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domingo, 24 de julho de 2016

Descobrindo a Sicilia

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Taormina

A Sicilia é uma das maiores ilhas italianas e é ligada ao continente através do Stretto di Messina, banhada pelos Mares Ionico (Jônico em português), Tirreno e Mediterrâneo.

A Sicilia é uma das pérolas do sul da Itália que merece ser descoberta, explorada, vivida através dos diversos itinerários que pode variar entre a natureza, arte, história e tradição.

É a natureza que premiou o essa terra com seus maiores tesouros: montes, colinas, mares incrivelmente azuís e água transparente.

Na Sicilia o mar Mediterrâneo oferece aos seus visitantes cenários, perfumes, cores e sabores únicos e intensos que somente uma natureza incontaminada pode presentear.



Basta pensar nas ilhas que circundam a Sicilia: Eólias, Lampedusa, Pantelleria, Egadi. Não podemos esquecer também os vulcões como o Etna e o Stromboli.

A Sicilia também é fascinante com os diversos sítios arqueológico que nos contam a antiga história da Trinacria (antigo nome da Sicilia) e dos monumentos antigos, testemunhas de uma arte que conseguiram resistir ao tempo.

O que ver na Sicilia:

A melhor forma de visitar a Sicilia é alugando um carro. A Sicilia é enorme e em uma semana você não consegue visitar quase nada. Uma sugestão é dedicar uma viagem somente para conhecer a Sicilia.

01) O centro histórico de Palermo: igrejas e edifícios históricos do barroco com características dos Mouros, como a Capela Palatina, a Catedral e o Palácio dos normandos. Você irá se surpreender com tanta beleza.



02) Os Vulcões

Uma das peculiaridades do território siciliano são os vulcões: Stromboli e o Etna (o vulcão mais ativo de toda a Europa). O Etna é localizado na Sicilia oriental e é uma etapa obrigatória para conhecer esta terra. As suas erupções espetaculares criaram no decorrer dos séculos panorâmas únicos no mundo. 

Pra quem gosta de paisagem, pode escolher as áreas protegidas que fazem parte dos parques regionais do Etna, da Madonie, Nebrodi e de Pantelleria.

03) As Ilhas

Ilhas Eolias e o vulcão Stromboli

As ilhas que circundam a Sicilia são numerosas e ricas de fascínio, mas existe um grupo de ilhas que merecem uma atenção especial: as Ilhas Eólias. Inseridas no ano 2000 no World Heritage List (WHL) da UNESCO como Patrimônio da Humanidade, o arquipélo é formato por sete ilhas:  Lipari, Vulcano, Stromboli, Salina, Filicudi, Alicudi e Panarea – e uma série de ilhas menores. 

A história das Ilhas Eólias é intimamente ligadas aos vulcões que foram verdadeiros artistas que crearam explêndidas obras da natureza, onde é possível se perder no profundo e imenso mar azul, visitar as diversas grutas que surgem ao longo da costa ou ainda relaxar nas pequenas praias que são lambidas pelo mar. 

04) O Vale dos Templos de Agrigento



Um outro tesouro da humanidade certificado pela Unesco é o Vale dos Templos localizado na cidade de Agrigento, uma das cidades mais importantes da Magna Grécia. Rodeada pelos campos de Oliveiras, de amêndoas, laranjas e vinhedos surge a antiga cidade grega Akragas, que com seus imponentes templos nos transportam a 2.500 anos atrás, quando a cidade era um grande centro de cultura e poder.

05) Siracusa e os sítios Unesco



Na costa sudeste da Siclia surge Siracusa, Patrimônio da Unesco desde de 2006. Todos os cantos da cidade, oferecem valiosas evidências arqueológicas que lembram o esplendor da Grécia Antiga. Próximo a Siracura, não perder as cidades do Val di Noto, patrimônio da Unesco.

