Florença

Florença

Pienza

Pienza

Veneza

Veneza

Roma

Roma

O Grande São Bernardo

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Se olharmos para um mapa, a longa cadeia dos Alpes parece dividir a Europa em duas, de leste a oeste. Através dessa cadeia de montanhas abrem verdadeiras passagens de comunicação que permite o contato entre os povos do sul e os do norte.
O Grande São Bernardo é uma dessas passagens: por um longo tempo foi uma das principais e a mais antiga via de comunicação dessa zona.  Localizado a 2.472 metros acima do nível do mar, a colina é dominada ao norte pelo Chenalette, ao sul pelo Mont Mort e a oeste pelo Pain de Sucre. O Colle do Grande São Bernardo é localizado na fronteira entre a Italia e a Suiça.

São Bernardo de Menthon
O Grande São Bernardo, devido à sua posição, é exposto a ventos quase constante e uma temperatura variando entre um mínimo de -30 ° C e um máximo de + 19 ° C. A queda de neve anual às vezes é superior a vinte metros de altura.
No início, para ir até o passo da montanha, havia apenas um pequeno caminho que corria ao longo da margem do lago.
Desde da época do Império Romano, foi construído  no passo um templo dedicado a Júpiter Pennino, o passo foi uma importante via de comunicação através dos Alpes. Em torno do templo romano foram descobertos edifícios que datam da mesma época.
 
O antigo hospittal na parte suiça

Em 1045, São Bernardo de Menthon fundou um hospital na colina que administrado por uma congregação de cânones, a fim de fornecer abrigo, assistir e proteger os numerosos peregrinos, incluindo aqueles que percorriam a Via Francigena.

Já falamos da via Francigena nesse post: A Via Francigena e a pelegrinação na Idade Media

Desde do século XVI, os cânones treinavam cães de grande porte molosser, para guardar e proteger o hospital, mas também para muitos outros usos. Esses cães ficaram famosos no mundo principalmente por  ajudar os cânones marcar trilhas na neve fresca, fornecendo aviso prévio das avalanches, e ainda por  encontrar os viajantes perdidos por causa mal tempo ou mesmo os viajantes que se encontravam enterrados sob avalanches. A partir do Século XIX esses cães ficaram conhecidos como de raça São Bernardo.

Foram tantos os personagens históricos que passaram pelo Grande São Bernardo. A passagem mais espetacular foi a de  Napoleão, que, com seu exército de 40.000 homens e 5.000 cavalos, 50 canhões , atravessou a no século XIX. A passagem da artilharia causou inúmeras dificuldades e levou oito dias para que  todo exército terminassem a passagem.

A parte italiana

Em 1892 a atua estrada pavimentada foi aberta no lado suíço e, somente em 1905, na Itália.
Na colina que você pode apreciar a vista de um pequeno lago, gelo até a primavera, e vistas deslumbrantes para as montanhas circundantes. A área é um destino para rotas de turismo de esqui  e caminhadas durante o verão.

O Grande São Bernardo é acessivel somente a partir da metade do mês de junho até a outubro. O restante dos meses, por causa da neve abundante, o cole permanece fechado.

Itinerário de um dia no Chianti

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A região conhecida como Chianti é uma das zona mais apreciadas da Toscana pelos visitantes de todo o mundo.

De um ponto de vista geográfico os limites do Chianti não são bem definidos, no entanto, o território pode ser considerado entre as províncias de Florença e Siena.

Em alguns casos, nós usamos a divisão Chianti "Fiorentino" e "Senese", mas isso é feito principalmente em referência à produção de vinho.

O Chianti oferece uma paisagem única, entre dolces colinas, bosques, olivais, vinhedos e pequenos burgos e castelos fortificados.

Se você tem somente um dia para conhecer o Chianti, a sugestão é visitar o Chianti Fiorentino. O ideal para visitar o Chianti é alugar um carro. Partindo de Florença, pegue a estrada SS222 conhecida também como a Chiantigiana. A primeira cidadezinha que você irá encontrar é Strada in Chianti da onde é possível admirar uma paesagem espetacular.


Greve in Chianti: estatua do navegador Giovanni da Verrazzano

Mais a frente, encontraremos Greve in Chianti, que pode ser considerada a “porta” do Chianti Fiorentino. Em Greve in Chianti não deixe de admirar a Piazza Matteotti, conhecida também como Piazza Mercatale, pois antigamente a praça era usada principalmente para o mercado de animais de corte. No centro da praça, uma grande estátua do navegador Giovanni da Verrazzano.

