Visitar Montefalco em um dia

Visitar Montefalco em um dia

Montefalco é conhecida principalmente pela produração do vinho Sagrantino de Montefalco, mas essa pequena cidade localizada no centro da Itália, numa região chamada Umbria, reserva muitas surpresas para os seus visitantes.

Por causa da sua espetacular posição geográfica, Montefalco ganhou o apelido de "Varanda da Umbria". Realmente, o apelido é verdadeiro: do alto das colinas de Montefalco, podemos admirar uma das mais belas paisagens da Umbria, mas o que tira mais o folego dos pobres mortais é observar os campos repletos de oliveiras e vinhedos.

Um passeio pelas muralhas de Montefalco

Um pouco de história

Montefalco é habitada desde dos tempos do romanos, mas a origem do burgo como conhecemos atualmente é datada de 1249, data na qual foi colocada praticamente de joelhos pelas tropas de Federico II. Imediatamente, Montefalco foi resconstruida pelos seus habitantes.ù

Em origem a cidade se chamava Coccorone, e foi Federico II que alterou o nome para Montefalco por causa do grande número de falcões que existia no território.

O que ver em Montefalco em um dia?

Foto: pixe.it

Montelfaco ainda é rodeada por uma muralha medieval. Próximo a porta San Fracesco tem um estacionamenteo gratis. E é da Porta San Francesco que iniciaremos o nosso passeio. Seguindo a rua principal encontraremos depois de poucos metros a Igreja de San Francesco, construída entre os anos de 1335 e 1338. Atualmente a Igreja de San Francesco é a sede do Museu Civico de Montefalco e no seu interior podemos admirar um clico de afrescos do pintor renascentista fiorentino Benozzo Gozzoli com história de São Francisco datado de 1452 além de uma Natività de Pietro Vanucci, conhecido como Perugino. 

Afresco de Benozzo Gozzolli na Igreja de San Francesco. A esquerda: São Francisco com os pássaros e a direita São Francisco que abençoa Montefalco. Observem ao fundo a cidade de Montefalco rodeada pelas muralhas.

Conheça um pouco mais da obra de Benozzo Gozzoli em Florença com o post : A Capela dos Reis Magos do Palazzo Medici-Riccardi

Após a visita ao Museu Civico, seguindo em frente pela rua principal, encontraremos o coração do centro histórico de Montefalco: a Piazza del Comune. De forma circular, a praça abriga o Palazzo Comunale construído no século XIII, a ex-igreja de San Filippo Neri datada do século XVIII, onde atualmente funciona o teatro da cidade. 

Piazza del Comune - Montefalco
Nos arredores da Piazza del Comune é possível visitar também as igrejas de Santa Lucia e a de San Bartolomeo percorrendo as estradinhas estreitas típicas de Montefalco. Seguindo ao longo da Via Corso Goffredo Mameli, entre lojas artesanais e de produtos típicos, bares e restaurantes, encontramos a igreja de Sant'Agostino construída na segunda metade do sèculo XIII. No interior da igreja é possível admirar os afrescos de Ambrogio Lorenzetti. 

A última igreja a ser visitada a a igreja de Santa Chiara di Montefalco. A igreja conserva o corpo da Santa que nasceu em Montefalco  no ano de 1268 e foi santicada pelo Papa Leão XIII em 1881. 

Obviamente, você não pode deixar Montefalco sem visitar uma das diversas vinicolas da região. Os principais vinhos produzidos em Montefalco são o Sangrantino e o Sangrantino passito.

Eu visitei a vinicola Arnaldo Caprai, mas degustei também os vinhos produzidos pela Romanelli e Di Filippo e adorei!







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Visitar a Toscana em três dias

Visitar a Toscana em três dias

Se você possui apenas três dias para visitar a Toscana, não deixe de ler o nosso post de hoje. O Notícias da Bota lhe dará algumas dicas, idéias e sugestão de roteiro para organizar a sua pequena, grande viagem pela Toscana. 

Um dia em Florença


Uma visita a Florença não deve faltar em nenhuma viagem feita à Toscana. Florença é considerada o berço do Renascimento, oferece mil maravilhas para admirar e amar que ás vezes, nem mesmo quem vive na cidade consegue descobrir todos os seus encantos.

Um dia em Florença conseguimos visitar muitas coisas (não se iluda, Florença merece muito mais de um dia!). A maior parte das atrações de Florença se concentra no Centro Histórico que não é muito grande e que conseguimos visitar a pé com muita facilidade. 