05) As praias mais bonitas: 

San Vito lo Capo

A praia de San Vito Lo Capo: um paraíso que pode deixar os viajantes com a respiração suspensa. Um tapete de areia macia, branca que se estende por vários quilômetros. O mar, transparente oferece momentos únicos de tranquilidade e bem-estar.


Isola Bella: uma pequena ilha selvagem que está a poucos metros do centro de Taormina é caracterizada por mar azul profundo e rochas que deslizam na água, criando uma encantadora baia.

Em Julho desta ano visitei a Sicilia e nos próximos posts irei detalhar as cidades e os monumentos que visitei. Tenho certeza que vocês irão se apaixonar pela Sicilia, da mesma forma que eu também me apaixonei.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

O Palio de Siena

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Amanhã, 02 de julho de 2016, é um dos dias mais importantes em Siena: é dia de festa, dia de Palio!

O Palio é o Palio. Dificilmente conseguiriamos explicá-lo com poucas palavras. Para compreendê-lo é necessário conhecer a história do povo de Siena, é necessário vivê-lo em toda a sua magnitude. É uma grande manisfestação organizada pela comuna de Siena e é a maior festa popular da Toscana.


O Palio em Siena não é organizado com interesse turístico, mas faz parte da história e da vida do povo de Siena.

O Palio há origem remota e alguns regulamentos utilizados ainda hoje tem origem no ano de 1624.Trata-se de uma tradicional corrida de cavalos que acontece na Piazza del Campo, no coração de Siena. A corrida consiste em dar três voltas em torno da Piazza del Campo. Uma curiosidade: o cavalo é montado “a pelo”, ou seja, sem a sela.

O Palio é realizado duas vezes por ano: 02 de julho e 16 de agosto. O Palio de julho é dedicado a Madonna di Provenzano e o de agosto a Santa Maria Assunta.

É possível assistir o Palio nas tribunas (a pagamento e o preço é super salgado) ou gratuitamente no interior da Piazza del Campo.

Antes do início da corrida, acontece um desfile histórico com mais de 600 figurantes que representam as 17 contradas e as instituições da antiga República de Siena. O desfile inicia-se na Piazza del Duomo, atravessa algumas ruas de Siena até chegar a Piazza del Campo.



As contradas:



O território de Siena é dividido em 17 contradas estabelicidas pela Governadora da cidade, Violante di Baviera, no ano de 1729. As contradas são identificadas como porção de território dentro do centro historico de Siena. Quem nasce dentro de uma contrada é chamado de contradaiolo e por consequencia há o dever e o direito de participar da vida da própria contrada.

As contradas de Siena

Mapa das contradas de Siena


E são as contradas que disputam o palio. Dez das dezessetes contradas disputam o Palio – sete contradas que não participaram do Palio de 02 de Julho do ano passado e mais três que foram sorteadas esse ano (último domingo do mês de maio). Os cavalos são designados as contradas através de sorteio.

O Drappellone do Palio de 02 de Julho de 2016

Madonna de Provenzano - Drappellone Palio Julho de 2016


O drappellone ou o Palio, (chamado pelos seneses de "cencio") é o troféu que é entregue a Contrada vencedora. Trata-se de uma pintura feita em tecido (seda) retangular longo.

O drappellone do Palio de Julho é sempre feito por um artista senese e o de agosto por uma artista não senese.
Drappellone Palio Julho de 2016

Esse ano o drappellone foi feito por Tommaso Andreini dedicado ao Jubileu Extraordinário da Misericórdia.


Na parte superior do drappellone vemos a Madonna di Provenzano, no meio o coração de Cristo e embaixo anjos que imploram a Misericordia Divina. Na parte inferior o simbolo das dez contradas.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Visitar Montefalco em um dia

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Montefalco é conhecida principalmente pela produração do vinho Sagrantino de Montefalco, mas essa pequena cidade localizada no centro da Itália, numa região chamada Umbria, reserva muitas surpresas para os seus visitantes.

