo Pitti.


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A origem do nome Italia

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A Itália é a grande protagonista do nosso blog. Aqui falamos um pouco da vida na Bota, um pouco de arte e principalmente dicas para quem sonha em conhecer o Bel Paese

Muitos me perguntam a origem da palavra Itália, então resolvi escrever esse post para matar a curiosidade dos leitores do Noticias da Bota.

A origem do nome Itália

Existem várias lendas sobre a origem da palavra Itália, como por exemplo a do rei se chamava  Italo - Italia, terra de Italo.

Uma outra lenda diz que o nome Itália nasce da palavra Italoi, termo com o qual os gregos designavam os Vituli (ou Viteli), um povo que vivia na ponta da península italiana, atual região sul de Catanzaro, que adoravam a estátua de um bezerro ( vitulus, em latim). Dessa forma o nome Itália significa "povo da terra dos bezerros." 

Uma terceira lenda, diz que quando o herói grego Hércules atravesou o território italiano para levar para a Grécia os gados de Gerião, acabou perdendo um animal. Como na língua local boi era chamado de vitulus, ele chamou toda a região de "Outália".

O que sabemos de certo é que até o início do século V aC, o nome Itália referia-se somente a região da Calábria e mais tarde, com as conquistas romanas, o nome se extendeu a toda península italiana.

sábado, 24 de setembro de 2016

O que visitar em Montepulciano

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No post anterior contamos um pouco sobre a História de Montepulciano, hoje vamos ao ponto da questão: O que visitar em Montepulciano?

A maior parte dos viajantes aproveitam o pouco tempo disponível para combinar a visita a Montepulciano junto com outras cidades da região, como por exemplo Montalcino e Pienza. 



Aconselho reservar um dia somente para conhecer Montepulciano, ainda mais se você for amante de vinhos. O centro histórico de Montepulciano é relativamente pequeno, mas ele é repleto de pequenos tesouros, como os diversos palácios renascentistas, igrejas e acima de tudo as vinícolas históricas que se encontram na parte subterrânea dos palácios nobres.

Lembrando sempre: como na maioria das cidades italianas, em Montepulciano não é permitido a circulação de carros não autorizados no centro histórico. Assim, aconselhamos que você estacione fora da muralha da cidade.

O centro histórico de Montepulciano é rodeado por uma muralha antiga e maciça e é atravessado por uma grande rua principal em forma de “S”, conhecida como “Il Corso”, a partir do qual se ramificam uma série de becos e ruas estreitas.


O que você não pode deixar de ver em Montepulciano?


Igreja de Santa Agnese




A Igreja de Santa Agnese é um importante edifício religioso de Montepulciano. Foi construída no início do século XIV por vontade da religiosa Agnese Segni di Montepulciano que foi proclamada Santa pelo Papa Bento XIII em 1726. No altar principal, repousa os restos mortais da Santa.


Coluna do Marzocco




Em um pequeno espaço aberto, encontramos a Coluna do Marzocco tendo no alto o leão florentino que foi colocado em 1511 no lugar da loba de Siena, refletindo a subjugação definitiva de Montepulciano á Florença, depois de 26 anos de dominação da República de Siena.

Próximo a praça Savonarola, é situada a igreja de San Bernardo, lindo templo barroco, de forma oval, de Andrea Pozzo (1642-1709).

Palazzo Bucelli





O Palazzo Bucelli tornou-se em 1700 a sede da maior coleção de peças etruscas reunidas nos arredores de Montepulciano e Chiusi, por vontade de Pietro Bucelli. Grande parte da coleção foi cedida a Pietro Leopoldo, o Grão-Duque da Toscana. O Palazzo é caractarizado ainda hoje principalmente pela sua fachada que conserva fragmentos de pedras, urnas funerárias e inscrições romanas e etruscas.


A Torre do Relógio de Pulcinella




A torre do relógio Pulcinella é um (realmente) relógio localizado em frente a Igreja de Santo Agostinho em Montepulciano.

Pulcinella é uma das principais máscaras napolitanas e diz a lenda que o relógio foi um presente de um bispo napolitano a cidade de Montepulciano.