Entre as atrações imperdíveis em Florença podemos sugerir as seguintes:

  • Piazza Duomo, com a Catedral Santa Maria del Fiore, Batistério de São João e a Torre Campanária de Giotto.
  • Piazza della Signoria com o Palazzo Vecchio, Loggia dei Lanzi e as inúmeras esculturas que transformam a praça num verdadeiro museu é céu aberto.
  • Galleria degli Uffizi e a fascinante Ponte Vecchio.



Claro, que se você tem mais de um dia, Florença tem muito mais a oferecer entre suas praças, igrejas e museus. 

Chianti e San Gimignano



Outra meta imperdível na Toscana é o Chianti. A expledida paisagem, o vinho e a gastronomia local faz qualquer mortal se apaixonar por esse região da Toscana. 



As doces e verdes colinas, se transformam no fundo perfeito para as fotos de recordação da sua viagem. Os vilarejos e os pequenos burgos medievais merecem um visita como Castellina in Chianti, Greve in Chianti, Volpaia, Montefioralle, Panzano in Chianti, Radda in Chianti, entre outras.



O Chianti é a pátria do vinho Chianti Classico. É impossível ir no Chianti e não visitar uma das diversas vinicolas que você encontrará pelo caminho. 

Saiba mais sobre o Chianti no post: Itinerário de um dia no Chianti



Retornando para Florença, aconselhamos um stop a San Gimignano, uma explendida cidade medieval que conseguiu ser conservada no decorrer do tempo. San Gimignano é conhecida em todo mundo por ser a cidade das torres. 



Para saber mais sobre San Gimignano, lei o nosso post: San Gimignano a cidade das Torres.

Siena, a cidade do Palio e de Santa Catarina



Siena é como Florença, não pode faltar em nenhuma viagem à Toscana. Essa encantadora cidade da arte, além de ser conhecida no mundo inteiro pelo Palio, abriga no seu centro histórico diversas coisas interessantes que merecem uma visita. 

Certamente em primeiro lugar, a explendida Piazza del Campo com o Palazzo Pubblico e a Torre del Mangia. Outro local imperdível é o Duomo (Catedral de Santa Maria Assunta) e depois a Basilica de San Domenico e o Santuario de Santa Catarina, onde é possível visitar a casa natal da Santa.



O pulo do gato: perca-se pelas ruelas do centro histórico de Siena, pois você encontrará gratas surpresas como as históricas contradas e panoramas de tirar o folego!

Para saber mais sobre Siena: Itinerário de meio dia em Siena


Procurando um guia de turismo brasileira em Florença e na Toscana? Fale com a gente!
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Visitar a Umbria: fé, arte, historia e gastronomia

Visitar a Umbria: fé, arte, historia e gastronomia
Assis
Hoje vamos falar um pouquinho de uma região localizada no centro do território italiano pouco conhecida pela grande massa do viajantes brasileiros: a Umbria. Eu definiria a Umbria com as seguintes palavras: montanhas, colinas, raras planícies, burgos, castelos, conventos, vinho, azeite, trufas, salames e ensacados. Uma das coisas que mais chama atenção na Umbria é a natureza. Passear pelas estradas verdes cortadas por colinas até chegar no alto das suas montanhas é um fascinio que poucos mortais resistem. 

Um pouco de geografia:

A Umbria é uma das poucas regiões da Itália que não possui acesso ao mar e o seu território possui 8.456km2 divididos entre as Provincias de Perugia (6.334 km2) e Terni (2.122 km2). As planícies ocupam menos de um décimo da superfície total que é dividida entre colinas e montanhas. O rio principal da Umbria é o Tevere (o mesmo rio de Roma) e a montanha mais alta é o Monte Redentore (2.449m). No norte da região se encontra o Trasimeno, o maior lago do centro da Itália. 

As cidades:

Norcia

Apesar de ser considerada uma região pequena, a Umbria possui diversas cidades que atraem os seus visitantes não somente pela sua paisagem natural, mas também pela arte, história e excelente gastronomia. A Capital da região é a cidade de Perugia, a mais famosa é a cidade de São Francisco, Assis. Outras cidades merecem uma visita: Terni, Gubbio, Orvieto, Montefalco, Cascia, Norcia, Casteluccio, Todi, Spoleto, etc. Nos próximo posts falaremos mais detalhamente de cada cidade.