Por causa da sua espetacular posição geográfica, Montefalco ganhou o apelido de "Varanda da Umbria". Realmente, o apelido é verdadeiro: do alto das colinas de Montefalco, podemos admirar uma das mais belas paisagens da Umbria, mas o que tira mais o folego dos pobres mortais é observar os campos repletos de oliveiras e vinhedos.

Um passeio pelas muralhas de Montefalco

Um pouco de história

Montefalco é habitada desde dos tempos do romanos, mas a origem do burgo como conhecemos atualmente é datada de 1249, data na qual foi colocada praticamente de joelhos pelas tropas de Federico II. Imediatamente, Montefalco foi resconstruida pelos seus habitantes.ù

Em origem a cidade se chamava Coccorone, e foi Federico II que alterou o nome para Montefalco por causa do grande número de falcões que existia no território.

O que ver em Montefalco em um dia?

Foto: pixe.it

Montelfaco ainda é rodeada por uma muralha medieval. Próximo a porta San Fracesco tem um estacionamenteo gratis. E é da Porta San Francesco que iniciaremos o nosso passeio. Seguindo a rua principal encontraremos depois de poucos metros a Igreja de San Francesco, construída entre os anos de 1335 e 1338. Atualmente a Igreja de San Francesco é a sede do Museu Civico de Montefalco e no seu interior podemos admirar um clico de afrescos do pintor renascentista fiorentino Benozzo Gozzoli com história de São Francisco datado de 1452 além de uma Natività de Pietro Vanucci, conhecido como Perugino. 

Afresco de Benozzo Gozzolli na Igreja de San Francesco. A esquerda: São Francisco com os pássaros e a direita São Francisco que abençoa Montefalco. Observem ao fundo a cidade de Montefalco rodeada pelas muralhas.

Conheça um pouco mais da obra de Benozzo Gozzoli em Florença com o post : A Capela dos Reis Magos do Palazzo Medici-Riccardi

Após a visita ao Museu Civico, seguindo em frente pela rua principal, encontraremos o coração do centro histórico de Montefalco: a Piazza del Comune. De forma circular, a praça abriga o Palazzo Comunale construído no século XIII, a ex-igreja de San Filippo Neri datada do século XVIII, onde atualmente funciona o teatro da cidade. 

Piazza del Comune - Montefalco
Nos arredores da Piazza del Comune é possível visitar também as igrejas de Santa Lucia e a de San Bartolomeo percorrendo as estradinhas estreitas típicas de Montefalco. Seguindo ao longo da Via Corso Goffredo Mameli, entre lojas artesanais e de produtos típicos, bares e restaurantes, encontramos a igreja de Sant'Agostino construída na segunda metade do sèculo XIII. No interior da igreja é possível admirar os afrescos de Ambrogio Lorenzetti. 

A última igreja a ser visitada a a igreja de Santa Chiara di Montefalco. A igreja conserva o corpo da Santa que nasceu em Montefalco  no ano de 1268 e foi santicada pelo Papa Leão XIII em 1881. 

Obviamente, você não pode deixar Montefalco sem visitar uma das diversas vinicolas da região. Os principais vinhos produzidos em Montefalco são o Sangrantino e o Sangrantino passito.

Eu visitei a vinicola Arnaldo Caprai, mas degustei também os vinhos produzidos pela Romanelli e Di Filippo e adorei!







domingo, 24 de abril de 2016

Visitar a Toscana em três dias

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Se você possui apenas três dias para visitar a Toscana, não deixe de ler o nosso post de hoje. O Notícias da Bota lhe dará algumas dicas, idéias e sugestão de roteiro para organizar a sua pequena, grande viagem pela Toscana. 

Um dia em Florença


Uma visita a Florença não deve faltar em nenhuma viagem feita à Toscana. Florença é considerada o berço do Renascimento, oferece mil maravilhas para admirar e amar que ás vezes, nem mesmo quem vive na cidade consegue descobrir todos os seus encantos.