Igreja de Santo Agostinho




A igreja dedicada a Santo Agostinho foi consagrada no século XIII. No século XV a igreja foi restaurada por Michelozzo.

Dentro da igreja são preservadas obras de grandes valores como a Ressurreição de Lázaro de Alessandro Allori, São Nicolau de Tolentino de Giovanni di Paolo, a Crucificação de Lorenzo di Credi e um crucifixo de madeira feito por Antonio da Sangallo, o Velho.

Palazzo Cervini


No número 21 da Via di Voltaia em Montepulciano é situado o majestoso Palazzo Cervini que foi construído em meados do século XIV por vontade do Cardeal Marcello Cervini, futuro Papa Marcello II.


Caffé Poliziano





Trata-se de um dos cafés históricos da cidade. Parada obrigatória para quem gosta de elegancia, requinte, um bom drink ou apenas um café ou um chá. Da varanda, é possível admirar uma das vistas mais bonitas da cidade.


Piazza Grande




Situada no ponto mais alto da cidade, no topo da colina, a praça é o centro da vida social de Montepulciano.

Aqui podes encontrar os principais monumentos da cidade como a Catedral, Palazzo Comunale, Palazzo Tarugi e Palazzo del Capitano.

Na praça, em frente ao Palazzo Tarugi, podemos admirar o poço dos Pozzo dei Griffi e dei Leoni do século XVI, atribuído a Antonio da Sangallo, com o emblema do Medicis.


Palazzo Comunale




O Palazzo Comunale é certamente uma das atrações que você não pode perder quando visitar Montepulciano. A semelhança entre este palácio e o Palazzo Vecchio de Florença é impressionante. Claro que essa semelhança tem a ver com a família Medici, os Senhores de Florença. É possível visitar o interior do palácio e a vista lá de cima é de tirar o folego!

Palazzo dei Capitani del Popolo




O Palazzo dei Capitani del Popolo (Palácio do Capitão do Povo) é um dos mais antigos edifícios de Montepulciano. A sua origem é, obviamente, medieval e remonta pelo menos ao século XIII. O palácio foi então reestruturado várias vezes ... até os dias hoje.

A Catedral de Santa Maria Assunta




A Catedral de Montepulciano: projetada por Scalza, foi erguida entre 1592 e 1630 no local da antiga igreja de Santa Maria.

O atual edifício tem uma fachada incompleta com três portais e três janelas. Ao lado do edifício sagrado podemos admirar a majestosa torre do sino que data do final do século XV.

No seu interior, é de consideravel valor a pia batismal colocada na primeira capela do corredor esquerdo, as duas estátuas de santos Pedro e Paulo e o quadro de São Sebastião, obra do pintor florentino Andrea del Sarto.

Palazzo Nobili-Tarugi




Situado em frente à torre do sino da catedral, o palácio foi construído nas primeiras décadas do século XVI como a residência da família Nobili e mais tarde da família Tarugi. O edifício é caracterizado pela grande varanda, no piso térreo.

Templo de San Biaggio




Situada fora da muralha, na parte baixa da cidade, a igreja é um exemplo típico da arte renascentista. Edificada no século XVI. Trata-se da obra-prima do arquiteto Antonio da Sangallo il Vecchio.

Vinícolas Históricas




A história de Montepulciano está intimamente ligado à produção e o mundo do vinho, e as suas vinícolas, especialmente aquelas históricas. As vinícolas são, portanto, atrações turísticas em todos os aspectos, e cada vez mais muitos turistas visitam Montepulciano principalmente para visitar essa grande protagonista da cidade. Especialmente na parte antiga da cidade você poderá visitar diversas “Cantine” que envelhecem os seus vinhos como no passado: na parte subterrânea dos palácios históricos. O principal vinho produzido na cidade de Montepulciano é o vinho Nobili e o vinho Rosso di Montepulciano.



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A história de Montepulciano

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Vista de Montepulciano e do Templo de San Biaggio.

Montepulciano é um gracioso burgo situado na Província de Siena, no sul da Toscana, em uma posição muito estratégica para servir de base durante a sua estadia na Toscana. De fato, a partir de Montepulciano podemos visitar Arezzo, Cortona, Pienza, Montalcino, Bagno Vignoni, San Quirico d'Orcia, e ainda relaxar em uma das tantas termas presentes na região.