Gubbio
Spoleto

Casteluccio

Montefalco


Turismo Religioso:

A Umbria é uma grande meta do turismo religioso pois é a terra natal de grandes santos da Igreja Católica. Em Assis nasceram São Francisco e Santa Clara, em Cascia Santa Rita, em Norcia São Bento e a sua irmã Santa Scolastica. A Umbria com seus conventos e basilicas é um local de paz e espiritualidade. 

Gastronomia:
Foto: http://www.stradadeivinidelcantico.it/

A Umbria é uma região que possui uma gastronomia rica e excepcional. Famosa pelos presuntos, salames, ensacados de Norcia, aos vinhos tintos de Montefalco e brancos de Orvieto. Não podemos esquecer também das trufas e do azeite umbro. Casteluccio è famosa também pela produção de lentilhas. 






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O Patrimônio Unesco na Toscana

O Patrimônio Unesco na Toscana

A Toscana é uma mistura de história, arte, cultura, gastronomia e belas paisagens. Nem com um milhão de palavras conseguiremos descrever o fascínio desta região italiana. É necessário conhecê-la "ao vivo e a cores" para poder compreender a riqueza deste território. A Toscana deve ser vivida, explorada, compartilhada e acima de tudo preservada para toda a humanidade.

A partir do ano de 1982 a UNESCO (United Nation Education, Scientific and Cultural Organization - Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura das Nações Unidas), declarou sete locais da Toscana como Patrimônio da Humanidade.

Uma viagem a Toscana pode ser uma bela oportunidade para conhecer os sete Patrimônios Unesco no território toscano.

01) Florença, Patrimônio da Humanidade



Começamos por Florença, berço do Renascimento, capital da Toscana. Pátria de grandes artistas e personagens ilustres, como Giotto, Michalengelo, Dante Alighieri, Maquiavel, Brunelleschi, etc.  O centro histórico de Florença foi o primeiro lugar a ser incluido no ano de 1982 na lista da Unesco.

Florença é uma espécie de museu ao ar livre, uma galeria contínua de obras de arte em perfeita harmonia com a arquitetura paisagística e com o planeamento urbano que caracteriza o tecido social: a identidade cultural desta cidade de maravilhas reside especialmente na sua alma artística, que ao longo dos séculos moldou a cidade que conhecemos hoje. 

A grandeza da catedral Santa Maria del Fiore, que se eleva muito acima dos telhados vermelhos com a sua famosa cúpula de Brunelleschi, a torre do sino de Giotto, o Museu Uffizi, com suas extraordinárias obras de arte, o Corredor de Vasari,  caminho fascinante e misterioso que preserva segredos de uma familia que governou Florença por três séculos, os Medici. E ainda a Igreja de Santa Croce, a Piazza della Signoria com as famosas estátuas na Loggia dei Lanzi, Ponte Vecchio e o Piazzale Michelangelo: uma vida não é suficiente para conhecer e apreciar profundamente a cidade de Florença, mas com certeza cinco minutos são suficientes para se apaixonar à primeira vista!

02) O esplendor  da Praça dos Milagres em Pisa



Depois do centro histórico de Florença, o outro site incluído na lista da UNESCO (1987) foi a Praça dos Milagres, em Pisa. Dominada (tanto em altura e em termos de popularidade) da famosa Torre Inclinada, a Praça dos Milagres é uma jóia situada no centro histórico de Pisa, protegida por muralhas medievais. 

A partir do século XI, a praça começou a ganhar vida com a construção do Duomo, um esplêndido exemplo da arquitetura românica local, o Batistério, Campanile e finalmente o cemitério. 

A Torre de Pisa atrai milhões de visitantes, intrigados com a inclinação única (devido, na realidade, a um aluimento de terras que já tinha sido observado no momento da sua construção.



03) San Gimignano e suas torres medievais




Ultrapassando Florença em direção a Siena, encontraremos o terceiro local que foi incluido na lista da Unesco no ano de 1990: o centro histórico da cidade de San Gimignano.

Emblema da região, a pequena e peculiar cidade medieval encarna a essência da Toscana, terra de inúmeras delícias culinárias e paisagístico. Sua aparência simples, elegante e ao mesmo tempo sofisticada - caracterizadas pelas famosas torres medievais que se elevam no perfil da cidade formando um skyline único no mundo - é uma combinação perfeita de arte e arquitetura local, em harmonia com a bela paisagem que a rodeia. 

