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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

As grutas de Frasassi: um espetáculo único no mundo

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 As Grutas de Frasassi estão localizadas na cidade de Genga, Província de Ancona na região das Marcas e fazem parte do pulmão verde do Parco Naturale Regionale della Golla della Rossa e di Frasassi

Desde 1972, as grutas de Frasassi são protegidas pelo Consórcio Frasassi, que as valoriza  e protege, especialmente tendo em vista a pesquisa científica e a atração turística. Elas são formadas por uma série de grutas descobertas graças a uma meticulosa pesquisa por espeleólogos e geólogos, que começou em 1948 com o Grupo de Espeleologia Marche de Ancona.




O complexo das Grutas de Frasassi é um dos maiores e fascinantes percursos subterrâneos do mundo. O itinerário ao longo das grutas é uma visão surreal, um mundo encantado que nos leva para os primórdios da natureza. Uma maravilha natural que não cansa nunca os nossos olhos. 

As grutas possuem um ecossistema subterrâneo completo, onde ainda é possível observar a formação de concração, as gotas que escavam e constroem a própria arquitetura, graças ao trabalho da água e das rochas, onde a vida continua há milhões de anos.

No interior das Grutas de Frasassi não penetra nenhuma luz natural e por isso no seu interior é usado iluminação artificial com lâmpadas que não produzem calor.


O descobrimento da Gruta Grande do Vento


O primeiro vestígio da descoberta mais importante, a da Grotta Grande del Vento, foi em junho de 1971, quando Rolando Silvestri e Umberto di Santo, escalando a encosta norte do monte Valmontagnana, cerca de 450 metros de altura, descobriram alguns pequenos buracos que foram abertos presumivelmente devido ao deslizamento da superfície da terra seca misturada com ramos e folhagens causada pelo calor do verão. Em 25 de setembro de 1971, Rolando Silvestri, durante a expedição do grupo Speleogico Marchigiano CAI di Ancona, organizado e liderado por Giancarlo Cappanera, encontrou um desses buracos na montanha (tão grande como um volante de carro) que fez descobrir o "gateway" "da gruta, que foi imediatamente batizada como a Grotta Grande del Vento.



Inicialmente, os descobridores encontraram-se nesta grande caverna na escuridão total e o equipamento existente não lhes permitia descer à base da cavidade. Assim, a altura da gruta foi estimada jogando uma pedra e medindo o tempo da queda. Um primeiro cálculo aproximado levou à altura inesperada de mais de 100 metros. Mais tarde, os exploradores se equiparam com equipamentos adequados e exploraram o imenso espaço, chamado "Abisso Ancona" em homenagem à cidade dos descobridores.

Para conhecer e explorar as Grutas de Frassassi são disponíveis três percursos: Percurso Turístico,
Percurso Speleo-Avventura-Azzurro e Percurso Speleo-Avventura-Rosso. 

Preços: 
Bilhete inteiro: 18 euros; 
Bilhetes reduzidos: 14 euros;
Crianças de 06 a 14 anos: 12 euros.

Percurso Turístico:


É a parte reservada as visitas turísticas, equipada e com total segurança, fácil de percorrer. O total do percurso é cerca de 1.5km (3km ida e volta) e dura aproximadamente 1:30h de visita. Eu fiz esse percurso e adorei. A visita é acompanhada por um guia de turismo local e é feita em diversas línguas (inglês, francês, alemão e italiano).



A visita inicia-se com a abertura de diversos portões, você se sente como se tivesse entrando numa prisão de máxima segurança. Você vai descendo e vai sentindo a pele arrepiar de frio. Visitei as grutas no verão e do lado de fora faziam 40 graus. No interior das grutas a temperatura é constante de 14 graus. Senti muito frio! 

Aqui, entre estalagmites e estalactites, formas e tamanhos estimularam a imaginação dos espeleólogos, que depois da descoberta  as rebatizaram. É assim que durante a visita, você poderá conhecer os "Gigantes", o "Camelo" e o "Dromedário", o "Urso", a "Madonnina", a "Espada de Damocles", o "Obelisco" e até as "Cascatas de Niagara e o "Castelo das Bruxas". Muito legal fazer a visita com crianças, pois elas usam e abusam da criatividade das rochas e conseguem enxergar diversos personagens, que nós adultos não conseguiríamos ver sem elas.