Um dia em Florença conseguimos visitar muitas coisas (não se iluda, Florença merece muito mais de um dia!). A maior parte das atrações de Florença se concentra no Centro Histórico que não é muito grande e que conseguimos visitar a pé com muita facilidade. 



Entre as atrações imperdíveis em Florença podemos sugerir as seguintes:

  • Piazza Duomo, com a Catedral Santa Maria del Fiore, Batistério de São João e a Torre Campanária de Giotto.
  • Piazza della Signoria com o Palazzo Vecchio, Loggia dei Lanzi e as inúmeras esculturas que transformam a praça num verdadeiro museu é céu aberto.
  • Galleria degli Uffizi e a fascinante Ponte Vecchio.



Claro, que se você tem mais de um dia, Florença tem muito mais a oferecer entre suas praças, igrejas e museus. 

Chianti e San Gimignano



Outra meta imperdível na Toscana é o Chianti. A expledida paisagem, o vinho e a gastronomia local faz qualquer mortal se apaixonar por esse região da Toscana. 



As doces e verdes colinas, se transformam no fundo perfeito para as fotos de recordação da sua viagem. Os vilarejos e os pequenos burgos medievais merecem um visita como Castellina in Chianti, Greve in Chianti, Volpaia, Montefioralle, Panzano in Chianti, Radda in Chianti, entre outras.



O Chianti é a pátria do vinho Chianti Classico. É impossível ir no Chianti e não visitar uma das diversas vinicolas que você encontrará pelo caminho. 

Saiba mais sobre o Chianti no post: Itinerário de um dia no Chianti



Retornando para Florença, aconselhamos um stop a San Gimignano, uma explendida cidade medieval que conseguiu ser conservada no decorrer do tempo. San Gimignano é conhecida em todo mundo por ser a cidade das torres. 



Para saber mais sobre San Gimignano, lei o nosso post: San Gimignano a cidade das Torres.

Siena, a cidade do Palio e de Santa Catarina



Siena é como Florença, não pode faltar em nenhuma viagem à Toscana. Essa encantadora cidade da arte, além de ser conhecida no mundo inteiro pelo Palio, abriga no seu centro histórico diversas coisas interessantes que merecem uma visita. 

Certamente em primeiro lugar, a explendida Piazza del Campo com o Palazzo Pubblico e a Torre del Mangia. Outro local imperdível é o Duomo (Catedral de Santa Maria Assunta) e depois a Basilica de San Domenico e o Santuario de Santa Catarina, onde é possível visitar a casa natal da Santa.



O pulo do gato: perca-se pelas ruelas do centro histórico de Siena, pois você encontrará gratas surpresas como as históricas contradas e panoramas de tirar o folego!

Para saber mais sobre Siena: Itinerário de meio dia em Siena


Procurando um guia de turismo brasileira em Florença e na Toscana? Fale com a gente!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Visitar a Umbria: fé, arte, historia e gastronomia

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Assis
Hoje vamos falar um pouquinho de uma região localizada no centro do território italiano pouco conhecida pela grande massa do viajantes brasileiros: a Umbria. Eu definiria a Umbria com as seguintes palavras: montanhas, colinas, raras planícies, burgos, castelos, conventos, vinho, azeite, trufas, salames e ensacados. Uma das coisas que mais chama atenção na Umbria é a natureza. Passear pelas estradas verdes cortadas por colinas até chegar no alto das suas montanhas é um fascinio que poucos mortais resistem. 

Um pouco de geografia:

A Umbria é uma das poucas regiões da Itália que não possui acesso ao mar e o seu território possui 8.456km2 divididos entre as Provincias de Perugia (6.334 km2) e Terni (2.122 km2). As planícies ocupam menos de um décimo da superfície total que é dividida entre colinas e montanhas. O rio principal da Umbria é o Tevere (o mesmo rio de Roma) e a montanha mais alta é o Monte Redentore (2.449m). No norte da região se encontra o Trasimeno, o maior lago do centro da Itália. 