04) Siena, a cidade do Palio



De San Gimignano, continuamos em direção ao outra maravilha da Toscana, que só poderia ser Siena com o seu centro histórico. A cidade do Palio, foi incluída na lista da UNESCO em 1995.

Seu rico e  charmoso centro histórico é  um magnífico exemplo de arquitetura medieval, Imperdivel a visita a Piazza del Campo, no centro da cidade com a sua forma característica de leque  e a Catedral que no seu  interior abriga preciosas obras de arte dos artistas mais famosos da Toscana, como por exemplo Michelangelo.


05) Pienza, a cidade do Papa Pio II



Ultrapassando Siena, passando ao longo das estradas de alguns vinhos mais famosos da Toscana, entre as suaves colinas ondulantes do Val d'Orcia chegamos até  Pienza, a cidade de Pio II, um grande estudioso e intelectual do século XV.

Imperdivel a visita ao belo Palazzo Piccolomini construído em 1459 como residência de verão do Papa. Pienza faz parte (com o seu centro histórico) dos locais de Património Mundial da UNESCO desde 1996.


06)  Vald' Orcia, cartão postal da Toscana




Val d'Orcia foi incluído na lista da UNESCO em 2004. Para descrever a beleza desta paisagem localizada no sul da Toscana, você deverá apenas pegar um dos cartões postais mais representativos da  região Toscana, que geralmente representam trechos de colinas que parecem se perderem no horizonte, em uma alternância sinuosa de cores, incluindo verde, ocre e marrom. 

E 'aqui mesmo, entre estes vales quase desertos, nos quais surgem os famosos, longos e finos ciprestes, símbolos locais inequívocos. Fazem parte do Vald' Orcia as cidades de Pienza, San Quirico d'Orcia e Montalcino para citar as mais famosas.

07) Ville e jardins dos Médici




Último a ser adicionado à lista de sites da UNESCO na Toscana são as doze Ville (mansões de campo) e os dois  jardins da familia  Medici em 2013. 

São eles:

Villa di Cafaggiolo
Villa del Trebbio
Villa di Careggi
Villa Medici di Fiesole
Villa di Castello
Villa di Poggio a Caiano
Villa di La Petraia
Villa di Cerreto Guidi
Palazzo di Saravezza
Villa La Magia
Villa di Artimino
Villa di Poggio Imperiale
Giardino di Boboli
Giardino di Pratolino

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A Escola de Atenas de Rafael Sanzio

A Escola de Atenas de Rafael Sanzio

Os Museus dos Vaticano fazem parte da lista dos museus mais importantes do mundo e faz parte do seu acervo um precioso ciclo de afrescos feito pelo pintor renascentista Rafael Sanzio. O tema no nosso artigo de hoje é exatamente um desses afrescos: A Escola de Atenas.

A obra foi criada entre os anos de 1510 e 1511, situado na  chamada Stanza della Segnatura no Palazzo Apostolici no Vaticano. 

Em um edifício idealizado, Aristóteles e Platão ocuparm o centro de um encontro de antigos filósofos. No início do Século XVI, a fama do pintor Rafael sobre o tema da Virgem chegou até Roma. Assim, o arquiteto Bramante, introduziu no ano de 1508 Rafael na corte do papa. Naqueles anos Roma se tornou um grande centro de artistas, humanistas e estudiosos. 

O  Papa Júlio II confiou a Rafael a tarefa de pintar as  Stanze  (salas) do Vaticano fazendo uma síntese entre a  cultura clássica e a mensagem cristã. Para decorar as paredes da biblioteca privada do Papa era localizada na Stanza della Signatura, Rafael fez um complexo ciclo de pinturas que inclui quatro afrescos: metáforas da verdade espiritual, o justo, o belo e a alegoria da verdade racional.

A alegoria da verdade racional representa a Escola de Atenas, imponente afresco longo 7,70 metros. A composição mostra linhas que convergem para o centro da pintura. O grande edifício de mármore é decorado com esculturas pagãs. As estátuas de Apolo e Minerva representam o mundo mitológico.