O Abisso Ancona

Ao chegar a primeira gruta, chamada de Abisso Ancona, meus olhos se recusavam a acreditar no que eles viam. Eu já tinha visitado diversas grutas, tanto no Brasil como aqui na Itália, mas nada é comparável com aquilo que estava em frente aos meus olhos. Pecado que eles não deixam fotografar essa primeira parte da visita. 



O Abisso Ancora foi a primeira parte da gruta a ser descoberta. Recebeu esse nome em homenagem a cidade natal dos descobridores, Ancona. É uma enorme cavidade, talvez entre as maiores da Europa e do mundo, que tem essas dimensões: 180 metros de comprimento, 120 metros de largura e 200 metros de altura. Para vocês imaginarem a dimensão dessa gruta, caberia dentro dela, sem nenhum problema, o Duomo de Milão.

No fundo da cavidade pode-se observar uma massa caótica de blocos, resultado de movimentos destrutivos e colapsos que ocorreram ao longo dos milênios e que deram origem ao Abisso Ancona.

No centro do Abisso Ancona chama atenção o imponente grupo de estalagmites de mais de  mil anos chamado "Os gigantes". Dado o diâmetro (2m - 5m) e a altura (1,50m - 20m), eles certamente podem ser considerados as estalagmites mais importantes das grutas. Observando a cúpula do "Abisso Ancona", você pode ver a abertura natural através da qual, no memorável dia de 29 de setembro de 1971, os primeiros espeleologistas desceram ao complexo subterrâneo para anunciar ao mundo a sua descoberta.

Sala 200

Essa parte da gruta recebe esse nome porque ela possui 200 metros de extensão. No início da Sala 200 existem concreções bizarras, todas tendendo a cor avermelhada. É possível ver diversas estalagmites (formações que crescem no solo da gruta e que vão em direção ao teto) e estalactites (formações que se originam no teto de uma gruta crescendo para baixo, em direção ao solo). Quando uma estalagmite encontra uma estalactites, formam uma coluna. 


Percurso Speleo-Avventura Azzuro e Percurso Speleo-Avventura Rosso

Os especialistas e apaixonados por grutas podem escolher um entre os dois percursos Speleo-Avventura. A diferença entre os dois percursos é o grau de dificuldades. É necessário reservar as duas visitas com antecedência.

O Percurso Speleo-Avventura Azzuro é de média/baixa dificuldade e tem duração de duas horas.  É disponível para crianças acima de 12 anos. 

O Percurso Speleo-Avventura Rosso possui grau médio de dificuldade e tem a duração de cerca 3 horas. É aconselhável para quem já fez o percurso Azzuro. 

Para os percursos Speleo Avventura é necessário o acompanhamento de um guia especializado e o equipamento necessário é fornecido pela administração da gruta e é incluído no preço do bilhete. No momento da reserva é melhor perguntar se é necessário algum tipo de roupa. Acredito que seja necessário levar também uma muda de roupa para se trocar depois da vista.



Preços:

Percurso Speleo-Avventura Azurro: 40 euros 
Percurso Speleo-Aventura Rosso: 50 euros

Os preços informados são referentes ao ano de 2017, ano que fiz a visita.

Todos os bilhetes compreendem a visita guiada nas grutas, entrada no museu Speleo-Paleontologico e ao Museu de Genga.

Importante: 

  • A temperatura interna das grutas é 14 grau durante todo o ano com umidade de 98%. Aconselho levar um casaquinho porque faz muito frio e usar sapatos confortáveis;
  • As grutas de Frassassi são abertas todos os dias, menos nos dias 04 e 25 de dezembro. As grutas ficam fechadas também no período de 10 a 30 de janeiro;
  • Não é possível chegar de carro até a entrada das grutas. Próximo das grutas, existe um grande estacionamento, onde você deixa o carro e compra os bilhetes de entradas. Do estacionamento tem um ônibus (passagem incluída no bilhete) que nos leva até as grutas.





terça-feira, 5 de dezembro de 2017

10 motivos para visitar (e amar) Florença

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É a primeira vez que você irá visitar Florença? As malas estão prontas, as passagens já foram compradas e o hotel reservado. Você não sabe o que ver e nem como explorar os tesouros de Florença? 

Nós preparamos 10 motivos para visitar ( e amar) Florença. Temos certeza que você irá se apaixonar pela história dessa cidade que foi o berço do Renascimento italiano, pátria de personagens ilustres, como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Giotto, Donatello, Américo Vespucci, Maquiavel, Brunelleschi, Botticelli, entre outros.

Visitar Florença é um mergulho no passado, é voltar atrás no tempo. Na capital da Toscana, é fácil fechar os olhos e imaginar os grandes mestres do Renascimento e da literatura mundial passeando pelas ruas estreitas da cidade.