Um pouco de história

Lápides e inscrições etruscas e romanas na fachada do Palácio Bucelli

A fundação desta pequena cidade é datada do século IV a.C. e reza a lenda que Montepulciano foi fundada por Porsena, rei etrusco da cidade de Clúsio (atual Chiusi), quando o rei Tarquínio foi expulso de Roma (319 a.C). Lendas à parte, a verdade é que em quase toda a zona  foram encontrados objetos e tumbas etruscas. 

Depois dos etruscos, chegaram os romanos que utilizaram o território como acampamento militar para proteger e controlar o acesso das estradas que iam em direção a capital do Império. Com a queda do Império Romano (476 d.C), Montepulciano e toda a Toscana foi dominada pelos longobardos, chamados também de lombardos. Os longobardos, chamados assim por causa da sua longa barba, era um povo de origem germânica da Europa Setentrional. 

Por causa da sua posição estratégica, Montepulciano durante o período medieval foi fortemente disputada pelas cidades de Siena e Florença. A partir do século XII, Montepulciano entra na esfera de influência da cidade de Siena. No século sucessivo, Montepulciano decide se aliar a cidade de Florença.

A partir do século XV, sob influência florentina, Montepulciano vive sua época de ouro, com equilibrio político e social, favorecendo o renascimento cultural, artístico e comercial. Já nessa época, Montepulciano era conhecida em todo o mundo pela produção do seu excelente vinho, o Nobile de Montepulciano. Além do vinho, a cidade era famosa pela produção de açafrão, linho e madeira de excelente qualidade. 

Angelo Poliziano e Piero de' MediciDomenico Ghirlandaio
Cappella SassettiSanta TrinitaFlorença

Entre os séculos XV e XVI Montepulciano assiste o nascimento de grandes personagens, entre eles o seu mais ilustre filho Angelo Ambrosini, conhecido como Il Poliziano (1454). Após o assassinato do seu pai, Poliziano com apenas 15 anos se transfere para Florença. Apesar da sua origem humilde, com 16 anos Poliziano traduz a Ilíada, famosa obra de Homero do grego para o latim. Aos 19 anos, Poliziano recebe a proteção de Lorenzo dei Medici, conhecido como o Magnífico e aos 21 anos, Poliziano será o secretário particular e professor dos filhos do Senhor de Florença. 

Arquitetos ilustres como Michelozzo, Antonio da Sangallo, Jacopo Barozzo (conhecido como Il Vignola), Baldassare Peruzzi e Ippolito Scalza se empenharam para decorar a cidade com majestosos palácios e e esplêndidas igrejas. 

São Roberto Belarmino, Cardeal, inquisitor e Doutor da Igreja

Não podemos esquecer também do Cardeal Marcello Cervini, eleito Papa com o nome de Marcello II, por apenas 28 dias e ainda o Cardeal Roberto Belarmino, uma das mais importantes figuras da Contra-Reforma e por suas obras foi canonizado em 1930 e declarado Doutor da Igreja no ano seguinte. O Cardeal Berlamino era sobrinho do Papa Marcello II e participou ativamente no caso de Galileo Galilei e  de Giordano Bruno

Na segunda metade do século XVI Siena e grande parte do atual território da Toscana foram submetidas ao poder dos Medici de Florença. Assim, Montepulciano segue a sorte da cidade de Florença até a unificação italiana em 1861.

Origem do nome



Reza a lenda que os habitantes da Val di Chiana, sujeita a diversas devastações durante as invasões dos bárbaros se refugiaram nas colinas. Os nobres se estabeleceram num monte que deram o nome de Mons Politicus que com tempo passou a se chamar Mons Politianus, e em seguida Montepulciano. A plebe se estabeleceu no outro lado do vale edificando assim a Civitas Plebis, hoje Città della Pieve.

Uma outra lenda diz que o nome da cidade é derivado da palavra etrusca Purz, que significa rei ou general e que na língua latina significava Porsena e que mais tarde com a mutação da língua Pulizina. A palavra poliziano pode significar real ou do rei, e assim Monte Poliziano, Monte do Rei.

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