Platão (Leonardo da Vinci)

Platão é reconhecível nos traços do rosto de Leonardo. Ele está localizado no centro do afresco e aponta para o céu, o mundo das idéias; Aristóteles com a mão esquerda  virada para baixo, o mundo natural. Sócrates, no entanto, dialoga com cidadãos atenienses. Na obra é possível reconhecer outros filósofos famosos e matemáticos_Pitágoras, Zenão e Diógenes. Euclide ensina os estudantes, seu rosto é o de Bramante. Próximo a ele, Zoroastro suporta a esfera celeste; Ptolomeu a esfera terrestre.
Heráclito, pensativo, tem os traços do pintor Michelangelo. Rafael teria decidido prestar homenagem a Michelangelo depois de ver seus afrescos na Capela Sistina, no verão de 1511.

Detalhe: autorretrato de Rafael (com o chapeu escuro)

Quatro personagens olham para o espectador, criando um efeito de grande envolvimento emocional: a figura com o manto branco, as duas crianças, e o próprio Rafael que se retrata. Os conceitos abstratos de filosofia são humanizados através dos gestos naturais dos filósofos que o dialogam. O estilo pictórico é monumental. Os quatros arcos do edifício seguem uma composição rítmica que cria uma ilusão ótica de grande profundidade e perspectiva.

Em 22 de abril de 1996 A Escola de Atenas é revelada após a restauração. Durante o trabalho veio à luz uma série de digitais que foram deixadas na massa fresca e que com muita probabilidade, pertencem a Rafael. 


1: Zenão de Cítio ou Zenão de Eleia
2: Epicuro
3: desconhecido (acredita-se ser o próprio Rafael)
4: Anicius Manlius Severinus Boethius ou Anaximandro ou Empédocles
5: Averroes
6: Pitágoras
7: Alcibíades ou Alexandre, o Grande
8: Antístenes ou Xenofonte
9: Hipátia ou Monalisa, Fornarina como uma personificação do Amor
10: Ésquines ou Xenofonte
11: Parménides
12: Sócrates
13: Heráclito ou Miguelângelo.
14: Platão segurando o Timeu (Leonardo da Vinci).
15: Aristóteles segurando Ética a Nicômaco
16: Diógenes de Sínope
17: Plotino
18: Euclides ou Arquimedes acompanhado de estudantes (Bramante)
19: Estrabão ou Zoroastro (Baldassare Castiglione ou Pietro Bembo).
20: Ptolomeu
R: Apeles (Rafael).
21: Protogenes (Il Sodoma ou Pietro Perugino).
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A Primavera de Botticelli

A Primavera de Botticelli

A Primavera é uma pintura a tempera sobre madeira do pintor florentino Sandro Botticelli.

A obra descreve um grupo de divindades clássicas em um prado florido tipicamente primaveril. Os personagens são ordenados em uma simetria equilibrada, que gira em torno da figura da deusa Vênus.

Foi pintado entre 1478 e 1482 por Sandro Botticelli, pintor do Renascimento florentino. Neste período artístico as encomendas de obras artisticas deixaram de ser uma prerrogativa exclusiva da Igreja e, graças aos senhores da nova nobreza, começaram a florescer ideais estéticos de equilíbrio e harmonia típico das culturas clássicas. Também foram reafirmados os temas da mitologia grega e latina, quase completamente ausente na arte medieval.

A Primavera representa muito bem o renascimento da arte clássica, tanto pelo equilíbrio da composição, quanto pelos personagens da mitologoia. Em particular, a Primavera de Botticelli é a primeira obra  renascentista que representa os deuses pagãos em tamanho natural.

A identidade do comprador é duvidosa. Os nomes mais aceitos pelos pesquisadores pertencem a dois membros da família mais poderosa de Florença, os Medici: Lorenzo de' Medici, Giuliano e Lorenzo di Pierfrancesco de' Medici. Para os estudiosos, este último seria o mais provável e teria encomendado a obra  por ocasião do seu casamento.

Detalhe: o vento Zéfiro que rapta a ninfa Cloris
Na Primavera  são representados nove personagens dispostos quase todos em primeiro plano. À direita uma figura azul que em vôo  rapta uma jovem de cuja boca saem flores. A jovem toca uma outra figura feminina (coroada de flores num vestido de estampa floral espalhando flores), que geralmente é interpretada como Flora, deusa das flores e da primavera.

Detalhe: Flora, deusa da primavera
No centro, um pouco atrás dos outros personagens, vemos uma outra jovem, provavelmente a deusa do amor, Vênus. Acima dela, o cupido, jovem deus do amor, é retratado com arco e flecha.