10 motivos para visitar (e amar) Florença


  1. Piazza Duomo: Catedral, Cúpula de Brunelleschi, Torre de Giotto e Batistério de San Giovanni



A cúpula de Brunelleschi domina Florença e, até hoje, não há construção maior em toda a cidade. A torre do sino foi projetada por Giotto, apesar dele não ter visto a obra concluída. O Batistério é um dos edifícios mais antigos de Florença e é dedicado a São João Batista, padroeiro da cidade; Com suas portas magníficas, é uma verdadeira Bíblia feita de imagens. O Duomo com sua fachada de mármore branco, vermelho e verde chama a atenção. Não existe um complexo de construção tão extraordinário em qualquer outro lugar do mundo. Estamos no coração de Florença, em frente a Catedral Santa Maria del Fiore, que todos chamam de Duomo e que foi construída em 1296.

  1. Piazza della Signoria



Piazza della Signoria é a praça central de Florença, construida em forma de L e dominada pelo Palazzo Vecchio (Palácio Velho), construído no final do século XIII para abrigar o governo da cidade. A praça é um verdadeiro museu a céu aberto, e em frente ao Palazzo Vecchio é possível admirar belíssimas esculturas (algumas cópias e outras originais) que representam acima de tudo o poder político da cidade.

A Loggia della Signoria (também chamada de Loggia dei Lanzi), foi construida no século XIV e hoje abriga esculturas romanas antigas, maneiristas e neoclássicas.

  1. Ponte Vecchio (Ponte Velha)




Outro símbolo de Florença. Inconfundível! A cidade é atravessada pelo rio Arno e os 3 arcos da ponte ligam as duas margens.

Aqui você encontrará muitas joalherias feitas a partir do fechamento dos porticados preexistentes. Não se tem a impressão de estar em uma ponte, mas parece que é a continuação de uma rua. Por cima da Ponte Vecchio, passa o Corredor Vasariano, construído por vontade de Cosimo I dos Médicis para unir a sede do governo, Palazzo Vecchio, à residência dos Médicis, o Palazzo Pitti.

  1. Basílica de Santa Maria Novella




É uma das igrejas mais bonitas de Florença, tanto que era chamada por Michelangelo de “Minha Esposa”. Quartel-general da Ordem dos Dominicanos, no seu interior é possível admirar diversas obras de arte, como o Crucifixo de Giotto, a Trinità de Massacio, os afrescos de Ghirlandaio no altar principal e afrescos de Fillipino Lippi. Não deixe de visitar o Museu de Santa Maria Novella e a Farmácia Santa Maria Novella.

  1. Basílica de Santa Croce



Santa Croce é a mais importante igreja franciscana de Florença. Simples, mas imponente, a Basilica de Santa Croce é conhecida como o “Tempio dell' Italie Glorie” (Templo das Glórias Italianas) por causa dos túmulos de personagens ilustres que se encontram no seu interior. Alí repousam Michelangelo, Galileu, Maquiavel, Rossini, Ugo Foscali, entre outros. Importante também o ciclo de afrescos feito por Giotto e seus seguidores, o crucifixo de Cimabue e as obras de Donatello.

  1. Galleria degli Uffizi



É o principal museu de Florença onde é possível admirar as obras dos grandes mestres italianos: Michelangelo, Leonardo da Vinci, Paolo Uccello, Botticelli, Giotto, Rafael, Tiziano, Caravaggio, etc. O museu também possui um núcleo importante de esculturas romanas e gregas. Super recomendado comprar os bilhetes de entrada com antecedência, para evitar longas filas de espera. Se você é apaixonado por arte, não pode deixar de visitar esse museu.

  1. Galleria dell'Accademia



A Galleria dell'Accademia é o segundo museu mais visitado de Florença. Possui uma grande coleção de pinturas primitivas, mas o carro chefe são as obras de Michelangelo: os prisioneiros e o famoso David. O museu possui também uma importante coleção de instrumentos musicais que pertenceram as família Medici e aos Lorenas.

Conheça o nosso tour guiado na Galleria dell'Accademia e descubra os segredos da escultura mais importante do Renascimento Italiano: O David de  Michelangelo.