Greve in Chianti: Enoteca Falorni
 Em Greve, merece uma visita também a Enoteca e a Marcellaria Falorni, onde será possível degustar o famoso vinho Chianti e é claro provar as iguarias da gastronomia da zona. 

Montefioralle
 Nos arredores de Greve in Chianti, não deixe de visitar um dos burgos mais bonito da Itália: Montefioralle. Este pequeno burgo é um dos mais antigos do Chianti e ainda mantém sua aparência original. Divirta-se procurando em Montefioralle a casa da família Vespucci, outro grande navegador com origens em Chianti.

Já falamos de Montefioralle neste post: Montefioralle, no coração do Chianti

Montefioralle
De volta à estrada principal você encontrará Panzano in Chianti, pequena cidade que se tornou famosa nos últimos anos por causa da Antica Maccelleria Cecchini, onde você corta poderá provar a famosa bisteca fiorentina.

Logo após Panzano in Chianti, se encontra a encantadora Pieve de San Leolino, igreja construida no século XII e que alberga preciosas obras de arte sacra.

Castellina in Chianti
Continuando ao longo da Chiantigiana você encontrará Castellina in Chianti, o limite entre o Chianti fiorentino e o Chianti senese. De origem etrusca, desempenhou um papel importante nas lutas entre Siena e Florença. A majestosa fortaleza e a grande roca testemunham esse passado importante. Não perca a caminhada até a Via delle Volte, que oferece uma espetaculas vista panorâmica.

Já falamos de Castellina in Chianti neste post: Castellina, no coração do Chianti

Seguindo em direção a Florença pela Supestrada Firenze-Siena, a última cidade do Chianti, San Casciano Val di Pesa. No centro da cidade ainda são reconhecíveis os sinais de suas origens medievais. A poucos quilômetros de distância você encontrará o Albergaccio de Sant'Andrea em Percussina, hoje famoso restaurante e bar de vinhos, onde viveu em exilio Niccolò Machiavel. 

Saiba mais sobre o Chianti clicando  AQUI

 

Bagno Vignoni e suas águas termais

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Bagno Vignoni é uma fração da comuna de San Quirico d'Orcia, Província de Siena, na Toscana. Trata-se de um antigo e encantador povoado conhecido por suas águas termais desde o tempo dos etruscos e dos romanos.

No século XII, Bagno Vignoni estava sob o domínio da família Tignosi, sucessivamente, tanto o burgo como os vários castelos que circundam a área ficaram sob domínio da família Salimbeni e a partir do ano de 1417, Bagno Vignoni tornou-se propriedade do município de Siena.

Este pitoresco burgo possui ainda  uma estrutura urbana que permaneceu inalterada ao longo do tempo, e um grande tanque  (meelhor definí-lo como uma grande piscina?) que contém as fontes termais está localizado no centro da praça.

O tanque possui uma forma retangular é fechado em três lados por paredes de cerca de um metro e meio de altura. As casas  e alguns edifícios construídos pelo arquiteto Bernardo Rossellino, se organizam em torno do tanque. Em um dos lados do tanque podemos admirar uma varanda coberta (Loggia) a qual foi frequentada  muitas vezes por Santa Catarina de Siena, local escolhido pela Santa para encontrar paz e consolo para suas doenças. 

No século XV  o Papa Pio II Piccolomini outro visitante frequente das águas termais de Bagno Vignoni,  construiu uma casa, onde hoje é  um elegante hotel.



Bagno Vignoni está localizado entre a colina Vignoni e as curvas do rio Orcia, e as águas que fluem  da fonte que alimentam o grande tanque construido no século XVI, possui uma temperatura superior a 50°C e as suas  águas são  especialmente indicadas para banhos, inalações e banho de lamas, no tratamento de doenças tais como as doenças respiratórias e ouvido, nariz e garganta, doenças ginecológicas e doenças reumáticas.

 No centro é possivel fazer banhos nos diversos hoteis que oferecem esse serviços e um pouco fora do centro, seguindo o rio Orcia, existe uma piscina natural onde é possivel fazer banhos gratuitos.