As cidades:

Norcia

Apesar de ser considerada uma região pequena, a Umbria possui diversas cidades que atraem os seus visitantes não somente pela sua paisagem natural, mas também pela arte, história e excelente gastronomia. A Capital da região é a cidade de Perugia, a mais famosa é a cidade de São Francisco, Assis. Outras cidades merecem uma visita: Terni, Gubbio, Orvieto, Montefalco, Cascia, Norcia, Casteluccio, Todi, Spoleto, etc. Nos próximo posts falaremos mais detalhamente de cada cidade.

Gubbio
Spoleto

Casteluccio

Montefalco


Turismo Religioso:

A Umbria é uma grande meta do turismo religioso pois é a terra natal de grandes santos da Igreja Católica. Em Assis nasceram São Francisco e Santa Clara, em Cascia Santa Rita, em Norcia São Bento e a sua irmã Santa Scolastica. A Umbria com seus conventos e basilicas é um local de paz e espiritualidade. 

Gastronomia:
Foto: http://www.stradadeivinidelcantico.it/

A Umbria é uma região que possui uma gastronomia rica e excepcional. Famosa pelos presuntos, salames, ensacados de Norcia, aos vinhos tintos de Montefalco e brancos de Orvieto. Não podemos esquecer também das trufas e do azeite umbro. Casteluccio è famosa também pela produção de lentilhas. 






quarta-feira, 2 de março de 2016

O Patrimônio Unesco na Toscana

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A Toscana é uma mistura de história, arte, cultura, gastronomia e belas paisagens. Nem com um milhão de palavras conseguiremos descrever o fascínio desta região italiana. É necessário conhecê-la "ao vivo e a cores" para poder compreender a riqueza deste território. A Toscana deve ser vivida, explorada, compartilhada e acima de tudo preservada para toda a humanidade.

A partir do ano de 1982 a UNESCO (United Nation Education, Scientific and Cultural Organization - Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura das Nações Unidas), declarou sete locais da Toscana como Patrimônio da Humanidade.

Uma viagem a Toscana pode ser uma bela oportunidade para conhecer os sete Patrimônios Unesco no território toscano.

01) Florença, Patrimônio da Humanidade



Começamos por Florença, berço do Renascimento, capital da Toscana. Pátria de grandes artistas e personagens ilustres, como Giotto, Michalengelo, Dante Alighieri, Maquiavel, Brunelleschi, etc.  O centro histórico de Florença foi o primeiro lugar a ser incluido no ano de 1982 na lista da Unesco.

Florença é uma espécie de museu ao ar livre, uma galeria contínua de obras de arte em perfeita harmonia com a arquitetura paisagística e com o planeamento urbano que caracteriza o tecido social: a identidade cultural desta cidade de maravilhas reside especialmente na sua alma artística, que ao longo dos séculos moldou a cidade que conhecemos hoje. 

A grandeza da catedral Santa Maria del Fiore, que se eleva muito acima dos telhados vermelhos com a sua famosa cúpula de Brunelleschi, a torre do sino de Giotto, o Museu Uffizi, com suas extraordinárias obras de arte, o Corredor de Vasari,  caminho fascinante e misterioso que preserva segredos de uma familia que governou Florença por três séculos, os Medici. E ainda a Igreja de Santa Croce, a Piazza della Signoria com as famosas estátuas na Loggia dei Lanzi, Ponte Vecchio e o Piazzale Michelangelo: uma vida não é suficiente para conhecer e apreciar profundamente a cidade de Florença, mas com certeza cinco minutos são suficientes para se apaixonar à primeira vista!