  1. Palazzo Pitti e Jardim de Boboli



Construído para ser a residência da família Pitti (daí o nome), em seguida foi comprada pelos Médicis. Foi a última residência dos Médicis, depois dos Lorenas e dos Savoias, no período que Florença foi a capital da Itália. Hoje é sede de diversos museus: Galleria Palatina, Galeria de Arte Moderna, Galleria del Costume, Museu do Tesouro do Grão Duque, Museu da Porcelana.
Atrás do Palazzo Pitti, tem os Jardins Boboli, um verdadeiro parque histórico da cidade. O Jardim de Boboli é um modelo de jardim italiano cuja vasta superfície é um verdadeiro museu ao ar livre, com estátuas, grutas e fontes. Passear no seu verde e o silêncio é quase surreal.

  1. Piazzale Michelangelo



Se queres ter a melhor vista de Florença, não podes deixar de visitar o Piazzale Michelangelo. É uma grande praça dedicada a Michelangelo que foi construída no alto de uma colina, onde é possível ver a cidade do alto, um verdadeiro belvedere de Florença. É possível ir a pé, ou você pode pegar o ônibus 12 ou 13 na estação Santa Maria Novella. Do Piazzale Michelangelo você pode visitar a igreja de San Miniato al Monte e o Jardim das Rosas.

  1. Mercato Centrale (Mercado Central)




Imperdível para amantes da gastronomia florentina. Na parte térrea é um verdadeiro mercado de frutas, legumes, carnes e produtos típicos alimentares. No andar superior tem a praça de alimentação com diversos restaurantes com comidas típicas.


Se você que conhecer os tesouros de Florença acompanhados por uma guia brasileira, fale conosco. Podemos montar um roteiro personalizado para você e para sua família.



quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O que ver em Tropea

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Tropea, localizada na região da Calábria, é uma meta turística extremamente econômica e oferece águas cristalinas e paisagens de tirar o fôlego.

O mar de Tropea, com suas águas turquesas, foi listado como uma  das mais belas praias da Europa pela famosa  Sunday Times. Tropea possui dois quilômetros de praia de areia branca e fina e mais de um quilômetro de costa rochosa.


O que ver em Tropea?



No lido Tropical (ou qualquer outra praia bem equipada), você poderá alugar um pedaló e ir até a Gruta Azul. O sul de Tropea é perfeito para aqueles que gostam de mergulhar, pois é caracterizada por cenários rochosos, de fato, a Gruta Azul está escondida entre rochas e pequenas praias isoladas de cores únicas. 

O lado norte caracteriza-se pela famosa rocha de Santa Maria dell'Isola, símbolo de Tropea. A praia de Roccetta é  famosa especialmente pelas suas águas cristalinas e turquesas!

O que ver em Tropea e os arredores, as ilhas sicilianas


Do porto de Tropea é possível embarcar paras as Ilhas Eólias. Há mini-cruzeiros de um dia  ou a experiência "Stromboli By Night", que lhe dá a chance de ver o espetáculo do fogo do vulcão Stromboli.  Dentro da instalação portuária, é possível alugar barcos infláveis, embarcações de vela ou motorizadas. Há também um centro de mergulho no porto.


O que ver em Tropea, o centro



O centro de Tropea é o destino típico para turistas e para quem quem está procurando por lembranças e, acima de tudo, para aqueles que querem comprar especialidades gastronômicas da Calábria. O centro é repleto de lojas e restaurantes que  foram escavados diretamente na pedra arenosa: o centro de Tropea se desenvolve na fortaleza medieval, uma rocha circular com vista para o mar azul turquesa de Tropea. Não deixe de provar a cebola vermelha de Tropea!

Aqueles que têm interesses históricos /culturais  podem visitar a Catedral Normanda com o Museu em anexo. O coração do centro histórico de Tropea é a Piazza Ercole.



O que ver em Tropea e nas redondezas, Capo Vaticano


Quem vai a Tropea não pode deixar de visitar uma etapa obrigatória: o Capo Vaticano com seu belvedere. Passando pela Viale Berto, você alcançará o Belvedere del Faro, onde poderá caminhar por uma estrada íngreme para alcançar a mais bela vista da costa: atrás de você, veja o farol majestoso, enquanto você pode admirar o Estreito de Messina e até as Ilhas Eólias. A visita a Capo Vaticano é recomendada apenas com céu claro para não prejudicar a vista esplêndida. 


terça-feira, 14 de novembro de 2017

O teatro romano de Fiesole

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Fiesole é uma cidadezinha muito tranquila localizada nas colinas nos arredores de Florença. Longe do grande corre-corre dos turistas, visitar Fiesole é um verdadeiro mergulho na arte, na beleza natural e principalmente na história. A presença humana em Fiesole é comprovada deste da Idade do Bronze (cerca de 2.000 anos a.C.).