Os ciprestes mais famosos da Toscana

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Cipressini - San Quirico D'Orcia
O cipreste, símbolo da Toscana, é uma planta muito antiga e a origem do seu nome  deriva da mitologia grega, ligada ao mito de Ciparisso, o jovem amado do deus Apolo. 

Segundo a mitologia, Apolo presentou Ciparisso com um cervo doméstico que se transformou em um grande companheiro de Ciparisso.Durante um evento de caça, Ciparisso acidentalmente mata o seu amigo cervo. O luto e a dor de Ciparisso foi tão grande, que ele acabou se transformando em um cipreste como símbolo de luto eterno. Após a criação do mito, o cipreste começou a ser utilizado principalmente para decorar os cemitérios.

Anunciação Leonardo da Vinci

A presença do cipreste na Toscana è datada de diversos séculos antes de Cristo, quando foi importado da Asia. Tal planta era especialmente amada pelos Etruscos, (civilização antiga que ocupava o centro da Itália antes dos romanos) e pelos pintores renascentistas que imortalizaram os ciprestes em suas obras-primas, como por exemplo Leonardo da Vinci na Anunciação, obra que faz parte do acervo da Galleria degli Uffizi em Florença. Já falamos do Uffizi neste post: A Galeria Uffizi em Florença.

Essa espécie de veneração transformou o cipreste em um elemento característico das estradas, dos limites das propriedades, das fazendas, e das colinas de toda Toscana e principalmente da região chamada de Vald'Orcia, na Província de Siena. 

Muito famoso, aliás, é um verdadeiro cartão postal da Toscana, é um grupo de ciprestes que estão localizados no meio de uma colina na comuna de San Quirico D'Orcia e são chamados de "cipressini", em português ciprestinos.

Existem diversas lendas sobre a origem dos "Cipressini", mas a verdade é que ele foi criado como uma espécie de bosque utilizado para atrair e para capturar os pássaros durante a estação das caças.

A imagem dos Cipressini nos dá a sensação de um campo incontaminado e nos transporta a antigas tradições além de claro, nos transmite tranquilidade e uma visão de grande beleza e emoção.

Visitas guiadas em Florença

sábado, 13 de junho de 2015

Descubra Florença e seus museus em companhia de Cristiane de Oliveira, brasileira do Rio de Janeiro, autora e fundadora do Blog Noticias da Bota e  guia de turismo oficial e habilitada em língua portuguesa.

Abaixo uma pequena sugestão de visitas guiadas em Florença que poderá ser alterada de acordo com o seu interesse. Fazemos tours à medida do cliente, para que realmente ele leve as melhores recordações de uma das cidades mais bonita do mundo: Florença.

Florença Clássica:


Participe de um passeio  e descobrir a beleza de uma das cidades mais conhecidas do mundo! Conheça Florença, berço do Renascimento, uma cidade que possui uma  elegância inesquecível e que abriga tesouros como o Duomo e Palazzo Vecchio.

Na companhia de um guia experiente passearemos pelas belas praças  florentinas e você poderá admirar os impressionantes monumentos que decoram todos os cantos da capital Toscana: a famosa Ponte Vecchio e conheça os segredos dos mais de dois mil anos de história de Florença. 

Galleria degli Uffizi


Visita guiada a Galeria degli Uffizi, um dos museus mais importantes do mundo e que abriga obras de arte de valor inestimável.  O guia irá explicar as obras-primas de grandes artistas medievais e renascentistas, como Giotto, Botticelli, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael, Caravaggio, Ticiano e muitos outros.

Le Balze, a paisagem que encantou Leonardo da Vinci

Foto: Cristiane de Oliveira -arquivo pessoal
Há poucos km da saída Valdarno da Auto Estrada A-1, entre Florença e Arrezo é possível admirar um interessante fenômeno de erosão conhecido como "Le Balze".  

Le Balze  são uma das paisagens mais belas da zona conhecida como Valdarno. Como diz o nome, Valdarno é uma zona localizada no vale formado pelo Rio Arno.

É possivel admirar esse estranho fenônomo natural nas comunas de Terranova Bracciolini, Loro Ciuffenna, Castelfranco di Sopra, Pian di Scò na Província de Arezzo e Reggello na Província de Florença.