02) O esplendor  da Praça dos Milagres em Pisa



Depois do centro histórico de Florença, o outro site incluído na lista da UNESCO (1987) foi a Praça dos Milagres, em Pisa. Dominada (tanto em altura e em termos de popularidade) da famosa Torre Inclinada, a Praça dos Milagres é uma jóia situada no centro histórico de Pisa, protegida por muralhas medievais. 

A partir do século XI, a praça começou a ganhar vida com a construção do Duomo, um esplêndido exemplo da arquitetura românica local, o Batistério, Campanile e finalmente o cemitério. 

A Torre de Pisa atrai milhões de visitantes, intrigados com a inclinação única (devido, na realidade, a um aluimento de terras que já tinha sido observado no momento da sua construção.



03) San Gimignano e suas torres medievais




Ultrapassando Florença em direção a Siena, encontraremos o terceiro local que foi incluido na lista da Unesco no ano de 1990: o centro histórico da cidade de San Gimignano.

Emblema da região, a pequena e peculiar cidade medieval encarna a essência da Toscana, terra de inúmeras delícias culinárias e paisagístico. Sua aparência simples, elegante e ao mesmo tempo sofisticada - caracterizadas pelas famosas torres medievais que se elevam no perfil da cidade formando um skyline único no mundo - é uma combinação perfeita de arte e arquitetura local, em harmonia com a bela paisagem que a rodeia. 

04) Siena, a cidade do Palio



De San Gimignano, continuamos em direção ao outra maravilha da Toscana, que só poderia ser Siena com o seu centro histórico. A cidade do Palio, foi incluída na lista da UNESCO em 1995.

Seu rico e  charmoso centro histórico é  um magnífico exemplo de arquitetura medieval, Imperdivel a visita a Piazza del Campo, no centro da cidade com a sua forma característica de leque  e a Catedral que no seu  interior abriga preciosas obras de arte dos artistas mais famosos da Toscana, como por exemplo Michelangelo.


05) Pienza, a cidade do Papa Pio II



Ultrapassando Siena, passando ao longo das estradas de alguns vinhos mais famosos da Toscana, entre as suaves colinas ondulantes do Val d'Orcia chegamos até  Pienza, a cidade de Pio II, um grande estudioso e intelectual do século XV.

Imperdivel a visita ao belo Palazzo Piccolomini construído em 1459 como residência de verão do Papa. Pienza faz parte (com o seu centro histórico) dos locais de Património Mundial da UNESCO desde 1996.


06)  Vald' Orcia, cartão postal da Toscana




Val d'Orcia foi incluído na lista da UNESCO em 2004. Para descrever a beleza desta paisagem localizada no sul da Toscana, você deverá apenas pegar um dos cartões postais mais representativos da  região Toscana, que geralmente representam trechos de colinas que parecem se perderem no horizonte, em uma alternância sinuosa de cores, incluindo verde, ocre e marrom. 

E 'aqui mesmo, entre estes vales quase desertos, nos quais surgem os famosos, longos e finos ciprestes, símbolos locais inequívocos. Fazem parte do Vald' Orcia as cidades de Pienza, San Quirico d'Orcia e Montalcino para citar as mais famosas.

07) Ville e jardins dos Médici




Último a ser adicionado à lista de sites da UNESCO na Toscana são as doze Ville (mansões de campo) e os dois  jardins da familia  Medici em 2013. 

São eles:

Villa di Cafaggiolo
Villa del Trebbio
Villa di Careggi
Villa Medici di Fiesole
Villa di Castello
Villa di Poggio a Caiano
Villa di La Petraia
Villa di Cerreto Guidi
Palazzo di Saravezza
Villa La Magia
Villa di Artimino
Villa di Poggio Imperiale
Giardino di Boboli
Giardino di Pratolino

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A Escola de Atenas de Rafael Sanzio

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Os Museus dos Vaticano fazem parte da lista dos museus mais importantes do mundo e faz parte do seu acervo um precioso ciclo de afrescos feito pelo pintor renascentista Rafael Sanzio. O tema no nosso artigo de hoje é exatamente um desses afrescos: A Escola de Atenas.