A cidade etrusca foi fundada aproximadamente entre os séculos VIII-IV e na segunda metade do Século I a.C, Fiesole se transforma em uma típica cidade romana.

O Teatro Romano de Fiesole


Talvez seja o símbolo mais famoso de Fiesole e com certeza é um dos monumentos mais fascinantes da Toscana, onde é possível reviver dois mil anos de história de uma cidade fundada muito antes de Florença: estamos falando do teatro romano de Fiesole.

Um local mágico, não somente pelos dois mil anos de história, mas pela excelente acústica e pelos diversos espetáculos de alto nível que acontece todos os anos durante o verão: L'Estate Fiesolana.

Reconstrução Teatro Romano de Fiesole - Foto: Musei di Fiesole


A cávea (estrutura semicircular, onde segundo a escala social, sentavam os expectadores) surge em um panorama dominado por colinas e bosque – é de tirar o folego! O teatro romano de Fiesole possui uma planta semicircular, típico dos modelos gregos e foi escavado na rocha, apoiando-se no declive natural da colina, formando uma verdadeira concha acústica. A cávea era dividida em quatro setores por meio de pequenas escadas, o que permitia o público de chegar ao local com mais facilidade.

Na parte de baixo, tinha a Orquestra, (semicírculo diante do palco), que no teatro grego hospedava o coro e no romano acolhia em cadeiras de mármores ricamente decoradas, as autoridades e os personagens mais ilustres da cidade. Provavelmente o piso da Orquestra era decorado com mosaicos. Em frente a Orquestra ficava o palco (proscenio), local dedicado as representações teatrais.

Desde época antiga, no Teatro Romano, se alteravam máscaras trágicas e cômicas (as tragédias e comédias romanas), admiradas por 2.500 expectadores.

Reconstrução Teatro Romano de Fiesole - Foto: Musei di Fiesole


Na Idade Média e nos séculos sucessivos o local foi “batizado” pelos fiesolanos como “Buca delle Fate” (buraco das fadas), pois segundo a lenda, no ano de 1125 para não presenciar a conquista de Fiesole por parte de Florença, as fadas de Fiesole, símbolo de um tempo feliz, se esconderam dentro do teatro romano, debaixo da terra.


Em 1809, o barão prussiano von Shellersheim, explorando em busca de objetos preciosos, afirmou ter encontrado alguns objetos nas antigas estruturas do antigo teatro, mas essa notícia não possui nenhuma confirmação histórica. As escavações do teatro romano foram organizadas somente em 1870 e terminaram entre 1882 e 1900, com a reconstrução do lado esquerdo da cávea. Podemos facilmente individuar a parte original da cávea porque a parte destinada ao expectador (uma espécie de arquibancada) era composto por um único bloco de pedra (à direita da cávea) e a parte refeita (à esquerda) é composta por diversos blocos de pedras menores, deixando um pequeno espaço entre eles.

O Teatro Romano de Fiesole em 1875


O teatro romano faz parte da área arqueológica de Fiesole juntamente com o templo etrusco-romano, as termans e o Museu Arqueológico.

Se você deseja explorar a área arqueológica de Fiesole acompanhado de um guia de turismo brasileira, fale com conosco!

sábado, 28 de outubro de 2017

Todi, uma pérola da região da Umbria

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Continuando a nossa viagem pelas terras da Umbria, hoje vamos visitar Todi, conhecida também como a “Città ideale” (Cidade ideal). Todi é uma das cidades mais belas da Umbria, que encanta não somente pelos seus monumentos, mas principalmente pela atmosfera medieval que se respira pelas ruas do centro histórico. Em Todi acontece todos os anos, diversas manifestações culturais e artístícas.



Narra a lenda que foi uma águia quem indicou a colina onde surgiria a cidade, e de fato, a águia é o símbolo de Todi. Lendas à parte, sabemos que Todi foi uma cidade etrusca, mas que manteve uma ligação muito estreita com os úmbrios, um povo que habitava a zona longo ao rio Tibre – (sim, é esse mesmo, o famoso rio de Roma). O rio Tibre, nasce na Umbria e segue o seu percurso até o Lazio, até chegar em Roma.

Muralha de Todi


Sucessivamente, Todi foi dominada pelos romanos e em época medieval foi uma cidade livre e de grande prosperidade econômica. Foi nessa época que a cidade ampliou o seu território e necessitou construir uma muralha mais ampla – a muralha anterior era etrusca-romana. Nessa época surgiu também grande parte dos monumentos que apreciamos ainda hoje. Em seguida a cidade foi governada por diversos Senhores até fazer parte do Estado Pontifício e após 1860, Todi passou a fazer parte do Reino da Itália.