No ano de 1998, uma parte do território das "Le Balze" cerca de 3.000 hectares localizada na Provincia de Arrezo foi declarada área natural protegida pelo interesse local.

Foto: Wikipédia
As Balze foram formadas, como aconteceu também no Bryce Canyon em Utah, com sedimentos depositados cerca de 5 e 2 milhões de ano atrás, em um lago (grande 20km) que existia na atual zona de Valdarno. 

No deccorer de milhões de anos, quando o lago desapareceu, os seus sedimentos sofreram uma contínua ação de erosão por parte dos agentes atmosféricos que os modelaram até que assumiram essa interessante forma que chamamos de Balze.

As Balze  com os seus pináculos rochosos representam uma paisagem característica do Valdarno, mas pouco conhecida pela grande massa de viajantes que cruzam a Toscana, mas é algo que merece ser visitado. 

A Monalisa de Leonardo da Vinci. No fundo do quadro podemos observar as balze.

Leonardo da Vinci, grande cientista e pintor da Renascença, ficou fascinado por essa paisagem, tanto é que representou as Balze na paisagem do fundo do seu quadro mais famoso: a Monalisa, que hoje faz parte do acervo do Louvre na França.

Foto: Wikipédia. Le Balze fotografada por um drone.

Galleria dell'Accademia de Florença

segunda-feira, 8 de junho de 2015


A origem dessa coleção é datade de 1784, quando o Grão-Duque Pietro Leopoldo di Lorena funda uma Academia de Belas Artes para expor grandes obras do passado para que os alunos copiem e aprendam a arte do desenho e da pintura.

Os edifícios utilizados para compor a nova Academia de Belas Artes foram dois: o hospital de São Mateus e o convento de São Niccolò di Cafaggio.

As obras eram provenientes em parte da coleção particular da família Medici, incrementada com as obras das igrejas que foram desconsagradas durante o ano de 1786 e no período entre os anos de 1808-1810.

No final do século IX, foi decidido que parte da Academia de Belas Artes deveria ser transformado em museu para abrigar o famoso David de Michelangelo, que se encontrava desde 1504 na Piazza della Signoria, em frente ao palácio de governo, o Palazzo Vecchio. A colossal obra de Michelangelo foi transferida para Accademia no ano de 1873, e hoje o David é o símbolo absoluto do museu.

A Galleria dell'Accademia, ao contrário do que muitos pensam, não é somente o David. De fato o museu abriga uma vasta e importante coleção de quadros, uma preciosa coleção de instrumentos musicais e ainda obras importantes do maior escultor de todos os temos: Michelangelo Buonarroti.

A coleção:

O ideal seria admirar todas as obras, mas como isso é praticamente impossível em uma única visita, selecionei os obras que você não pode deixar de ver.

No andar térreo merecem atenção as seguintes obras: 


O centro da primeira sala é dominado pelo modelo original feito em gesso que Giambologna preparou para a famosa estátua que representa o Rapto das Sabinas. A obra final feita em mármore se encontra na Loggia dei Lanzi na Piaza della Signoria. 

Já falamos do Rapto das Sabinas neste post: O Rapto das Sabinas. Clique no titulo para saber mais.
O Rapto das Sabinas
O Rapto das Sabinas


São João Batista e Maria Madalena, obra de Filippino Lippi: Observem a representação da arquitetura onde o pintor brinca com a luz e sombra, além do forte aspecto psicológico dos personagens. 


Deposição da Cruz: Feita a quatro mãos, iniciada por Fippino Lippi e após a sua morte, terminada por Perugino, mestre de Raffaelo Sanzio. A difrença de estilo dos dois pintores é muito evidente. Você conseguirá perceber as mãos de Lippi e de Perugino. O conteúdo tramádico de Lippi é filtrado pela pureza formal de Perugino. Observem também as cores utilizadas por Lippi.



Cassone Adimari: Obra de um pintor florentino do século XV chamado Giovanni di ser Giovanni, vulgo “Lo Scheggia”, irmão do celebre pintor Massacio. A obra na verdade é a parte frontal de um cassone (uma espécie de baú matrimonial que substituia em Florença no século X os armários). A obra representa um cortejo nupcial de Boccacio Adimari com Lisa Ricasoli. Na cena podemos observar a moda em Florença no século X. Observem atentamente as roupas e os penteados dos personagens.