Venus, deusa do amor e dona do jardim com seu filho Cupido
À esquerda, finalmente, existem 4 personagens: 3 mulheres que dançam, provavelmente as Graças, personificação da beleza; e um jovem, provavelmente o deus Mercúrio. 

Cada personagem do quandro é repleto de significados alegóricos e há várias teorias sobre a interpretação e o sentido geral da obra. Uma teoria diz respeito a obra se refere ao mito de Flora, narrada pelo poeta latino Ovídio. A jovem de cuja boca saem flores seria a ninfa Clóris. Esta, após a união com Zéfiro,  o vento do oeste, representado pela figura azul em vôo, seria transformada em Flora, a personagem feminina que está ao seu lado.

Detalhe: as Graças
De acordo com uma outra leitura, a obra  contém uma lição de moral nas figuras de Mercúrio e Vênus. Mercurio, esquerda é o símbolo da razão, porque com seu caduceu (bastão em torno do qual se entrelaçam duas serpentes e cuja parte superior é adornada com asas) afasta as nuvens, símbolo da ignorância.


Detalhe: Mercurio, o guardião do jardim que espanta as nuvens da ignorancia com o caduceu
Venus, vestida e imóvel seria a representação do amor puro e casto, em oposição à perturbação dos sentidos evocados pelo movimento das figuras do grupo. Existem várias outras interpretações, mas nenhuma é definitiva.

A primavera é uma obra profundamente enigmática. Inicialmente, a obra era conservada no palácio de Lorenzo di Pierfrancesco. Mais tarde, antes de 1550,  foi transferida para a casa de campo da familia Medici de Castello, perto de Florença, onde permaneceu até 1815. A Primavera atualmente faz parte  do acervo do  Museu Galleria degli Uffizi, em Florença.

Quer saber mais sobre Botticelli e as suas obras? Reserve uma visita guiada na Galleria degli Uffizi clicando AQUI.

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A coluna de Traiano

A coluna de Traiano

A Coluna de Traiano
A Coluna de Traiano é o único monumento do Fórum que chegou até nós praticamente intacta. Foi realizada no ano de 113 a.C.  para  comemorar  a conquista da Dacia e para celebrar o Imperador Ulpio Traiano. A coluna com a base atinge quase 40 metros, com  4 metros de  diametro e indica a altura do assento original do monte Quirinale, que foi cortado para realizar o Fórum de Traiano. 

Detalhe dos relevos esculpidos na coluna de Traiano

Os belos relevos que cobrem a Coluna de Traiano, formam um espiral de quase 200 metros que poderíamos desenrolar como um filme, contando as campanhas militares vitoriosas realizadas por Traiano contra a Dacia, atual território da Romenia.
Detalhe da base da coluna

As figuras esculpidas são cerca de 2500; na base são esculpidos troféus de armas e uma porta que conduzia a uma cela mortuária, que continha uma urna com as cinzas de Traiano. No topo da coluna existia uma estátua do imperador que foi  substituída pelo Papa Sisto V (1585-1590) pela estátua de São Pedro.
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Jubileu: As quatros Basilicas Maiores de Roma

Jubileu: As quatros Basilicas Maiores de Roma
Esse é o nosso terceiro artigo sobre o Jubileu: já falamos sobre O que é o Jubileu e sobre O significado da Porta Santa.

Hoje, as protagonistas do nosso post são as chamadas Basílicas Maggiore (Maior): São Pedro no Vaticano, San Giovanni in Laterano (São João de Latrão), San Paolo fuori le mura (São Paulo fora dos muros) e Santa Maria Maggiore (Santa Maria Maior) - as três ultimas localizadas em Roma.

Basílica maior: com este nome definimos as quatro igrejas de Roma, que de acordo com a Igreja Católica são as do "mais alto escalão" (juntamente com as duas basílicas menores de Assis - Basilica de São Francisco e Santa Maria degli Angeli), também são definidas basílicas papais) e que ao longo dos séculos ganharam uma importancia fundamental durante os jubileus.

As Basílicas Maiores de fato possuem uma Porta Santa, que é aberta pelo Papa somente durante o perido do Jubileu. Além das Portas Santas, as basilicas Maiores (Papais) possuem também o altar Papal, onde somente o Papa ou um outro sacerdote autorizado pelo Papa, podera celebrar a Eucaristia

Curiosamente, essas igrejas - com exceção de São Pedro no Vaticano - não são famosas e também não fazem parte do roteiro turistico de Roma. Agora vamos conhecer uma por uma, com algumas sugestões para a visita.