Jacopone da Todi


Monumento a Jacopone da Todi


Um filho ilustre desta cidade foi Jacopone da Todi, de família nobre nasce em 1230. Foi um grande escritor, poeta e frade franciscano, dedicou a sua vida a uma penitencia extrema. Por entrar em contato com o Papa Bonifácio VIII (aquele do primeiro Jubileu e que Dante depois colocou no Inferno na Divina Comédia), foi preso e destinado a passar seus dias em grandes tormentos.

O que ver em Todi


Piazza del Popolo


Piazza del Popolo e ao fundo Palazzo dei Priori


É o coração de Todi, foi construída no ponto mais alto da cidade. A praça é famosa principalmente pela sua indiscutível beleza. A praça ocupa o local, onde em época antiga surgia o Forum Romano. Possui uma forma retangular e é circundada pelos principais edifícios da cidade, como por exemplo, o Duomo, o Palazzo dei Priori, o Palazzo del Popolo e o Palazzo del Capitano.

Palazzo dei Priori


O lado oposto do Duomo é ocupado pelo Palazzo dei Priori, construído no Século XIV. Apesar do Palazzo dei Priori ter sido modificado ao longo dos séculos, ele ainda conserva o seu aspecto original,como por exemplo a torre do século XIV.

Palazzo del Popolo e do Capitano


Do lado direito da Piazza del Popolo temos o Palazzo del Popolo e o Palazzo del Capitano. O primeiro foi construído no século XIII.

O Duomo


Duomo de Todi


O edifício surge no final de uma escadaria no lado norte da Piazza del Popolo. A construção é datada do início do Século XII, mas sofreu algumas modificações ao longo dos séculos. Durante a ocupação romana, o local onde surge a igreja era ocupado provavelmente por um templo pagão. O interior da igreja é muito harmonioso e abriga diversas obras de artes.

Interior do Duomo de Todi


Igreja de San Fortunato


Igreja de San Fortunato


Saindo da Piazza del Popolo em direção a Via Mazzini (ao lado do Palazzo dei Priori), encontramos alguns edifícios medievais e o belo Teatro Comunale. Chegando na Piazza Jacopone da Todi, ao final de uma escadaria surge a igreja de San Fortunato. A fachada da igreja foi realizada no século XV em estilo gótico e o restante da construção teve início no século XIII. No seu interior, encontramos o túmulo do frade Jacopone da Todi, além de diversas obras de arte, como por exemplo uma Virgem com o Menino, obra de Masolino da Panicale e afrescos da escola de Giotto.

Monumento em homenagem ao frade Jacopono da Todi


Santa Maria della Consolazione


Santa Maria della Consolazione


A igreja é localizada na periferia de Todi, fora da muralha da cidade e se eleva, imponente e solitária em uma área verde que domina o vale. O projeto arquitetônico do edifício é atribuído a Bramante, grande arquiteto que realizou diversas obras em Roma. Sabemos também que outros importantes arquitetos, como Sangallo, Vignola e Peruzzi contribuíram para a construção da igreja. O Templo della Consolazione, como é chamado em Todi, é com certeza um dos melhores exemplos de arte renascentista na Itália.


sábado, 21 de outubro de 2017

Spello, cidade da arte e das flores

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Spello é uma das cidadezinhas mais típicas da região da Umbria.  Situada aos pés de uma colina, próxima a Assis, é uma das metas mais sugestivas para os apaixonados por cidades medievais. Spello também é importante por causa dos restos da cidade romana e pelas obras renascentistas.



Fundada pelos antigos romanos com o nome de Hispellum, a cidade romana era de grande importância, tanto que recebeu o nome de "Colonia Explendíssima Julia". Em época medieval primeiramente fez parte do Ducato de Spoleto  (na época pertencia ao Estato Pontefício), e depois fez parte da cidade de Perugia. Sucessivamente foi governada por diversos senhores e a partir do Século XVI voltou a fazer parte do Estado Pontificio.

Torri di Properzio e Porta Venere da época do Imperador Augusto


A visita a Spello, além de levar em conta os edifícios mais importantes da cidade, teve incluir também, um passeio pelo antigo centro histórico, pois é alí que podemos admirar os aspectos mais típicos da época medieval umbria.