Coleção dos instrumentos musicais


A Galleria dell'Accademia abriga também uma importantíssima coleção de instrumentos musicais que pertencem ao Conservatório de Musica Luigi Cherubini.

A coleção é formada pelos instrumentos que pertenciam a Família Medici e aos Lorenas. O grande colecionador de instrumentos musicais dos Medicis é o Gran Principe Ferdinando, que deveria ter sido o último Grão-Duque Medici, mas que morreu antes de assumir o trono.


Da coleção do Gran Principe Ferdinando chegou até nós alguns instrumentos feitos por Stradivari, entre ele uma viola tenor que é o único instrumento de Stradivarius no mundo inteiro que é 100% original.

Ainda na Corte do Gran Principe Ferdinando, encontraremos modelos do primeiro piano inventado em Florença por Bartolomeo Cristofori.

Na coleção dos instrumentos que pertenciam aos Lorenas, merecem uma atenção especial os timpanos mais antigos do mundo, a Ghironda, a tromba marina e o serpentone.


A Tribuna e o Corredor dos Prisioneiros

Essas duas salas são dedicadas as obras do mestre Michelangelo Buonarroti. Na tribuna ao fundo, vemos o David, mas tente resistir a visão deste deus de mármore e obseve antes as outras obras de Michelangelo expostas no corredor.


No corredor são expostos quatro dos seis prisioneiros feitos por Michelangelo (dois deles estão no Louvre). Os prisioneiros foram concebidos para decorar o monumento funebre do Papa Julio II na Igreja de San Pietro in Vincoli em Roma. As quatro obras foram feitas provavelmente entre os anos de 1530-1534.

As estátuas não foram terminadas, provavelmente porque o prejeto da tumba de Julio II foi modificado ou talvez porque Michelangelo decidiu utlizar o famoso estilo “non finito”, onde o expectador tinha a oportunidade de terminar a obra de acordo com a perfeição de cada um. Quem sabe o que Michelangelo queria nos dizer com as obras não terminadas de propósito? Isso é um assunto que ainda é estudado por diversos historiadores. 

O que nos chama atenção nos prisioneiros é a linguagem expressiva escolhida pelo escultor que da matéria incompleta de mármore emerge uma sugestão de vitalidade, uma nervosa libertação com a explosão da força. Observem a agitação tramática dos corpos, o tormento interior, as expressões fechadas e sofridas que tentam se libertarem sem possibilidade de sucesso, das ligações espirituais, representadas pelo mármore.


O São Mateus foi o único dos doze apóstolos encomendados pelo Duomo de Florença que Michealngelo começou a esculpir. A obra representa o Santo que parece querer liberar-se com grande esforço da matéria do qual é refém, sugerindo o tramático duelo entre corpo e matéria.


A Piedade Palestrina é a única obra de Michelangelo na Accademia que não é documentada, por isso dizemos que é uma atribuição a Michelangelo. A critíca diz que ela foi esculpida aproximadamente no ano de 1550, mas nem todos são de acordo que se trata de uma obra de Michelangelo. A obra é fortemente dramática: o peso do corpo de Cristo, brilhante e vibrante de luz e segurado de uma massa “non finita”, mas extremamente plástica de Maria e Maria Madalena. 

Finalmente, chegamos ao David, (1501-1503) a mais célebre escultura italiana de todos os tempos que ocupa com toda a sua grandiosidade o espaço circular da Tribuna. 

Quem é o David?

É o personagem biblíco, o jovem pastor que venceu o terrivel e gigante general Golias. Michelangelo não representa a ação biblíca de David, mas a sua tensão psicológica antes do combate com Golias, focalizada não na ação, mas na intuição. La escultura nasce de um bloco de mármore estreito e longo que outro escultor, Agostino de Duccio havia começado a esculpir entre 1462 e 1463, mas que depois ele abandonou dizendo que daquele bloco de pedra, não era possível esculpir uma obra assim majestosa.

Ao lado direito de David, podemos observar diversas obras de pintores contemporaneos a Michelangelo. Entre elas, a Deposição da Cruz de Bronzino, um dos grande pintores manierista da época.

A Gipsoteca


Nessa sala são expostas modelos originais de gessos de Lorenzo Bartolini e Luigi Pampaloni, grande escultores do século IX. Entre as obras de grande valor artístico e histórico temos os monumentos a Maquiavel, Leon Batista Alberti, Brunelleschi, Arnolfo di Cambio e o monumento funebre do Principe Russo Anatolio Demidoff.