A obra foi criada entre os anos de 1510 e 1511, situado na  chamada Stanza della Segnatura no Palazzo Apostolici no Vaticano. 

Em um edifício idealizado, Aristóteles e Platão ocuparm o centro de um encontro de antigos filósofos. No início do Século XVI, a fama do pintor Rafael sobre o tema da Virgem chegou até Roma. Assim, o arquiteto Bramante, introduziu no ano de 1508 Rafael na corte do papa. Naqueles anos Roma se tornou um grande centro de artistas, humanistas e estudiosos. 

O  Papa Júlio II confiou a Rafael a tarefa de pintar as  Stanze  (salas) do Vaticano fazendo uma síntese entre a  cultura clássica e a mensagem cristã. Para decorar as paredes da biblioteca privada do Papa era localizada na Stanza della Signatura, Rafael fez um complexo ciclo de pinturas que inclui quatro afrescos: metáforas da verdade espiritual, o justo, o belo e a alegoria da verdade racional.

A alegoria da verdade racional representa a Escola de Atenas, imponente afresco longo 7,70 metros. A composição mostra linhas que convergem para o centro da pintura. O grande edifício de mármore é decorado com esculturas pagãs. As estátuas de Apolo e Minerva representam o mundo mitológico.

Platão (Leonardo da Vinci)

Platão é reconhecível nos traços do rosto de Leonardo. Ele está localizado no centro do afresco e aponta para o céu, o mundo das idéias; Aristóteles com a mão esquerda  virada para baixo, o mundo natural. Sócrates, no entanto, dialoga com cidadãos atenienses. Na obra é possível reconhecer outros filósofos famosos e matemáticos_Pitágoras, Zenão e Diógenes. Euclide ensina os estudantes, seu rosto é o de Bramante. Próximo a ele, Zoroastro suporta a esfera celeste; Ptolomeu a esfera terrestre.
Heráclito, pensativo, tem os traços do pintor Michelangelo. Rafael teria decidido prestar homenagem a Michelangelo depois de ver seus afrescos na Capela Sistina, no verão de 1511.

Detalhe: autorretrato de Rafael (com o chapeu escuro)

Quatro personagens olham para o espectador, criando um efeito de grande envolvimento emocional: a figura com o manto branco, as duas crianças, e o próprio Rafael que se retrata. Os conceitos abstratos de filosofia são humanizados através dos gestos naturais dos filósofos que o dialogam. O estilo pictórico é monumental. Os quatros arcos do edifício seguem uma composição rítmica que cria uma ilusão ótica de grande profundidade e perspectiva.

Em 22 de abril de 1996 A Escola de Atenas é revelada após a restauração. Durante o trabalho veio à luz uma série de digitais que foram deixadas na massa fresca e que com muita probabilidade, pertencem a Rafael. 


1: Zenão de Cítio ou Zenão de Eleia
2: Epicuro
3: desconhecido (acredita-se ser o próprio Rafael)
4: Anicius Manlius Severinus Boethius ou Anaximandro ou Empédocles
5: Averroes
6: Pitágoras
7: Alcibíades ou Alexandre, o Grande
8: Antístenes ou Xenofonte
9: Hipátia ou Monalisa, Fornarina como uma personificação do Amor
10: Ésquines ou Xenofonte
11: Parménides
12: Sócrates
13: Heráclito ou Miguelângelo.
14: Platão segurando o Timeu (Leonardo da Vinci).
15: Aristóteles segurando Ética a Nicômaco
16: Diógenes de Sínope
17: Plotino
18: Euclides ou Arquimedes acompanhado de estudantes (Bramante)
19: Estrabão ou Zoroastro (Baldassare Castiglione ou Pietro Bembo).
20: Ptolomeu
R: Apeles (Rafael).
21: Protogenes (Il Sodoma ou Pietro Perugino).

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