Jesus com os Doutores da Igreja - afresco de Pinturrichio na igreja Santa Maria Maggiore - Spello

Sugiro incluir na sua visita a igreja de Santo André (Chiesa di Sant'Andrea). Com uma simples e austera arquitetura românica, a igreja de Santo André possui uma quadro realizado por Pinturricchio. Não pode deixar de incluir no seu roteiro também uma visita no Duomo de Spello, Santa Maria Maggiore, possui uma capela (Capella Baglioni) inteiramente afrescada pelo Pinturricchio com episódios da vida de Maria. Outra igreja que merece uma visita é a igreja de San Lorenzo, que possui diversas esculturas e pinturas no seu interior. 



O alto da cidade é dominado pela Rocca, datada do século XIV e que atualmente foi reduzida a uma torre. Próximo a Rocca é possível visitar a pequena Iigreja dos Capucinhos (Chiesetta dei Cappuccini) e principalmente o Belvedere, onde os nossos olhos poderão abraçar uma das vistas mais bonitas da região.



Passeando por Spello, notamos que várias ruas e casas são decoradas com muitas flores. Trata-se de um evento, na verdade, um concurso incentivado pela comune, que acontece há 13 anos, chamado "Finestre, balconi e vicoli fiorito" (Janelas, varandas e becos floridos). No concurso, os participantes transformam as janelas e ruas da cidade durante todo o verão em um lindo jardim multicolorido. No mês de agosto acontece a premiação dos vencedores.

O panorama do Belvedere



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Recanati, a cidade natal do poeta Giacomo Leopardi

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Nas famosas Colinas do Infinito (Colli dell' Infinito), na Riviera del Conero, na região das Marcas, surge Recanati, famosa por ser a cidade natal do poeta Giacomo Leopardi e do celebríssimo tenor Beniamino Gigli. Graças ao Poeta, Recanati é conhecida como a Cidade do Infinito.

Um pouco de história:

Recanati surge tortuosa em cima de uma colina, entre os vales dos rios Potenza e Musone. Antigamente o seu território era povoado pelos Piceni. Depois seguiram várias invasões por parte dos romanos, dos godos, bizantinos e lombardos.



Durante a Idade Média, os seus habitantes viviam entre os de três castelos feudais: Monte Volpino, Monte Morello e Monte Muzio, que por volta da metade do século XII se uniram e deram origem a comuna  de Recanati. Ao longo de cinco séculos, em Recanati acontecia uma prestigiosa feira que era frequentada por todos os habitantes das Marcas.

No ano de 1294, com a translação da Santa Casa de Loreto, Recanati se transformou em uma verdadeira meta de peregrinação. Em 1860 a cidade passou a fazer parte do Reino da Itália. No ano de 1798 nasce o poeta Giacomo Leoparti (morto em Nápoles em 1837) e em 1890, nasce o tenor Beniamino Gigli (morto em Roma em 1957).


Tradições Culinárias:

Os pratos típicos recanatesi são os chamados "Vincisgrassi", conhecidos também como lasanha de carne. Muito característico também são os cappelletti in brodo, os salames, as verduras gratinadas e o doce "ciambellone". Em todo o território de Recanati existem grandes produtores de azeites.

Giacomo Leopardi


Luiggi Lolli - Retrato de Giacomo Leopoardi - 1826


No dia 29 de junho Recanati festeja o nascimento de Giacomo Leopardi e até o dia 02 de Julho a cidade vive uma multiplicidade de eventos culturais, musicais, espetáculos, feiras e degustações. Nesse período do ano Recanati volta no tempo e revive o glamour do século XIX, época a qual viveu o seu ilustre filho Gioacomo Leopardi.



Como já dizemos, Giacomo Leopardi nasce em Recanati no dia 29 de Junho de 1798. Filho dos nobres Monaldo e Adelaide Antici, é considerado o maior poeta italiano do século XIX e uma das figuras mais ilustres da literatura mundial, além de um dos principais poetas do Romantismo Literário. A profundidade das suas reflexões sobre a existência e a condição humana o consagrou também como um notável filósofo. A extraordinária qualidade lírica das suas poesias fez com que Leopardi fosse considerado um dos protagonistas no panorama literário e cultural europeu e internacional.

O que ver em Recanati


1) Colle dell'Infinito




É uma verdadeira mistura de terraço e jardim onde é possível admirar um vastíssimo panorama que inspirou Giacomo Leopardi na composição da lírica "L'Infinito. Ali se respira magia e poesia.