Depois seguem salas com obras datadas dos séculos XI e XII, entre elas Madalena com histórias da sua vida (1280 -Maestro della Madallena), a Arvore da Vida (1310 – Pacino di Bonaguida).

No primeiro andar, quase sempre esquecido pela grande massa de visitantes, a sala é dedicata a última fase do gótico, chamado de Gótico Internacional com obras de Lorenzo Monaco e Gherardo Starnina, entre outros.

Interessado em fazer uma visita guiada em língua portuguesa na Galleria dell'Accademia? Fale com a gente!

Orsanmichele, uma visita obrigatoria em Florença

sábado, 23 de maio de 2015

A igreja de Orsanmichele abriga as obras dos artistas que realmente iniciaram a Renascença e é uma visita obrigatória em Florença.
 
Orsanmichele é um dos edifícios religiosos mais originais de toda a cidade de Florença.  Ela está localizada em frente ao Palazzo dell'Arte dela Lana, e está a uma curta distância do Palazzo Vecchio e da Catedral de Santa Maria del Fiore.
 
O nome Orsanmichele é devido ao oratório que foi construído no local no século XIII dedicado a São Miguel Arcanjo, e que era cercado por um jardim ou horta que pertencia ao frades beneditinos. Por isso, o lugar ficou conhecido como San Michele em Orto, que mais tarde tornou-se Orsanmichele.
 
O elemento que mais distingue a Orsanmichele são a quatorze capelas que se abrem nas fachadas externas. Os tabernáculos foram decorados entre os séculos XV e XVI pelos principais artistas florentinos e em cada um está alojado uma estátua do santo padroeiro das Artes (corporações profissionais da Florença medieval).
 
São João Batista, obra de Lorenzo Ghiberti
 Estas estátuas dão um brilho considerável ao complexo de Orsanmichele e a sua implementação foi confiada à elite artística da época, que incluiu escultores como Ghiberti, Donatello e Brunelleschi. Acima de cada uma das estátuas você também poderá apreciar os brasões das várias artes florentinas.
 
Hoje as estátuas que podem ser vistas são cópias: os originais, feitos de mármore ou bronze (o último material mais caro e, portanto, acessível apenas as três Artes mais ricas), são mantidas no Museu Orsanmichele, alojados nos andares superiores da igreja que é aberto somente ás segundas-feira (ingresso gratuito). 
 
Interior de Orsanmichele: canais feito dentro das colunas que serviam para a passagem dos grãos
O prédio da atual igreja, foi construído em época medieval para abrigar a  antiga Loggia do grão. A este respeito, visitando o interior da estrutura ainda podemos notar alguns elementos que faziam parte do mercado de grãos como por exemplo a antiga unidade e os canais que passavam entre as lojas e o mercado. 
 
Dentro da estrutura, de forma retangular, merecem  atenção as janelas que enriquecem a beleza da igreja e representam as histórias e milagres da Virgem Maria. Os dois corredores são separados por dois pilares centrais de mármores, a partir dos quais partem as abóbodas que formam o teto.
 
Altar de Sant'Anna
Entre as obras de arte mais interessantes conservadas dentro da igreja de Orsanmichele incluem o altar de St. Anna e o tabernáculo de Orcagna. O primeiro, de Francesco da Sangallo, está localizado no lado esquerdo da igreja, enquanto o segundo é colocado no corredor direito. O tabernáculo é feito de mármore e é em estilo gótico e distingue-se pela suntuosidade da estrutura, por seus detalhes e os ricos mosaicos que adornam-lo e nos conta a história de Maria. No interior do tabernáculo temos um quadro que representa a Madonna delle Grazie (Nossa Senhora das Graças).
 
Museu de Orsanmichele no piso superior
A entrada para a igreja, assim como a visita ao museu é gratuita. A estrutura fica na Via dela Lana e você poderá visitá-la todos os dias das 10 ás 17 horas. A visita ao museu que abriga os originais das esculturas só é possível na segunda-feira, das 10 ás 17 horas.

Tabernaculo de Orcagna com história de Maria

Madonna delle Grazie, obra de Bernardo Gaddi

Uma viagem nos jardins de Florença

sábado, 4 de abril de 2015


Como estamos na Primavera, o post de hoje vai nos levar até os maravilhosos jardins espalhandos pela cidade de Florença. 