São Pedro no Vaticano



Também conhecida como Basílica de São Pedro é a maior igreja do mundo, até mesmo os mais estudiosos aindam "queimam os neuronios" para entender as suas proporções! Alguns números: a cúpula projetada por Michelangelo mede 136 metros e tem um diâmetro de 42; A nave maior possui 186 metros de comprimento e o transeto 154 metros!


Foi o Papa Júlio II em 1506 quem iniciou os trabalhos do novo edifício, que deveria substituir a igreja anterior consagrada no ano de  326.  A partir dai, foram convocados os maiores artistas da época como por exemplo Bramante e Michelangelo para planejar, construir e decorar a grande basilica. Poucos se lembram que foi Carlo Maderno que construiu a fachada. Outro grande artista que trabalhou na nova basilica foi Gian Lorenzo Bernini, construindo a Praça de São Pedro e a famosa colunata.Impossível listar todos os tesouros de arte contidos em São Pedro. Aconselhamos de não esquecer de admirar as seguintes obras:
  • Pietà de Michelangelo, na nave direita;
  • Monumento de Canova a Clemente XIII, no canto nordeste;
  • O túmulo de bronze dourado de Inocêncio VIII feita por Pollaiolo, no corredor esquerdo;
  • A Cátedra de São Pedro, na abside, estrutura barroca  feita em bronze dourado;
  • E claro, o dossel sobre o altar papal, de 29 metros de altura.

San Giovanni in Laterano (São João de Latrão)


San Giovanni in Laterano é a Catedral de Roma. Também chamada de Latrão, é situada a sudeste do Centro Historico de Roma. Trata-se de uma igreja muito antiga (a basilica feita por Constantino é datada entre os anos de 313-318), mas foi reconstruída várias vezes ao longo dos séculos.A fachada foi feita por Alessandro Galilei, que em 1732-35 fez uma grande e monumental estrutura com as estátuas de Cristo, João Batista e os Evangelistas (S. Marcos, S. Lucas, S. João e S. Mateus). À esquerda da Porta Santa existe uma bela porta de bronze. O interior, no entanto, é criação de Borromini, que trabalhou aqui várias vezes durante o século XVII. Corredores longos (mais de 130 metros!), doze santuários com as colossais estátuas dos apóstolos.Não deixe de admirar um fragmento de um afresco de Giotto, no primeiro pilar da nave direita, onde o Papa Bonifácio VIII proclama o  Jubileu de 1300, além do mosaico da abside  feito por Jacopo Torriti (século XIII) e o  claustro, uma obra-prima do século XIII, com lápides funerárias e belissimos capitéis.

San Paolo fuori le mura (São Paulo fora dos Muros) 


Também conhecida como Basílica de São Paulo, localizada no sul de Roma, no bairro Ostiense, é a maior igreja romana após São Pedro. As naves são largas 65 metros e longas 131 metros!Foi erguida em honra de São Paulo no local onde segundo a tradição, o santo foi enterrado. O atual edifício remonta ao século XIX e foi o resultado de um terrível incêndio que destruiu a igreja entre 15 e 16 de julho de 1823: o fogo poupou apenas o transeto, o arco santo e parte da fachada, que mais tarde foi demolida.Não deixe de ver os modernos mosaicos, os altares revestidos de malaquitas e lápis-lazúli (presentes do czar Nicolau I). Muito belo também o claustro, obra-prima  de Vassalletto. Observe que as colunas do Claustro é uma diferente da outra. 

Santa Maria Maggiore (Santa Maria Maior) 


Também chamada de Basílica Liberiana, é a mais central das três grandes basílicas (muito perto da estação Termini) e provavelmente também a mais rica e bela.Mais do que a fachada, surpreende alguns detalhes do seu interior, que é a única entre as tres grandes basílicas romanas, que manteve uma grande parte do seu aspecto original. Por exemplo, os esplêndidos mosaicos da abside, obra de Jacopo Torriti (1295); e as duas capelas, a Sistina e a Paulina, localizadas, respectivamente, à direita e esquerda da nave central.

 
A Capela Sistina foi construída no século XVI por Domenico Fontana, por vontade do Papa Sisto V e a Capela Paulina também chamada de Borghese, localizada em frente a Capela Sistina foi realizada alguns anos mais tarde.

Fotos: Wikipedia.

Bom passeio!


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