2) Igreja de Santo Agostinho


Torre Campanária da Igreja de Santo Agostinho

A Igreja é datada do século XIII e abriga no seu interior importantes afrescos do século XV. A Torre Campanaria é famosa por ter sido citada por Leopardi na poesia "Il Passero Solitario".

3) Teatro Persiani e Museu Beniamino Gigli
O Teatro Persiani é a sede do Museu Beniamino Gigli, um local exclusivo onde é possível se maravilhar com a potente voz do tenor recanatese. Beniamino Gigli foi considerado como um dos maiores cantores líricos do século XX. Na Sala dei Trenta foi reconstruído o camarim de Beniamino e um pequeno espaço teatral. É possível admirar também diversas roupas de cenas, além de partituras.

4) Piazza Giacomo Leopardi



No centro da praça podemos admirar o monumento em homenagem ao Poeta e em um dos lados a maravilhosa Torre del Borgo, alta 30 metros e construída em 1160 como símbolo da cidade.

5) Museu Civico Villa Colloredo Mels


Anunciação de Lorenzo Lotto - Museu Civico - Recanati

O nome Villa Colloredo Mels deriva da família friulana dos Colloredo, que chegaram na região das Marcas em 1600. Desde de 1998, o palácio hospeda os museus cívicos de Recanati, que é dividido em diversas partes que documentam a história e a arte de Recanati desde da pré-história até aos nossos dias. O museu conserva obras-primas de 1300 e 1400, como obras de Pietro Domenico da Montepulciano, Ludovico da Siena e principalmente as obras do pintor veneto Lorenzo Lotto.

6) Casa Leopardi



No Palazzo Leopardi é possível visitar  a famosa Biblioteca de Monaldo, pai do Poeta, que contém mais de 25.000 volumes. Aqui o Poeta dedicou a sua adolescencia ao "studio matto e disperatissimo" (estudo louco e desesperadíssimo). A Casa Leopardi surge no rione de Monte Morello.

07) Piazza Sabato del Villagio




Próximo a casa do Poeta, Piazza Sabato del Villagio, recebe ao nome em homenagem a um das poesias mais importantes de Leopardi. Na praça surge a Igreja de Santa Maria di Montemorello, onde Leopardi foi batizado e a casa de Teresa Fattorini, inspiradora da  famosa  obra "A Silvia".

8) Parco Villa Colloredo Mels
Verdadeiro pulmão verde de Recanati, o Parco di Villa Colloredo é muito interessante do ponto de vista natural. Oferece ao visitante uma grande sensação de "passear no bosque" e a importante vegetação permite uma fauna consolidada e estável. Aqui se encontra uma das sedes do WWF, a maior organização mundial para a defesa da natureza, do habitat e dos animais em perigo de exitinção.

9) Torre Civica 






É a Torre del Borgo, símbolo da cidade, localizada na Piazza Giacomo Leopardi.

10) Museu Diocesano

Localizado próximo a Catedral de San Flaviano, no antigo palácio episcopal. Entre as várias obras não deixe de ver a "Sacra Famiglia" de Andrea Mantegna, "Madonna del Cardellino" de Giacomo da Recanati e a "Santa Lucia" de Guercino.

11) Porta Marina




Um belissimo portal medieval que se encontra na entrada do centro histórico de Recanati. É a único portal de Recanati que ainda possui uma porta de madeira.

12) Museu Emigrazione Marchigiana
O museu se encontra no interior das cantinas de Villa Colloredo Mels e é dedicado aos numerosos marchiagini que deixaram a região para tentar uma vida melhor no exterior.

13) Convento di Santo Stefano
Hoje Centro Mundial da Poesia, possui um belissimo jardim.

14) Palácio Antici
Casa Natal de Adelaide Antici, mãe do Poeta Giacomo Leopardi.

15) Centro Nazionle di Studi Leopardiani
O edifício foi construido em 1937 a fim de promover os estudos e as obras do poeta. É unido ao Palazzo Leopardi.

16) Igreja de San Vito
De planta romanica-bizantina, foi modificada ao longo dos séculos. A fachada é obra de Vanvitelli (1771). No oratório da Congregazione dei Nobili, o jovem Leopardi recitava os discursos sacros.

17) Catedral de San Flaviano




Igreja dedicada a São Flaviano, foi elevata a Catedral no ano de 1240.

18) Palazzo Roberti
Um dos edifícios mais bonitos da cidade, pertencia a família dos marqueses Roberti, hoje Carancini. Foi projetado no século XVII por Ferdinando di Bibbiena.

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