Giardino dell'Iris

Giardino dell'Iris
A nossa perfumada viagem pelos jardins de Florença começa na esquina do Viale dei Colli e Piazzale Michelangelo, onde você encontrará a entrada para o Giardino dell'Iris  (Jardim da Iris).  O Giardino dell'Iris pertence à sociedade homônima, formada por produtores apaixonados desta flor que desde 1251 é o símbolo de Florença. O Giardino dell'Iris é um jardim temático no qual  são cultivadas centenas de variedades de íris, que aumentam de ano para ano. No jardim pode ser visto em plena floração mais de 1500 variedades de íris de todo o mundo.

A superfície do jardim possui cerca de dois hectares e meio, rodeados por oliveiras  e oferece uma vista  belo panorama da cidade de Florença, é dividido por vias pavimentadas em pedra serena, plataformas e escadas.

 Mais informações:
  • Dias de abertura: de  25 de abril 20 de maio de  2015 - todos os dias (incluindo feriados) 
  • Horário: 10:00-12:30 / 15:00-19:00 
  • Entrada: Gratuita 
  • Parcialmente acessível para os deficientes (entrada lateral Flo Lunge Bar) 
  • Endereço: Florence, Piazzale Michelangelo - Varanda leste 
  • Como chegar: ônibus  12-13 (estação terminal Santa Maria Novella)

Giardino delle Rose
Giardino delle Rose
A  segunda etapa  do nosso itinerário é o Giardino delle Rose (Jardim das rosas).

O Jardim das Rosas, em Florença é um lugar de extraordinária beleza, onde existem muitos tipos de rosas,
limões, tillandsia e outras plantas, bem como um tipo de jardim japonês. O jardim nos meses de maio a setembro é aberto das 08 às 20h com entrada franca.  

Em particular, o jardim conserva cerca de 400 variedades de rosas totalizando aproximadamente 1200 plantas. O parque está localizado na área de Oltrarno abaixo do Piazzale Michelangelo no Viale Giuseppe Poggi no. 02. 

Em 1998, o jardim foi enriquecido por um espaço doado pelo arquiteto japonês Yasuo Kitayama e um oásis japonês Shorai, doado a Florença pela cidade gêmea de Kyoto, e o templo Zen Kodai-Ji.

Jardim Bardini:

Jardim Bardini
 Seguindo em frente, a próxima etapa é o Jardim Bardini.

Oásis verde e elegante no coração da cidade, o jardim da Villa Bardini está localizado na Costa San Giorgio, no número 2. O jardim é o resultado da fusão de três propriedades diferentes que caracterizam o complexo desde o seu início e ainda são reconhecíveis: a grande escadaria barroca, o jardim inglês para o oeste e ao leste a parte agrícola. A partir deste pequeno paraíso você irá desfrutar de uma vista espectacular sobre a cidade de Florença.

Visitas:
De terça-feira a domingo das 10:00 às 19:00 h - Fechado na segunda-feira.
Preço do bilhete: € 8.00

Giardino dell'Orticoltura


Giardino dell'Orticoltura

A próxima etapa é o Giardino dell'Orticolura (Horto) 
 
O Giardino dell'Orticoltura localizado na via Bolognese, 17, tornou-se um ponto de encontro para cocktails ou tarde de caminhadas. Você vai ficar encantado com o serra Liberty e a loggetta renascentista. Nos meses mais quentes o bar do jardim é aberto para um aperitivo.

Giardino di Villa Torrigiani

Giardino di Villa Torrigiani
 O jardim da Villa Torrigiani é visitavel somente com reservas e é acessado a partir da avenida Petrarca. O jardim do século XIX, de quase sete hectares parece nos levar de volta no tempo com o impressionante  Torrino Gótico, a estátua misteriosa de Osiris, o Temple de Arcadia e o Sepolcreto.

Giardino de Boboli
Jardim de Boboli

Finalmente, em nosso itinerário não podemos deixar de incluir, obviamente, o Jardim de Boboli verdadeiro pulmão verde da cidade de Florença. O jardim criado por vontade da Família Medici é realmente enorme, famoso em todo o mundoe tem sido o modelo para muitos jardins da Europa